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Resenha de Série: LOKI – 1ª Temporada


Loki – Season 1 (2021)
Elenco: Tom Hiddleston, Sophia Di Martino, Gugu Mbatha-Raw, Sasha Lane, Tara Strong, Owen Wilson, Jack Veal, DeObia Oparei, Richard E. Grant, Jonathan Majors
Criação: Michael Waldron
Direção: Vários
Cotação: 4,0/5

ATENÇÃO: caso você ainda não tenha assistido à primeira temporada de LOKI, o texto a seguir contém SPOILERS!

Recentemente, com a estreia de VIÚVA NEGRA nos cinemas, muitos se perguntaram o motivo de a Marvel Studios ter escolhido esse filme para começar a nova fase. Afinal, trata-se de um título que não parece oferecer um início. Ao contrário, é um retorno à chamada Fase Três, já que preenche os vazios de vida de uma heroína importantíssima para o Universo Cinematográfico Marvel. Assim, as produções da Casa de Ideias que mais têm avançado no sentido de apontar novos caminhos são as séries fechadas, exibidas no Disney+. Foi assim com WANDAVISION, foi assim com FALCÃO E O SOLDADO INVERNAL e principalmente com LOKI (2021), cujo último episódio nos informou que ganhará uma segunda temporada.

Nesse sentido, LOKI, por mais que seja uma série muito destinada a fãs nerds interessados em ficção científica e na vasta cronologia dos quadrinhos Marvel, é a que mais se mostra ligada a produções que apresentarão mais enfaticamente o conceito de Multiverso. Vem por aí a minissérie em animação WHAT IF…?, que brinca com as diversas possibilidades, e os longas DOUTOR ESTRANHO NO MULTIVERSO DA LOUCURA, que já traz no próprio título o que poderá apresentar, e, antes disso, em dezembro, HOMEM-ARANHA: SEM VOLTA PARA CASA. Desejo boa sorte à Marvel e também a nós, espectadores dedicados a ver todos os filmes (e agora séries). Afinal, o número de produtos, agora que a televisão entrou no jogo como um elemento complementar muito importante – diferente de quando as séries da Marvel eram produzidas pela Netflix e eram mais “independentes” -, é muito grande e é provável que muitos espectadores percam um pouco a paciência se alguns desses títulos parecerem irregulares ou mesmo ruins.

LOKI é uma série que provoca sentimentos mistos, pois quase todo episódio dá uma dor de cabeça para tentar entender as inúmeras questões e conceitos que são apresentados, mesmo quando oferecem algumas explicações didáticas. No meu caso, eu sempre entrava em um canal de YouTube que tentava explicar cada episódio e fazer aquelas previsões meio malucas sobre o futuro. Por outro lado, é louvável que a Marvel esteja fazendo uma obra como esta, corajosa no conteúdo e na forma. Na trama, Loki (Tom Hiddleston), depois de roubar dos Vingadores o objeto mágico chamado Tesseract, é preso pela polícia da AVT, uma organização que captura pessoas que ousam sair da chamada linha temporal sagrada, de modo a evitar que se crie um Multiverso.

Um dos personagens mais interessantes da AVT é Mobius (Owen Wilson), um agente que acaba criando um elo de amizade com o deus da mentira. Uma coisa que gosto bastante em LOKI é o modo como cada episódio parece ter uma cara própria, muitas vezes ambientado em um único lugar, destaque para “The Nexus Event”, que começa a aprofundar melhor a personagem Sylvie (Sophia Di Martino), uma variante feminina de Loki muito interessante e a mulher por quem ele se apaixona. Não faltou quem dissesse: Loki só poderia se apaixonar por uma versão de si mesmo, egoísta como é. Mas a questão é que a série traz um Loki mais sensível, mais próximo de um herói do que de um vilão, na verdade. O último episódio traz uma disputa entre Loki e Sylvie sobre o que fazer: liberar ou não o livre arbítrio? O que acontecerá?

Temas como esses são conceitos estudados pela filosofia e pela teologia (para não falar no ocultismo) há muitos séculos e aqui surgem novamente para dar esse tom mais cerebral à série. O perigo de a Marvel se aventurar tanto por essa história de viagens no tempo é criar uma confusão dos diabos, afinal todo mundo sabe o que aconteceu com a franquia O EXTERMINADOR DO FUTURO ao longo das décadas. Mas se a intenção dos criadores e roteiristas é mesmo usar o vilão Kang, que aparece sem ser identificado com esse nome especificamente no último episódio, em atuação brilhante de Jonathan Majors, então é hora de seguir em frente com a brincadeira.

Majors, ainda que seja identificado na série como “Aquele Que Permanece”, já aparece creditado no IMDB como Kang, o Conquistador no terceiro filme do Homem-Formiga – HOMEM-FORMIGA E A VESPA: QUANTUMANIA, previsto para estrear em 2023. De uma coisa não podemos reclamar da Marvel: falta de ambição ou de planejamento cuidadoso.

Ailton Monteiro

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