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Resenha de Série: THE MANDALORIAN – 1ª Temporada


The Mandalorian – Season 1 (2019)
Elenco: Pedro Pascal, Nick Nolte, Gina Carano, Werner Herzog, Carl Weathers, Giancarlo Esposito, Omid Abtahi, Taika Waititi, Emily Swallow, Ming-Na Wen
Roteiro: Vários
Direção: Vários
Cotação: 3,5/5

Um dos carros-chefe do lançamento do streaming Disney+, no último mês de novembro, The Mandalorian é a primeira série live-action do universo Star Wars, e de modo geral agradou mais aos fãs que o aguardado longa A Ascensão Skywalker. E é fácil de entender o porquê.

A trilogia cinematográfica iniciada em 2015 por J.J. Abrams, desde o começo, não passa de uma reciclagem (às vezes praticamente um remake) dos filmes originais, sem novos personagens cativantes. E isso se acentuou no capítulo final da saga Skywalker, uma longa colagem de cenas de ação incessantes onde a preocupação em contar uma história coerente ficou em segundo plano.

A durona Cara Dune (Gina Carano) e Mando (Pedro Pascal)

The Mandalorian, até por ser a primeira série de TV com atores da franquia, trouxe o frescor e a novidade que os fãs não encontraram na telona. É claro que ela tem elementos já conhecidos de Star Wars, como obviamente os caçadores de recompensa mandalorianos (“colegas” de Boba Fett), os remanescentes do Império e a mitologia da Força. Mas o formato serializado e o orçamento televisivo forçosamente levaram a focar a produção mais na trama e no desenvolvimento dos personagens do que em cenas de ação e efeitos CGI – que quando surgem são bem acabados e necessários ao desenrolar da história -, e isso foi feito com competência.

Assim como a criação original de George Lucas buscou inspirações em faroestes e filmes de samurai, a série do showrunner Jon Favreau (que lançou o Universo Cinematográfico Marvel em 2008 com Homem de Ferro), que se passa cronologicamente alguns anos depois de O Retorno de Jedi, retorna com força às suas origens. A influência do western era notória desde os primeiros trailers (até a trilha sonora de Ludwig Göransson está mais para Ennio Morricone do que para John Williams), mas o que não se esperava era que o aspecto samurai fosse forte, representado pelo código de honra mandaloriano e um elemento trazido diretamente do mangá Lobo Solitário, adaptado no Japão em filmes e uma série de TV.

Sim Baby Yoda, nós te amamos

Se na obra japonesa o protagonista era um samurai acompanhado pelo seu filho de três anos, aqui temos o titular caçador de recompensas Mando (Pedro Pascal) acompanhado por uma criança da mesma raça do Mestre Jedi Yoda. Após ser resgatada pelo herói de um agente do Império (o famoso diretor Werner Herzog, se divertindo como vilão), “A Criança” (ou Baby Yoda, como passou a ser chamado carinhosamente pelos fãs) passa a ser seu companheiro de aventuras, que quase sempre envolvem a dupla fugindo de outros caçadores de recompensas ou remanescentes do Império, eventualmente auxiliados por aliados de ocasião como a ex-Rebelde Cara (Gina Carano), o empregador de Mando, Greef (Carl Weathers), o alien Kuiil (voz de Nick Nolte) e o dróide IG-11 (voz de Taika Waititi, que também dirige alguns episódios).

Muitos poderão alegar que a introdução do Baby Yoda visou principalmente vender bonecos, o que pode até ser verdade. Mas a participação do personagem nunca é gratuita, já que ele é parte importante da trama. E convenhamos, o Baby Yoda tem um nível de fofura tão grande que coloca no chinelo os Ewoks e todos os novos bichinhos da recente trilogia. Juntos. E, claro, rouba a cena de todo o mundo quando aparece, inclusive de Pedro Pascal – que exceto por um breve momento no episódio final, tem o rosto sempre coberto pelo capacete mandaloriano.

Claro, nem só de acertos vive The Mandalorian. A série passou os oito episódios da temporada inicial tentando achar seu ritmo, muitas vezes irregular. E também faltou um grande vilão, que é uma das características da franquia. Mas as perspectivas para a já confirmada segunda temporada são promissoras, até porque nos dois últimos episódios tivemos a introdução daquele que deverá ser o grande antagonista de Mando, o imperial Moff Gideon, interpretado pelo ótimo Giancarlo Esposito (Breaking Bad). A cena final da temporada, onde vemos Gideon sair dos destroços do seu caça Tie brandindo um lendário Darksaber mandaloriano, é Star Wars da melhor qualidade.

Jorge Saldanha

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