Resenha: Captain America: The First Avenger – Alan Silvestri (Trilha Sonora)

Música composta por Alan Silvestri
Selo: Walt Disney Records
Catálogo: D001387402
Lançamento: 19/07/2011
Cotação: ****

Capitão América: O Primeiro Vingador é o terceiro filme de super-heróis da Marvel a chegar aos cinemas este ano, e o que imediatamente precede o esperado Os Vingadores, do diretor Joss Whedon, que estreia em 2012. Fãs dos filmes de ação e de quadrinhos aguardavam com grande expectativa o longa dirigido por Joe Johnston (O Lobisomem), a mais ambiciosa adaptação do primeiro herói da Marvel – expectativa igualmente partilhada pelos colecionadores de trilhas sonoras, desde que foi anunciado que Alan Silvestri seria o responsável por seu score.

Também tinha expectativas, ainda que moderadas: afinal, se Johnston, o campeão do filme “quase bom”, há tempos nos devia algo realmente empolgante, os últimos trabalhos de Silvestri eram apenas sombras de trilhas memoráveis como De Volta Para o Futuro, O Predador e O Segredo do Abismo. Assim, até por serem moderadas, posso dizer que minhas expectativas foram totalmente satisfeitas, e se tomarmos por parâmetro apenas as adaptações da Marvel mais recentes, a partitura de Silvestri está em pé de igualdade, e sob alguns aspectos, é até superior às que na minha opinião fugiram da mediocridade geral reinante: X-Men: Primeira Classe (Henry Jackman) e Homem de Ferro 2 (John Debney). Continuar lendo “Resenha: Captain America: The First Avenger – Alan Silvestri (Trilha Sonora)”

Resenha: Falling Skies: 1×07 – Sanctuary, Part 2

[SPOILERS] Caros “Fallingskierianos”, eis o que disse uma vez um homem sábio: quem vê caras, não vê coração… e quem vê coração ou é cardiologista ou cirurgião. Eu actuo aqui como um cardiologista ao tentar fazer gráficos semanais de Falling Skies e tentar entrar na sua matriz, porém acho que estou mais preso à cara da série do que do seu coração. Por outras palavras, gostei outra vez da abordagem deste episódio; os dois sanctuarys foram os melhores do que conseguimos até agora, será que é por se terem preocupado menos com os Skitters?

Hum, a série está a acabar e ainda não sabemos quem são ou o que querem os Skitters, porém depois da fala de Rick (Daniyah Ysrayl) ficou a cheirar-me algo a “Body Snatchers” (alguém se lembra? aquele filme onde os humanos não podem dormir para que os aliens não os substituam, para acabar com os seus conflitos… ainda não? Remeicado com Nicole Kidman e Daniel Craig? Hum… alguém de certeza se lembra). Tenho medo que a justificação dos Skitters seja algo como isso: vocês são perigosos para vocês mesmos, por isso vamos trancar a vossa mente numa cela e meter-vos uns grilhões no livre-arbítrio e nunca largar as trelas. Mas rezo mesmo para que não seja algo assim tão trivial. Continuar lendo “Resenha: Falling Skies: 1×07 – Sanctuary, Part 2”

Resenha: Game of Thrones – 1ª Temporada

[SPOILERS] “Os livros são melhores que o/a filme/série!”. Mas é claro que os livros são sempre (ou na sua grande maioria) melhores que as suas adaptações ao cinema ou televisão. Os livros vivem da descrição de ambientes e de sentimentos, enquanto que na tela os ambientes assumem um papel mais secundário e precisam de um bom trabalho de câmara (um bom realizador pode criar excelente envolvência mas dificilmente consegue chegar ao grau de intimidade que a leitura proporciona), e os sentimentos precisam de um bom trabalho de representação por parte dos elencos (e nem todos os actores conseguem transmitir os sentimentos dos personagens tão bem como nós os absorvemos ao ler um livro). Mas o debate “livros vs. filmes/séries” é antigo e é algo que vejo cada vez mais como tedioso e redundante, e, por isso mesmo, é uma abordagem que prefiro evitar, até porque eu sou uma das pessoas que optou (e prefere) não ler os livros em detrimento de ser surpreendido pela série.

Ao olhar para trás, identifico dois problemas muito distintos na primeira temporada de “Game of Thrones”: o facto de parecer que a história apresentada é um segundo bloco de algo maior, uma espécie de sequela, e o facto de toda a temporada não passar de uma espécie de prólogo. Ora, eu estou ciente da contradição implícita na afirmação que acabei de fazer, mas se tomarmos como exemplo uma outra saga que é um dos maiores fenómenos cinematográficos de todos os tempos, e de seu nome “Star Wars”, é fácil perceber onde quero chegar. Continuar lendo “Resenha: Game of Thrones – 1ª Temporada”