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Resenha de Blu-ray: STAR WARS – A ASCENSÃO SKYWALKER (Steelbook BR)


STAR WARS: THE RISE OF SKYWALKER
Produção: 2019
Duração: 142 min.
Direção: J.J. Abrams
Elenco: Daisy Ridley, Adam Driver, Oscar Isaac, John Boyega, Mark Hamill, Carrie Fisher, Anthony Daniels, Ian McDiarmid, Billie Lourd, Domhnall Gleeson, Keri Russell, Dominic Monaghan, Greg Grunberg,Jimmy Vee, Joonas Suotamo, Kelly Marie Tran, Lupita Nyong’o,  Naomi Ackie, Richard Bremmer, Richard E. Grant
Vídeo: 2.39:1 (1080p/AVC MPEG-4)
Áudio: Inglês (DTS-HD Master Audio 7.1), Português, Espanhol (Dolby Digital 5.1)
Legendas: Português, Inglês, Espanhol
Região: A, B, C
Distribuidora: Cinecolor/Disney
Discos: 2 (BD 50GB)
Lançamento: 08/04/2020
Cotações: Som: **** Imagem: ***** Filme: **½ Extras & Embalagem: ****½ Geral: ****

SINOPSE
Com o retorno do Imperador Palpatine, a Resistência toma a frente da batalha. Treinando para ser uma completa Jedi, Rey se encontra em conflito com passado e futuro, e teme pelas respostas que pode conseguir com Kylo Ren.

COMENTÁRIOS
Um longo caminho foi percorrido desde que assisti o GUERRA NAS ESTRELAS (1977) original, por duas sessões consecutivas em sua estreia no cinema, até chegarmos a este STAR WARS: A ASCENSÃO SKYWALKER (2019). Foi lá, há mais de quarenta anos, que a criação de George Lucas me deslumbrou e, com os dois filmes seguintes, tornou-se a minha franquia favorita por muitos anos. A trilogia-prelúdio chegou a partir de 1999, e apesar de ser criticada por muitos, pelo menos nela ainda encontrávamos alguma coesão narrativa por parte de Lucas e vários momentos memoráveis – sem falar que, mesmo mantendo as características da saga, buscou-se inovar em alguns aspectos. Em 2015, já com a Lucasfilm comprada pela Disney e sem a participação criativa de Lucas, foi lançado o primeiro longa da trilogia final, STAR WARS: O DESPERTAR DA FORÇA, dirigido por J.J. Abrams. Nele tivemos o retorno de personagens da trilogia clássica, porém eclipsados por novos que nem de longe possuíam o mesmo carisma. Além disso, o filme em si era pouco mais do que uma refilmagem do original, onde o medo de inovar o mínimo que fosse era patente. O episódio seguinte, STAR WARS: OS ÚLTIMOS JEDI (2017), dirigido e escrito por Rian Johnson, procurou mudar algumas coisas, mas infelizmente mexeu no que não devia: Luke Skywalker (Mark Hamill), que todos esperavam que retornasse como um poderoso e confiante Mestre Jedi, virou um sujeito amargurado e relutante, capaz de atos impensáveis como tentar matar seu próprio sobrinho Ben Solo e basicamente jogá-lo para o lado Sombrio da Força, transformado em Kylo Ren (Adam Driver). E seguindo os passos de Han Solo no longa anterior, Luke também morre. Por fim chegamos a este STAR WARS: A ASCENSÃO SKYWALKER (2019), o capítulo final novamente comandado por Abrams que, apesar dos percalços anteriores, tinha grandes chances de ser uma conclusão digna para a saga. Infelizmente, o filme é a prova cabal de que esta nova trilogia não teve planejamento algum, com cada segmento indo em direções opostas de acordo com os desejos dos diretores e roteiristas de plantão. A ASCENSÃO SKYWALKER procura desesperadamente anular quase tudo de OS ÚLTIMOS JEDI, e como em O DESPERTAR DA FORÇA Abrams passa o tempo inteiro repetindo a estrutura da trilogia original e jogando na tela fatos que não se explicam. O Millenium Falcon é perseguido pela milionésima vez por caças Tie, agora cada destróier é uma Estrela da Morte, Jedi e Sith tem poderes de cura e até de ressuscitamento… tudo é amplificado à exaustão, e para pior. Muitas soluções são rasteiras e chegam em frases curtas dos personagens, como o porquê do General Hux (Domhnall Gleeson) ajudar a Resistência. A batalha espacial, que deveria ser a mais empolgante para fechar os nove filmes, é das mais sem graça. Furos de roteiro abundam, cortesia do próprio Abrams e de Chris Terrio, o cara que já inventara o simplório “Salve Martha” de BATMAN VS SUPERMAN – A ORIGEM DA JUSTIÇA (2016). Apesar de no final de O RETORNO DE JEDI (1983) a segunda Estrela da Morte explodir e se desintegrar completamente, agora vemos que parte considerável dela chegou inteira à superfície do planeta Endor, para servir de palco a um duelo entre Ren e Rey (Daisy Ridley). Como já acontecera com o inexplicável poderio bélico da Primeira Ordem, do nada surgem milhares de destróiers do ressuscitado Imperador Palpatine (Ian McDiarmid), que também veio ninguém sabe de onde (clonado? por quem?) para travar um confronto final com a “neo” Jedi em uma caverna. Segundo o místico plano do Palpatine, sua neta Rey o mataria e ele se apossaria do corpo dela, mas quando isso acontece ele – surpresa! – morre de vez. E o final, que deveria ser emocionante, é melancólico e frustrante, com uma Palpatine virando Skywalker por opção. Para complicar as coisas Carrie Fisher morreu antes do início das filmagens, e isso obrigou a produção a fazer enxertos estranhos baseados em cenas da atriz não utilizadas nos dois filmes anteriores, onde a General Leia quase não fala nada ou diz frases curtas irrelevantes. O filme pelo menos é tecnicamente primoroso, tem cenas de visual deslumbrante e homenageia o veterano compositor John Williams com uma rápida ponta. Mas é muito pouco para diminuir a decepção com o fraquíssimo final de uma saga que, lá no início, me deixou empolgado como nunca me sentira em um cinema.

SOBRE O BD
A exemplo de O DESPERTAR DA FORÇA, OS ÚLTIMOS JEDI, ROGUE ONE e HAN SOLO, também STAR WARS: A ASCENSÃO SKYWALKER foi lançado em Blu-ray no Brasil numa caprichada edição em estojo steelbook, mas agora por um novo preço de tabela de BDs com este tipo de estojo – R$ 129,90. Esta edição é a única, em nosso mercado, que inclui o disco exclusivo de extras. O steelbook estampa artes oficiais do longa, com seu título (em inglês) em relevo, e como de praxe o panfleto com as informações técnicas da edição foi colado na capa traseira. Na parte interna, por trás do plástico transparente onde os discos são encaixados, vemos imagens dos protagonistas no Millenium Falcon, e cada BD tem uma foto diferente da produção. Ao colocarmos qualquer disco no reprodutor, não há trailers de outros lançamentos: surge de imediato uma imagem estática com a opção de escolha de idioma, e após a seleção seguimos direto aos menus, simples e fáceis de navegar, com os comandos dispostos de forma horizontal na parte de baixo da tela.

Imagem

Como já dito A ASCENSÃO SKYWALKER é tecnicamente primoroso, e portanto não é surpresa que sua transferência 1080p/AVC MPEG-4, na proporção original de tela 2.39:1, impressione pela qualidade. O contraste é excelente do início ao fim, com brancos brilhantes se destacando juntamente com pretos sólidos e detalhes de sombras precisos. A paleta de cores é variada, com tons sempre firmes e vivos. A nitidez assombra, permitindo discernir os mínimos detalhes faciais e texturas de uniformes e imperfeições de dróides e naves. A leve granulação dá à imagem um tom agradavelmente fílmico, em uma apresentação visual impecável, livre de quaisquer artefatos.

Som

Se a apresentação visual de A ASCENSÃO SKYWALKER é de referência, a experiência sonora proporcionada não leva a nota máxima graças a algo que se tornou uma estranha característica nos Blu-rays da Disney. O áudio original em inglês DTS-HD Master Audio 7.1, como nos demais lançamentos em BD do estúdio nos últimos anos, foi mixado em volume mais baixo. Ou seja, para ser devidamente apreciado, em especial no que se refere a efeitos surround e graves, ele terá de ser ajustado. Feito isto, os diálogos sempre soam claros, e  os graves fazem um bom acompanhamento nas cenas de ação e na reprodução da trilha musical de John Williams. Já na versão UHD-BD do filme, conforme os reviews que li, a faixa Dolby Atmos é mais potente e superior – pena ela não ter sido também disponibilizada no Blu-ray, como faz a Warner em seus lançamentos recentes. Também temos opções de dublagem e legendas em português e espanhol (mesmos idiomas das legendas), todas em Dolby Digital 5.1.

EXTRAS
Como já referi mais acima, nosso steelbook é a única edição que recebeu o disco de extras, que em conteúdo é idêntico ao das edições internacionais. Consistindo de um longo making of e cinco featurettes, os vídeos são apresentados em alta definição, com áudio em inglês e legendas em português:

  • O Legado Skywalker (120:06 min.) – De longe o melhor extra, este documentário em longa metragem cobre quase todos os aspectos da produção de A ASCENSÃO SKYWALKER, alternando cenas de bastidores e depoimentos das trilogias anteriores com o novo material;
  • Busca de Pasaana: Criando a Perseguição de Speeder (14:15 min.) – Featurette dedicado à filmagem da cena de perseguição de speeders no deserto;
  • Alienígenas no Deserto (5:57 min.) – Vídeo com os bastidores das filmagens da cena do festival alienígena no deserto de Pasaana;
  • D-O: A Chave Para o Passado (5:33min.) – O tema aqui é a conexão de Rey com o mistério sobre o desaparecimento de seus pais e o mais novo dróide da franquia, D-0;
  • Warwick & Filho (5:37 min.) – Aqui vemos Warwick Davis, que interpretou o Ewok Wicket em O RETORNO DE JEDI e fez pontas em outros filmes da saga, novamente vestir a fantasia felpuda, agora ao lado do filho Harrison;
  • Elenco de Criaturas (7:44 min.) – Neste featurette a equipe por trás das criaturas revela detalhes de maquiagem, próteses e CGI utilizados para lhes dar vida.

Jorge Saldanha

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