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Resenha de Filme: AVES DE RAPINA (ARLEQUINA E SUA EMANCIPAÇÃO FANTABULOSA)


Birds of Prey (And the Fantabulous Emancipation of One Harley Quinn), EUA, 2020
Gênero: Ação
Duração: 108 min.
Elenco: Margot Robbie, Jurnee Smollett-Bell, Mary Elizabeth Winstead, Ewan McGregor, Chris Messina, Rosie Perez
Trilha Sonora Original: Daniel Pemberton
Roteiro: Christina Hodson, Chuck Dixon, Greg Land, Jordan B. Gorfinkel
Direção: Cathy Yan
Cotação: 2,5/5

A DC/Warner parece não ter se incomodado muito com as críticas negativas de ESQUADRÃO SUICIDA (2016), quase uma unanimidade entre os piores filmes do universo de super-heróis já feitos ultimamente. Como a presença de Margot Robbie no papel de Arlequina foi um dos poucos – se não o único – acertos do filme, o estúdio resolveu investir em outro que trouxesse a personagem, que no anterior aparece como a namorada do Coringa, aqui mais tratado como Mr. C (ou Mr. J, no original).

Já na época do ESQUADRÃO SUICIDA, muito foi falado sobre a questão do relacionamento abusivo e tóxico dos dois, e este AVES DE RAPINA (ARLEQUINA E SUA EMANCIPAÇÃO FANTABULOSA) (2020) começa justamente com a separação dos dois, o sofrimento de Arlequina e sua posterior volta por cima, com um misto de bom humor e violência. Aliás, é curioso como as cenas de violência parecem uma fusão da violência cartunesca dos antigos desenhos da Warner, como Pernalonga, e a violência dos próprios filmes de gângster do estúdio.

Ou seja, o que temos aqui é uma versão atualizada e hipercolorida dessas produções que fizeram a fama do estúdio. As cenas de Arlequina quebrando as pernas de seus inimigos – são duas que se destacam – são até bastante gráficas, embora não vejamos sangue. Ainda assim, há uma leveza na personagem, apesar de isso ser um tanto contraditório com parte dos seus atos, tipo entrar com uma arma caracterizada ao seu estilo. Como as cenas de ação são apenas o.k., não trazendo nada de mais, o que acaba se destacando é a força do carisma de Margot, mesmo com uma personagem com diálogos fracos.

AVES DE RAPINA, aliás, começa até interessante, com uma narração que lembra um pouco os primeiros filmes de Quentin Tarantino, com idas e vindas no tempo, a partir do ponto de vista de Arlequina. Como ela é a personagem principal, as demais que se juntam para um bem comum no último ato do filme, acabam tendo bem menos força. A personagem de Mary Elizabeth Winstead, por exemplo, infelizmente é muito fraca. Outra personagem muito querida nos quadrinhos é a detetive de polícia Renee Montoya, vivida no filme por Rosie Perez, mas que também não é nada carismática na versão para cinema. E aí temos a Canário Negro (Jurnee Smollet-Bell), que faz o papel da motorista do gângster vivido por Ewan McGregor (um desperdício para uma personagem tão icônica).

Por falar em McGregor, é impressionante como seu personagem é irritante. Até dá para relevar, levando em consideração o tom debochado do filme, mas esse deboche é tanto que passa aquela impressão de desprezo do estúdio pela própria produção, uma das menos “hypadas” dos filmes de super-heróis recentes. Será que isso já aponta para uma diminuição na popularidade dessas produções? É possível. Tudo chega ao fim.

Ailton Monteiro

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