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Resenha de Filme: VINGADORES – ULTIMATO


Avengers – Endgame, EUA, 2019
Gênero: Ficção Científica
Duração: 181 min.
Elenco: Robert Downey Jr., Chris Evans, Chris Hemsworth, Josh Brolin, Mark Ruffalo, Brie Larson, Chadwick Boseman, Dave Bautista, Don Cheadle, Evangeline Lilly, Floyd Anthony Johns Jr., Gwyneth Paltrow, Hiroyuki Sanada, Jeremy Renner, Jon Favreau, Karen Gillan, Paul Rudd,  Scarlett Johansson, Sebastian Stan, Terry Notary, Ty Simpkins
Trilha Sonora Original: Alan Silvestri
Roteiro: Christopher Markus,Stephen McFeely
Direção: Anthony Russo, Joe Russo
Cotação: 5/5

Acho bem complicado falar de VINGADORES – ULTIMATO (2019) evitando os spoilers. Portanto, já aviso que este texto deve ser lido apenas por quem já viu o filme, a fim de que não comprometa a apreciação da obra cinematográfica. A própria Marvel já vinha guardando a sete chaves o roteiro e o que de fato acontece nesta sequência de VINGADORES – GUERRA INFINITA (2018). Os trailers disponibilizados não dão ideia do caminho que o filme trafegará e levará junto os espectadores. E isso é muito positivo, já que temos uma grande surpresa logo nos primeiros minutos.

Ora, quem conseguiria imaginar que a chegada da Capitã Marvel (Brie Larson) seria tão rápida e o reencontro dos heróis com seu algoz Thanos (Josh Brolin) ocorreria tão de imediato? Assim, depois de recolhermos nosso queixo do chão e nos adiantarmos cinco anos na narrativa, somos apresentados a heróis alquebrados, sentindo-se totalmente frustrados por não terem conseguido recuperar as joias do infinito e vivendo em um mundo tão calmo quanto um cemitério. É neste mundo terrível que reaparece do universo subatômico Scott Lang, o Homem-Formiga (Paul Rudd). E é justamente ele quem traz uma ideia meio maluca que pode ser a resposta para a resolução dos problemas da humanidade: e se pudéssemos voltar no tempo para reverter o que foi feito por Thanos?

E eis que estamos diante de mais um empolgante filme sobre viagens no tempo, e que consegue aproveitar isso para homenagear os mais de dez anos de produções dos estúdios Marvel. Assim, até mesmo filmes menores, como THOR – O MUNDO SOMBRIO (2013) e VINGADORES – ERA DE ULTRON (2015), podem ser reavaliados positivamente. Como, aliás, todo o conjunto da obra do estúdio, que contou com mais acertos do que erros nesse período celebrado pelos talentosos irmãos Anthony e Joe Russo, que saem de cena como gigantes depois de quatro bem-sucedidas produções para a Casa das Ideias.

Uma das características da Marvel, desde sua criação nos anos 1960, é conseguir apresentar heróis tão humanos que se torna fácil a identificação com o público leitor. O mesmo não se pode dizer da distinta concorrência, por exemplo, que eleva quase sempre à categoria de deuses os seus heróis. Aqui, no entanto, até mesmo um deus, Thor (Chris Hemsworth), se torna humano e fraco, especialmente quando sobre si está o peso maior de ter falhado em sua luta contra Thanos em momento tão decisivo. Daí ele se entrega à bebida e fica fora de forma. A figura patética de um Thor barrigudo é motivo de riso, mas ao mesmo tempo que rimos sabemos que aquele homem-deus está sofrendo e que merece a nossa solidariedade.

Aliás, um dos grandes méritos do filme (dentre vários) é saber lidar com a trajetória de seus três principais heróis: Steve Rogers/Capitão América (Chris Evans), Tony Stark/Homem de Ferro (Robert Downey Jr.) e o já mencionado Thor. Eles são a base dos Vingadores e a cena dos três avançando, já no terceiro ato do filme, para duelar contra Thanos, tem um significado simbólico muito forte.

Por isso, terminar a história com uma vitória com gosto amargo devido à morte de dois heróis queridos, é também uma vitória da força da construção de personagens pelos quais nos importamos. Daí tanta gente estar saindo da sessão tão emocionada. Para quem é fã de quadrinhos, então, VINGADORES – ULTIMATO é um verdadeiro presente, algo jamais imaginado 15 anos atrás. Ainda mais quando pensamos na batalha final, trazendo tantos heróis juntos. Nem o grande número de efeitos digitais diminuem a empolgação e a torcida dos espectadores pelos heróis.

E isso acontece principalmente porque os roteiristas e os diretores sabem muito bem lidar com tantos personagens diferentes agindo em espírito de equipe no meio do caos daquela batalha. E se dizem que quadrinhos de super-heróis fazem as pessoas melhores, podemos dizer o mesmo de um filme como este, que prestigia tanto o heroísmo quanto o amor, em seu sentido mais amplo.

Falar de cada personagem aqui levaria tempo e tornaria o texto chato e sem unidade. Mas vale destacar que tivemos o melhor momento de Scarlett Johansson como a Viúva Negra; o melhor momento do Hulk (trazer o Hulk inteligente com a cara do Mark Ruffalo foi uma ideia genial, e mais genial ainda foi confrontá-lo com sua imagem no primeiro filme dos Vingadores); e o melhor momento também de Clint Barton (Jeremy Renner), como personagem atormentado – o filme começa com ele. Enfim, quem falou que três horas é demais é não pensar em quantos heróis os realizadores precisavam dar conta. E podemos dizer que o resultado foi glorioso. Eis um sério candidato a melhor filme de super-heróis já feito.

Ailton Monteiro

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