Resenha: TERRA NOVA: 1×12 – Occupation e 1×13 – Resistance

[SPOILERS] “Terra Nova” já despediu-se dos ecrãs norte-americanos (sendo que no Brasil e por cá em Portugal, concretamente na TVI, ainda deve durar mais umas semanas) e apesar de deixar a porta aberta para uma hipotética segunda temporada, cuja concretização é difícil mas não impossível, fecha com relativo sucesso esta sua primeira época (uma época de altos e baixos, é certo).

A verdade é que “Terra Nova” começou insonsa, caiu para o intragável e, na recta final, tornou-se agridoce, tendo conseguido ofuscar mas não livrar-se (daí o agridoce) de algumas limitações (como o fraco desenvolvimento da maior parte dos seus personagens e os plots secundários banais ou demasiado infantis) a partir do momento em que focou as suas atenções na mitologia, a qual, não sendo prodigiosa, é claramente a maior força da série. A grande dúvida agora será se, caso ganhe a tal ansiada segunda temporada, conseguirá aproveitar os avanços destes últimos episódios e utilizá-los como base para definir o caminho que quer percorrer e finalmente estabelecer-se como a série que muita gente quer que ela tivesse sido desde o início.

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Resenha: TERRA NOVA: 1×10 – Now You See Me

[SPOILERS] O mais recente episódio de “Terra Nova” é nova prova de que quanto mais a série desvia o seu foco da família Shannon melhores resultados consegue. O problema não é a tenra idade das personagens (o que não faltam são exemplos de boas séries/filmes cujos protagonistas são crianças ou adolescentes) mas sim a sua profundidade, que é praticamente zero. Isso reflecte-se claramente na linha de argumento deste episódio que envolve a Zoe (Alana Mansour) e o bebé dinossauro, em que, no final, surge todo o clã Shannon imerso em felicidade como se estivessem a pousar para uma fotografia de família, revelando-se novamente que nada mais são do que arquétipos de todas as famílias de todos os filmes de temática familiar que alguma vez possamos ter visto. Eles são demasiado comuns para despertarem algum interesse e quando os argumentistas os tentam revelar como sendo mais que isso acaba por aparentar a falso. Felizmente, este “Now You See Me” deixa os Shannon um pouco mais de lado (excepto o Jim, pois, afinal, ele ainda é o protagonista desta história) e dedica-se a aprofundar algumas das personagens secundárias, personagens essas que conseguem revelar-se como bem mais apelativas.

Voltamos a ter o Comandante Taylor (Stephen Lang) como um dos destaques, aquela que é claramente a personagem mais bem trabalhada neste série e, consequentemente, aquela cujo percurso melhores histórias permite. Desta feita, temo-lo durante quase todo o episódio acompanhado daquela que será uma das grandes antagonistas desta temporada, a Mira (Christine Adams). Só por si, a actriz já tem uma presença no ecrã carismática e enigmática o suficiente para facilmente me deixar interessado naquilo que ela tem para dizer. E, neste episódio, temos oportunidade de a conhecer um pouco mais a fundo.

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Resenha: TERRA NOVA: 1×06 – Bylaw

[SPOILERS] Welcome to “CSI: Terra Nova”. Murrrderrr! Se havia algo que fazia bastante falta a uma série que tão depressa já se deixara cair numa fórmula é sem dúvida deixar-se agora arrastar para outra, a dos típicos casos policiais que semanalmente se encontram por grande parte da programação da CBS (e de quase todos os outros canais, se bem que em menor dose).

Devo dizer que com toda a rebelião dos Sixers, e os problemas que eles têm levantado, fico um bocado incrédulo de que nunca até hoje tenha ocorrido um homicídio em “Terra Nova”, mas se o Comandante Taylor (Stephen Lang) assim o diz, quem sou eu para o contradizer?

Por isso, eis a história do primeiro homicídio em “Terra Nova”: quatro personagens que nunca antes vimos e às quais, consequentemente, não há qualquer ligação sentimental, são os protagonistas. Um usa um dinossauro para matar o outro (claro, só podia ser essa a arma de eleição!) por causa de dinheiro, mas quem escreveu este episódio, tal como qualquer mistério deve ser escrito, passa o tempo a desviar-nos a atenção para os outros dois intervenientes (um casal), e para a possibilidade de se tratar de um crime passional. O problema é que se nem toda a gente que não conheça já a estrutura deste tipo de história soubesse praticamente logo de início que o casal nada tinha a ver com o crime, então os sucessivos planos de câmara a revelarem a identidade de criminoso ao longo do episódio foram pistas mais que suficientes para desvendar este intrincadíssimo (!) caso.

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Resenha: TERRA NOVA: 1×05 – The Runaway

[SPOILERS] By the power vested in me, I now pronounce “Terra Nova” the “FlashForward” of 2011/2012 season. Nas recentes temporadas parece ser norma haver uma série de ficção científica a querer emular o sucesso recente de outras séries do género e que apesar de uma boa premissa, bons valores de produção, elenco competente e de gerar bastante buzz por essa internet fora criando expectativas para aquilo que pode vir a ser como produto televisivo, facilmente cai em desgraça assim que os seus episódios vão sendo revelados semana após semana. Dentro deste perfil encontramos “FlashForward” na temporada 2009/2010, depois “The Event” na temporada 2010/2011, e, nesta temporada, “Terra Nova”.

“Terra Nova”, tal como as outras duas séries referidas no parágrafo anterior, está a tornar-se um fardo (Vítor, vai-te preparando). Os valores de produção mantêm-se bons e o elenco continua com um desempenho bastante competente mas o aproveitamento da sua boa premissa tem sido limitado e as expectativas iniciais mutaram-se em suspiros de desapontamento. A história é, neste momento, frágil e nada do que a série quer enaltecer parece ter força suficiente para a levar a outro nível.

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