Resenhas - Séries

Resenha de Série: THE EXPANSE – 5ª Temporada


The Expanse Season 5 (2020)
Elenco: Steven Strait, Dominique Tipper, Wes Chatham, Cas Anvar, Shohreh Aghdashloo, José Zúñiga, Frankie Adams, Keon Alexander, Cara Gee, Sandrine Holt, Chad L. Coleman, Jasai Chase Owens, Lily Gao, Brent Sexton, Bahia Watson, Michael Irby
Roteiro: Vários
Direção: Vários
Cotação: 3,5/5

ATENÇÃO: caso você ainda não tenha assistido à quinta temporada de The Expanse, o texto a seguir contém SPOILERS!

The Expanse é um caso único entre as atuais séries de ficção científica – especialmente space operas. Possui uma temática mais adulta e séria, focada principalmente nas conturbadas relações entre a Terra e suas ex-colônias em Marte e no cinturão de asteroides, retratando as viagens e combates espaciais de forma realista. Para mim, combina alguns dos melhores aspectos de séries cultuadas como Babylon 5 e Battlestar Galactica (remake) e, por ser baseada em uma saga literária iniciada em 2011, escrita por James S. A. Corey (pseudônimo dos autores Daniel Abraham e Ty Franck), possui uma consistência narrativa que outros títulos contemporâneos do gênero não tem.

Após ser cancelada pelo Syfy e ter sido resgatada pela Amazon a partir da quarta temporada, a série manteve suas características básicas, porém com mais palavrões e o fato de agora ser finalizada em 4K/HDR – o que a torna mais bonita de se assistir. Depois de boa parte da trama do ano anterior passar-se do outro lado do anel de portais, na colônia do planeta Ilus, a narrativa da quinta e penúltima temporada volta ao nosso sistema solar, destacando a rebelião Belter comandada pelo líder terrorista Marco Inaros (Keon Alexander).

A tripulação da Rocinante se separa, com cada personagem embarcando em tramas paralelas que irão convergir ao final. Holden (Steven Strait) permanece na estação Tycho, onde a Rocinante está atracada; Naomi (Dominique Tipper, um dos destaques do elenco) parte em busca da reconciliação com seu filho Filip, que teve com Marco Inaros; Amos (Wes Chatham) volta à Terra para fazer as pazes com seu passado e termina por se reencontrar com a aprisionada Clarissa Mao (Lily Gao); e Alex (Cas Anvar) volta a Marte para tentar se reconciliar com a família, mas termina por descobrir uma conspiração de militares em apoio à rebelião de Inaros e escapa a bordo da Razorback, juntamente com a ex-fuzileira Bobbie (Frankie Adams).

Marco Inaros (Keon Alexander), o grande vilão

Dessas subtramas achei mais interessante a de Amos, graças à atuação de Wes Chatham, perfeito como o personagem que teve o melhor desenvolvimento na série até agora. E gostaria que Drummer (Cara Gee), agora liderando uma tripulação Belter poliamor, tivesse tido mais destaque – apesar de ser uma personagem secundária ela rouba todas as cenas em que aparece. Recrutada por Inaros à sua causa, era previsível que ela iria se rebelar para salvar Naomi e Holden. Aliás Holden, graças à interpretação soporífera de Strait, como sempre “não fede nem cheira”, ainda mais nessa temporada onde praticamente se limitou a recrutar uma nova tripulação para a Rocinante, a fim de resgatar Naomi em uma armadilha armada por Inaros.

O problema maior da temporada é o ritmo lento, onde a maior parte dos episódios foi gasta em subtramas isoladas nas quais se inclui a de Avasarala (Shohreh Aghdashloo), que após o ataque de Inaros à Terra volta a ser a Secretária-Geral das Nações Unidas. O ritmo só se acelera nos dois últimos, onde o arco da temporada é concluído e o terreno é preparado para o surgimento do Império Laconiano (criado pelos militares dissidentes de Marte) e a chegada da misteriosa força alienígena responsável pela destruição dos criadores da protomolécula.

Agora, uma menção ao “elefante na sala” da temporada: a demissão do ator Cas Anvar por acusações de assédio sexual. Segundo os produtores seu não retorno para a sexta temporada já estava decidido antes das acusações, tanto que um substituto para ele – Bull (José Zúñiga) – já estava sendo preparado desde os episódios iniciais. Porém, morrer subitamente de um derrame causado por uma manobra em alta gravidade me pareceu algo rasteiro e apressado. Se você abstrair os bastidores da saída de Anvar, é inegável que a solução encontrada – ainda mais considerando o background do personagem – é um dos pontos fracos da temporada.

Mas enfim, resta saber se, com apenas mais dez episódios restantes, The Expanse vai conseguir encerrar a contento pelo menos a trama dos seis livros iniciais (um nono livro deverá ser lançado este ano). E fica difícil de aceitar, pelo menos para mim, que a série vai acabar quando realmente ia ficar interessante, com a propagação (daí o título) da humanidade além dos portais.

Jorge Saldanha

1 comentário em “Resenha de Série: THE EXPANSE – 5ª Temporada

  1. Por mim o Holden pode continuar enfeitando a tela que não me importo nem um pouquinho. (Lucy)

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