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Resenha de Filme: X-MEN – FÊNIX NEGRA


Dark Phoenix, EUA, 2019
Gênero: Ficção Científica
Duração: 113 min.
Elenco: James McAvoy, Michael Fassbender, Jennifer Lawrence, Sophie Turner, Jessica Chastain, Nicholas Hoult, Tye Sheridan, Alexandra Shipp, Evan Peters, Kodi Smit-McPhee
Trilha Sonora Original: Hans Zimmer
Roteiro: Simon Kinberg
Direção: Simon Kinberg
Cotação: 3/5

1992. Os X-Men são considerados heróis nacionais e o professor Charles Xavier (James McAvoy) agora dispõe de contato direto com o presidente dos Estados Unidos. Quando uma missão espacial enfrenta problemas, o governo convoca a equipe mutante para ajudá-lo. Liderado por Mística (Jennifer Lawrence), os X-Men partem rumo ao espaço em uma equipe composta por Fera (Nicholas Hoult), Jean Grey (Sophie Turner), Ciclope (Tye Sheridan), Tempestade (Alexandra Shipp), Mercúrio (Evan Peters) e Noturno (Kodi Smit-McPhee).

Ao tentar resgatar o comandante da missão, Jean Grey fica presa no ônibus espacial e é atingida por uma poderosa força cósmica, que acaba absorvida em seu corpo. Após ser resgatada e retornar à Terra, aos poucos ela percebe que há algo bem estranho dentro de si, o que desperta lembranças de um passado sombrio e, também, o interesse de seres extra-terrestres. É o despertar da Fênix Negra….

X-Men: Fênix Negra era para ter fechado com chave de ouro uma das melhores franquias de super-heróis do cinema. Ao contrário da DC, que perdeu seu ‘mojo’ há anos e agora só tenta emular filmes da Marvel Studios, que faz mega filmes com mega super-heróis e mega explosões para seu mega público, mas com quase nada de substância, os filmes da saga X Men (incluindo os três Wolverine), tem uma complexidade psicológica muito maior. Eles não são seja apenas filmes de gente de malha colante que arrebentam super vilões, mas sim de heróis humanos com vários problemas de aceitação em uma sociedade que os forçam a competir ao máximo, sem cair no lado ruim.

Mas o resultado, infelizmente, ficou muito abaixo da média. Simon Kinberg, roteirista e produtor desde X Men 3 (2006, que até agora era considerado o mais fraco), havia trazido a franquia novamente ao topo com novos filmes e uma nova cronologia com X-Men: Primeira Classe (2011) e X-Men: Dias de Um Futuro Esquecido (2014), mas aparentemente havia perdido seu toque no penúltimo longa, X-Men: Apocalypse (2016), que apesar das críticas ruins ainda foi lucrativo.

Então, parecia meio óbvio para a Fox, com a saída do Bryan Singer (demitido por acusação de pedofilia), que Kinberg seria o próximo diretor, mesmo sem qualquer experiência na direção. E o resultado é visto na tela: cenas que não empolgam muito e um roteiro confuso. Bem que os atores tentam, Sophie Turner como Jean Grey mostra que é boa atriz e a cena inicial do acidente de carro é de tirar o fôlego. Mas a entrada em cena do Professor Xavier, com o personagem agora visto quase como um vilão por ter destruído a vida da menina com uma mentira, faz a trama ficar bem sonsa.

Temos uma grande falha de continuidade no filme, principalmente se consideramos que no anterior a manifestação da Fênix Negra em Jean Grey já havia acontecido… e aliás já havia sido mostrada na cronologia anterior também. E aliás, cadê a Psylocke – a linda Olivia Munn, que deixou de fazer este filme por outra bomba, O Predador?

De resto temos só o ótimo ator Michael Fassbender como Magneto, trabalhando quase no automático, e a Jennifer Lawrence totalmente desperdiçada e totalmente sem vontade como Mistica. Fecha o ciclo dramático a excelente Jessica Chastain como uma vilã totalmente sem sal, que parece ter pulado de para-quedas na produção. O pior é que o filme teve uma exibição teste, na qual os executivos da Fox viram a bomba que tinham em mãos e mandaram refilmar boa parte, incluindo o final. E com este lance de compra da Fox pela Disney, nenhuma das empresas se mostraram interessadas em divulgar muito o filme, que está “flopando” nas bilheterias como o maior fracasso do ano (já é o maior da franquia).

Sei que muitos querem logo este grupo no MCU chutando bundas junto com os Vingadores, mas a série poderia ter um final melhor. Então vou ficar com o excelente fim para o Wolverine em Logan, que eu considerado um dos melhores filmes de super heróis de todos os tempos.

Nota três pelo esforço, e principalmente pela Sophie Turner…

Ricardo Melo

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