Resenhas - Séries

Resenha de Série: THE MANDALORIAN – 2ª Temporada


The Mandalorian – Season 2 (2020)
Elenco: Pedro Pascal, Gina Carano, Giancarlo Esposito, Temuera Morrison, Carl Weathers, Timothy Olyphant, Omid Abtahi, Ming-Na Wen, Rosario Dawson, Katee Sackhoff, Michael Biehn, Amy Sedaris, Diana Lee Inosanto, Titus Welliver, Sasha Banks, Mark Hamill
Roteiro: Vários
Direção: Vários
Cotação: 4/5

ATENÇÃO: caso você ainda não tenha assistido a segunda temporada de The Mandalorian, o texto contém SPOILERS.

Há pouco mais de um ano o streaming Disney+ foi lançado nos EUA, e a primeira temporada da série The Mandalorian foi seu maior sucesso. Agora, já com o Disney+ disponível no Brasil, tivemos a conclusão da segunda temporada (que a exemplo da anterior tem apenas oito episódios), que pode ser considerada o melhor presente de Natal que qualquer fã da franquia Star Wars poderia desejar.

Mantendo e até ampliando o alto nível técnico e de roteiros, o episódio de estreia do novo ano, “The Marshall”, que traz Timothy Olyphant como um xerife vestindo a armadura de Boba Fett, já deu uma amostra de que os showrunners Jon Favreau e Dave Filoni fariam de tudo para agradar aos fãs, que de modo geral ficaram bastante decepcionados com a recente trilogia cinematográfica. E que episódio! O xerife e Mando/Din Djarin (Pedro Pascal) se aliam a um bando de Tusken Raiders para caçar um gigantesco dragão Krayt no deserto de Tatooine. E ao final dele temos um vislumbre do próprio Boba Fett (Temuera Morrison), vivendo como um eremita e disposto a recuperar sua armadura, que agora está com Mando.

Din Djarin (Pedro Pascal) duela com Moff Gideon (Giancarlo Esposito)

De um modo geral os episódios seguem mostrando Mando e A Criança/Baby Yoda (que apesar da aparência infantil tem uns cinquenta anos) fugindo de Moff Gideon (Giancarlo Esposito) e seus agentes, e entre uma aventura e outra a série vai se aprofundando na mitologia da franquia. Nesse processo, Filoni traz para o universo live-action mais personagens memoráveis que até aqui haviam apenas aparecido em suas animações The Clone Wars e Star Wars Rebels. Muitos chamam isso de fan service, e talvez até seja, mas é feito de forma orgânica e sempre a serviço da trama. É o caso da Mandaloriana Bo-Katan (Katee Sackhoff), que se considera a legítima pretendente ao trono de Mandalore mas para tanto necessita se apossar do Sabre Sombrio que está com Gideon. No episódio “The Heiress”, Katan revela a Mando que o pequeno tem poderes de Jedi, e sugere que o leve até o planeta Corvus, onde uma certa Jedi poderia treiná-lo.

Num dos melhores episódios da série até aqui, “The Jedi”, repleto de referências a westerns e filmes de samurai, Mando encontra em Corvus ninguém menos que Ahsoka Tano (Rosario Dawnson em um casting perfeito). Quem assistiu às séries animadas sabe que Ahsoka, quando adolescente, foi aprendiz de Anakin Skywalker (futuro Darth Vader), tendo posteriormente abandonado a Ordem Jedi. Ahsoka se comunica mentalmente com A Criança e descobre, além do seu nome – Grogu -, que ela sobreviveu ao massacre dos jovens aprendizes no Templo Jedi perpetrado por seu ex-Mestre (como visto no filme A Vingança dos Sith). Por não ser mais uma Jedi, ela diz que não pode completar o treinamento de Grogu, mas sugere que a dupla vá até as ruínas de um templo no planeta Tython, onde o pequenino poderia tentar se comunicar com algum Jedi ainda existente (lembrando que a série se passa cinco anos depois do filme O Retorno de Jedi). Ahsoka se despede e parte rumo à sua própria série, onde irá perseguir ninguém menos que o Grande Almirante Thrawn.

Ahsoka Tano (Rosario Dawnson)

No episódio “The Tragedy”, Mando e Grogu chegam a Tython e são abordados por Boba Fett, que com a ajuda de Fennec Shand (Ming-Na Wen), quer recuperar sua armadura. Enquanto Grogu medita no antigo templo, Mando concorda em entregar a armadura a Boba, desde que ele e Shand ajudem a proteger o pequeno. Acordo feito, o trio enfrenta algumas tropas de Moff Gideon (incluindo alguns poderosos androides Darktroopers) enviadas para capturar Grogu. Apesar das façanhas de Boba Fett, que finalmente fez jus em live action à fama que tem, a nave de Mando, a Razor Crest, é destruída e Grogu é levado pelos remanescentes do Império ao cruzador de Gideon. A bordo da Slave I de Boba, os heróis partem em busca de aliados para resgatar o Baby Yoda.

Chegando ao episódio final da temporada, o desde já clássico “The Rescue”, Mando e uma equipe formada por Cara Dune (Gina Carano), Bo-Katan, Koska Reeves (Sasha Banks) e Fennec Shand consegue abordar o cruzador de Gideon com relativa facilidade (It’s a Trap!). Enquanto o restante enfrenta os Stormtroopers, Mando localiza Grogu e enfrenta Gideon, num eletrizante duelo de lança de Beskar contra Sabre Sombrio. Gideon é derrotado e Mando leva a ele e Grogu para a sala de comando do cruzador, onde o restante da equipe os aguarda. Mando tenta entregar o Sabre a Bo-Katan, mas descobre por Gideon que, para desgosto de Katan, ele só tem valor para quem o ganhou em combate. Neste momento um grande pelotão de Darktroopers os deixa sitiados, e aparentemente suas aventuras acabarão ali. Mas é então que um caça X-Wing pousa no hangar do cruzador, e dele sai uma figura encapuzada de preto, portando um Sabre de Luz Verde… e meus caros, o bicho pega fogo.

Depois do episódio “The Jedi” começaram as especulações sobre quem teria sido contatado por Grogu e que certamente apareceria no último episódio da temporada. Mas a verdade é que, dada a época em que se situa a série, este Jedi só poderia mesmo ser Luke Skywalker (Mark Hamill). E já estavam apostando que Sebastian Stan (o Soldado Invernal do MCU), por ter uma grande semelhança com Hamill quando jovem, iria interpretá-lo. Pois bem, quando após uma intensa batalha contra os Darktroopers (semelhante à de Darth Vader contra os soldados rebeldes em Rogue One), Luke entra na sala, retira seu capuz e vemos que quem está ali é o próprio Mark Hamill (pelo menos o rosto), rejuvenescido digitalmente.

O retorno triunfal de Luke (Mark Hamill)

É um momento poderoso e emocionante, que lavou a alma de quem ansiava rever o Luke heroico da trilogia clássica e tirar da lembrança o Jedi amargo e desiludido da trilogia de J.J. Abrams. Porém, foi a despedida de Mando e Grogu, na segunda cena da temporada em que Pedro Pascal tirou seu capacete (a primeira foi no também excelente episódio “The Believer”, que tem um roteiro inspirado no clássico O Salário do Medo), que deve ter feito muita gente chorar copiosamente. Luke parte com Grogu, Mando fica com o Sabre Sombrio que, em princípio, lhe dá direito ao trono de Mandalore, e o terreno para a terceira temporada, que estreia apenas em dezembro de 2021, está preparado. E ainda tem mais: em uma cena pós-créditos que mostra Boba Fett retornando ao covil de Jabba em Tatooine, é anunciado o derivado The Book of Boba Fett, que também só vai estrear daqui a um ano. É, parece que teremos um longo 2021 pela frente, mas pelo menos novamente está valendo a pena ser fã de Star Wars.

Jorge Saldanha

1 comentário em “Resenha de Série: THE MANDALORIAN – 2ª Temporada

  1. Ótima resenha. Muito bom mesmo. 🖖Vida longa e próspera🖖

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