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Resenha de Filme: MIB – HOMENS DE PRETO INTERNACIONAL


Men in Black: International, EUA, 2019
Gênero: Ficção Científica, comédia
Duração: 115 min.
Elenco: Chris Hemsworth, Tessa Thompson, Kumail Nanjiani, Emma Thompson, Liam Neeson, Rebecca Ferguson
Trilha Sonora Original: Chris Bacon, Danny Elfman
Roteiro: Art Marcum, Lowell Cunningham, Matt Holloway
Direção: F. Gary Gray
Cotação: 2/5

Os Homens de Preto sempre protegeram a Terra da escória do universo. Baseado na nova unidade em Londres, o Agente H (Chris Hemsworth) é incumbido de uma missão ao lado da novata Agente M (Tessa Thompson). Eles usam armas de alta tecnologia para combater alienígenas que podem assumir a forma de qualquer ser humano. Nesta nova aventura, eles enfrentam a maior e mais global ameaça de todas: um espião infiltrado na organização MIB. O elenco ainda conta com outras estrelas, Liam Neeson, Emma Thompson, Rebecca Ferguson… e numa curta inserção especial para o Brasil, Sérgio Malandro!

Sou fã desta franquia desde que o primeiro filme foi lançado em 1997, baseado em um quadrinho popular, com produção executiva de Steven Spielberg e com os ótimos atores Will Smith (Agente J) e Tommy Lee Jones (Agente K), pegando a trilha do fenômeno Arquivo X, seriado de grande sucesso dos anos 1990. MIB é a sigla para “Men in Black” ou os Homens de Preto, que na ufologia designa os supostos agentes secretos do governo americano que tentam persuadir as supostas testemunhas de casos envolvendo OVNIS e E.Ts.

O primeiro filme foi muito legal, e teve uma continuação, MIB2 um pouco abaixo do esperado, mas ainda assim com sucesso em 2002. Finalmente em 2012, após 10 anos, a franquia parecia ter fechado a trilogia com o melhor longa até então, MIB 3, com uma história bacana que envolvia viagem no tempo, a missão Apollo 11 e o jovem Agente K (Josh Brolin). A franquia havia rendido pelos três filmes mais de Us$ 1,6 bilhões em bilheterias, gerado uma série animada, novos quadrinhos, etc. Enfim, uma franquia bastante lucrativa.

Então parece que começaram a andar para trás. Durante esta década, a Sony/Columbia, tentou desenvolver um crossover entre MIB e Anjos da Lei, que ainda bem que não saiu. Optaram então por fazer uma espécie de continuação reboot, um tipo de filme em moda atualmente na qual os filmes mais recentes de Star Trek, Star Wars e Jurassic World são as referências principais. Isto é, ao invés de recriar a franquia apagando tudo do passado (como foi o tiro no pé do último Caça-Fantasmas ou mesmo do último Exterminador do Futuro, ambos ruins), eles montaram uma trama que segue o cânone, porém mostrando outros personagens em outros lugares. E assim chegamos a este MIB – Homens de Preto Internacional, que teve uma produção tão conturbada que até o diretor pensou algumas vezes em abandonar o projeto.

Mesmo assim eu tinha uma expectativa alta com relação ao filme, já que como disse, sou fã da franquia, continua com o Spielberg na produção, etc. Mas ele parece quase todo uma colcha de retalhos. Temos ótimos atores como Liam Neeson e Emma Thompson, mas totalmente desperdiçados e perdidos nos seus papéis. A tentativa de colocar a boa atriz Tessa Thompson peca no clichê da “jovem nerd sonhadora que quer ser uma agente secreta”, mas o principal problema do filme se chama… Chris Hemsworth (que já estava na bomba do Caça-fantasmas feminino).

Sei que a mulherada morre de amores pelo cara, galã do momento por mandar bem  como o Thor da Marvel (que aliás tem uma referência rápida no filme). Mas aqui ele se mostra chato, exibido e péssimo ator, que nem decora as falas direito. Pra piorar ainda temos piadas sem graças, um final totalmente previsível, aliens pouco atrativos e a vilã interpretada pela ótima Rebecca Ferguson, que caiu de paraquedas lá.

O filme é muito chato, dá sono, quase cochilei, bocejei o filme inteiro e ficava olhando no relógio a toda hora pois não acabava nunca, para nosso azar é o mais longo da franquia. É decepcionante, merecidamente está rendendo pouco na bilheteria e vai ser o primeiro da franquia que não lucrará e possivelmente demorará anos para vermos outro filme da série de novo – se é que um dia farão. O Sérgio Malandro faz uma ponta rápida no começo do filme e está presente no material promocional em teasers e trailers (estratégia de marketing voltada para alguns países). Ele ganhou uns dólares dos gringos, mas para nada.

Resumindo: ruim e chato.

Ricardo Melo

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