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Resenha de Filme: HAN SOLO – UMA HISTÓRIA STAR WARS


Solo: A Star Wars Story, EUA, 2018
Gênero: Ficção Científica
Duração: 135 min.
Elenco: Alden Ehrenreich, Emilia Clarke, Donald Glover, Joonas Suotamo, Paul Bettany, Phoebe Waller-Bridge, Jon Favreau, Ray Whelan, Clint Howard
Trilha Sonora Original: John Powell, John Williams
Roteiro: Lawrence Kasdan, Jon Kasdan
Direção: Ron Howard
Cotação: 3,5/5

Han Solo (Alden Ehrenreich) é um jovem ladrão e contrabandista que sonha em sair de Corellia, planeta importante do Império, onde são fabricados os grandes destróieres. Vivendo no meio de gangues de piratas, tenta fugir com sua namorada, a jovem Qi’Ra (Emilia Clarke, de Game of Thrones). Separado de sua parceira, acaba entrando na Academia do Império e depois fazendo parte das tropas de invasão do mesmo por três anos. Cansado da vida sem muitas expectativas, foge e se torna mercenário ao lado de Tobias Beckett (Woody Harrelson) e sua gangue, trabalhando para um dos gangsteres que controlam o submundo galáctico, comandado por Dryden Vos (Paul Bettany). Ao longo do caminho ficamos sabendo como surgiram suas amizades com Chewbacca (Joonas Suotamo) e Lando Calrissian (Donald Glover) e sua mítica nave Millenium Falcon.

Logo que anunciaram este filme, achei totalmente caça-níquel e inútil. É quase impossível, depois de 40 anos e 4 filmes, você dissociar a imagem do personagem Han Solo do ator Harrison Ford, que o interpretou ao logo dos anos. Então o anuncio do filme foi logo seguido pelo coro negativo de… Solo é Ford! Eu também sou um fã conservador das antigas, já que acompanho os filmes desde a primeira trilogia (anos 1970 e 1980). Ao longo da produção, rumores de que algo já estava errado desde o início começaram a aparecer. Depois dos problemas de Rogue One (na qual boa parte teve de ser refeita), já se supunha que a Disney não perdoaria erros para suas produções milionárias seguintes. E então surgiu a noticia de que, com mais da metade do filme rodado, a dupla de diretores contratada, Phil Lord e Christopher Mille, havia sido demitida… uma bomba!

Então, no meio do que parecia o caos certo de uma produção que nem deveria ter sido feita, chamaram às pressas um grande amigo de George Lucas, o experiente diretor Ron Howard. Ele logo mudou completamente o foco do filme, praticamente refez 75% das cenas, contratou novos “bons” atores, trouxe George Lucas e Harrison Ford para dar opiniões e dizem até que sugeriu que o ator Alden Ehrenreich fizesse um curso extra de interpretação. Assim, o custo do filme que deveria ser mais baixo, por ser um spin off da série, ficou bem acima do esperado, se tornando até agora o mais caro da franquia, algo em torno de US$ 250 milhões.

Os fãs chegam ao cinema, com aquela vontade enorme de ir embora, sabendo que está ali só para cumprir tabela… ai entra um paradoxo!!! 10 minutos depois, você está na cadeira, torcendo para o mocinho e as cenas de ação lhe deixando quase sem folego. Sim, o filme não é exatamente as mil maravilhas do mundo, mas em vista do que a cinessérie virou depois que o Mickey assumiu a franquia, podemos dizer que o FILME NÃO É UM DESASTRE! E o Harrison Ford? Bom, o bacana do filme é que ele realmente nos coloca em uma produção “com cara de filme dos anos 70”, além de ter um ótimo espírito do filme original de 1977 (incluindo aqueles gráficos ultrapassados da época). Você realmente não pára pra pensar se Alden Ehrenreich fez ou não o papel de Harrison Ford, mas sim, como a trama irá realmente fluir ao logo do filme. E flui muito bem.

Os personagens dão vida ao passado do herói ganhando novas dimensões, assim, não dá para ficar pensando em “com o Ford seria melhor ou o Ford não atuaria deste jeito”. Aliás, a atuação do Ehrenreich é o que menos importa. Não que o papel do personagem principal tenha sido diminuído, mas sim pela presença de vários personagens que criam uma trama coesa. Rogue One foi um dos melhores desta nova safra também, mas ele só empolga do meio pra frente. Han Solo, é diferente. Já começa de uma trama pulando para outra, com várias subtramas, que não deixam você pensar muito e, é claro, vários elementos do futuro herói são mostrados ao longo do filme, sem precisar “empurrar” uma cena.

Destaques aqui para os atores veteranos Paul Bettany e Woody Harrelson. Donald Glover ficou meio caricato como Lando, mas as cenas onde Han ganha sua Millenium Falcon deixam estes detalhes fracos para trás. E o filme ainda brinca com aquela lance do “Solo atira primeiro ou não ?”. O final surpresa também pode mexer com os fãs, trazendo algo do… Episódio I (mas não é o Jar Jar). No geral, o filme se revela como se fosse um western, só tirando a imagem do velho oeste selvagem e lhe jogando em uma galaxia muito, muito distante. Tem até aquelas famosas sequencias de assalto a trem, de filme de bangue bangue. Para diversão, dá pro gasto. Tem suas falhas, mas supera as expectativas de quem, após tantos problemas na produção, não esperava nada.

Ricardo Melo

4 comentários em “Resenha de Filme: HAN SOLO – UMA HISTÓRIA STAR WARS

  1. Agradeço a oportunidade de resenha.

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