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Sci Files: Só a Enterprise se Salva na 2ª Temporada de STAR TREK – DISCOVERY


A segunda temporada de Star Trek – Discovery é basicamente uma cópia do filme O Exterminador do Futuro, de James Cameron. A ameaça da temporada é o Controle (“Skynet”) criado pela Seção 31, que adquiriu consciência e criou os seus exterminadores para destruir a galáxia.

A trama gira em torno do mistério do Anjo Vermelho, sua ligação com a Seção 31 e a tripulante Michael Burnham bancando a Sarah Connor para impedir o Controle. Esta Seção 31 mostrada é bem diferente da apresentada em Deep Space Nine, já que é conhecida de toda a Federação, tem sua base e frota de naves. Jonathan Frakes, o comandante Riker de A Nova Geração, novamente dirige alguns episódios nessa temporada.

A primeira temporada foi considerada tão ruim que, para melhorar a audiência e atrair a atenção dos fãs mais antigos, nesta trouxeram de volta a Enterprise, com o capitão Pike e Spock – que em Discovery é irmão de criação da Michael. Pike é designado temporariamente para o comando da Discovery, enquanto a Enterprise passa por reparos, e tem como missão investigar as aparições do Anjo Vermelho.

Inicialmente o oficial de ciências Spock está desaparecido, e Pike e Michael tentam encontrá-lo. A Philippa Georgiou do Universo Espelho retorna, agora trabalhando na Seção 31, cuja última aparição fora no filme Além da Escuridão – Star Trek (2012), de J.J. Abrams.

A trama da temporada é cheia de furos, que não são esclarecidos nem no episódio final. Por exemplo, vemos caças infinitos saindo do hangar da Enterprise, sendo que a Federação nunca usara (ou tivera) caças. E os fãs se perguntam onde está Sybok, o irmão rebelde de Spock visto no filme Jornada nas Estrelas V – A Última Fronteira. Faria mais sentido ter trazido Sybok para a série do que criar uma irmã fajuta do Spock. Michael é a personagem menos interessante de Discovery, e piora o fato de ser a protagonista da série.

Os únicos personagens realmente interessantes são Pike, Spock e Philippa. Ela já tem garantida uma spin-off na Seção 31, já o sucesso de Pike e Spock na temporada fez os fãs pedirem por uma série com eles na Enterprise. No melhor episódio da temporada vemos Spock voltando a Talos 4 – o primeiro piloto da Série Clássica mostrava Pike numa missão em Talos 4.

O único ponto positivo de Discovery é ter tornado possível o lançamento das séries Star Trek – Picard e da Seção 31. No mais, ela basicamente é uma obra de engenharia social que utiliza o discurso politicamente correto bem ao estilo de Kevin Feige, da Marvel. Tanto é que os fãs estão mais interessados na série do Picard e numa possível spin-off do Pike do que com a terceira temporada de Discovery, que pelo trailer vai ser uma cópia de Andromeda.

Na série do Picard teremos o retorno de Riker, Troy e Data (da Nova Geração), a Sete de Nove da tripulação da Voyager, e os Borgs. A trama central pelo visto vai envolver os sobreviventes do Império Romulano. A destruição de Romulus foi mostrada no filme Star Trek (2009), e a série deve se passar uns 20 anos depois desse evento. Seria interessante se eles mostrassem também o que aconteceu com os cardassianos e o Dominion.

O jeito é torcer para as séries do Picard e da Seção 31 serem boas, já que Discovery não passa de uma mediocridade politicamente correta.

TRAILERS:

Guilherme da Costa Radin

3 comentários em “Sci Files: Só a Enterprise se Salva na 2ª Temporada de STAR TREK – DISCOVERY

  1. O seu fechamento foi perfeito: “O jeito é torcer para as séries do Picard e da Seção 31 serem boas, já que Discovery não passa de uma mediocridade politicamente correta.”

    Mas tenho medo que insiram coisas “nada a ver” misturando o que é o personagem Picard com a vida do ator que faz o papel.

    O que eu resumo, na onda do “politicamente correto” Michael faz todo sentido, mesmo que tudo fique ruim, idem para um certo “casalzinho”, desculpe a quem entendeu e achou ruim, mas a série perdeu o rumo (já começou sem) quando quis focar nesses dois pilares, ou melhor, quando deu muita ênfase a isso e reviravoltas acontecerem para justificar tais “núcleos”. Meu medo é Picard seguir o mesmo rumo.

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  2. afonsoaero

    Eu era garotinho e me tornei fã de Star Trek esperando a cadas semana pelo lançamento do próximo episódio da série original. Depois acompanhei de cabo a rabo todos os filmes no cinema, e as séries Nova Geração, Deep Space Nine, Voyager e Enterprise. Em suma: sou um trekker raiz. Assisti à promeira temporada de Discovery e me senti traído. Detestei. Já faz tempo que a segunda temporada foi lançada, tenho todos os episódios mas até agora não tive coragem de assistir. Eu nunca imaginei que isso pudesse acontecer: não ter ânimo de assistir Star Trek. Mas aconteceu. Estou com uma séria tendência a abandonar essa porcaria de Discovery. E já estou com a pulga atrás da orelha com o que vem por aí. Espero que meus temores sejam infundados.

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    • edilson273

      Seu comentário foi excelente. Só falta eu acabar de assistir as quatro últimas temporadas de DS9 e Voyager para “te pegar”. Quanto a Discovery, uma porcaria mesmo. Vi tudo, mas acho que a parte que eu mais gostava o finalzinho da abertura, quando tocava um pedacinho do tema original. Era arrepiante. E só.

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