Sci Files nos Quadrinhos: O Politicamente Correto e o Declínio da Marvel


Thor mulher, símbolo do empoderamento nos quadrinhos da Marvel

Desde que a Marvel Comics adotou os mantras do politicamente correto e mudou o gênero e a etnia dos seus principais heróis, era previsível a queda dos seus quadrinhos, como já tinha alertado em outro artigo. E o desastre foi anunciado pela própria Marvel (leia AQUI).

Foram trocadas a identidade ou gênero de Thor, Capitão América, Hulk, Homem de Ferro, Nova e Wolverine, e dessa forma afastaram os fãs dos personagens tradicionais. Nas histórias do universo Ultimate, já tínhamos visto deslizes com Wolverine e Homem-Aranha. A revista Extraordinários X-Men também teve deslizes graves.

Já a DC Comics, com a reformulação Rebirth, restabeleceu seus personagens clássicos e voltou à liderar as vendas. O Alan Scott dos Novos 52 foi felizmente apagado – algo que eles deveriam fazer também com o Lanterna Verde Simon Baz, Batwing e a Batwoman. Um bom exemplo dessa nova fase da DC é a Batgirl, que está estourando nas vendas e por causa disso comenta-se que vai ganhar seu filme solo dirigido por Joss Whedon (também há rumores de que aparecerá na série de TV da Supergirl).

A Marvel sempre teve força criativa, mas nos últimos anos eles aderiram excessivamente aos novos conceitos, e este foi o resultado: rejeição do publico fiel. Sou fã de quadrinhos desde os anos 1980, e ainda não encontrei ninguém que tenha gostado dessas novas versões dos heróis da Marvel. Um dos maiores erros foi terem matado o Homem-Aranha Peter Parker no universo Ultimate, e o substituírem por Miles Morales.

A Marvel deveria aprender com a DC, onde toda vez que tiravam Bruce Wayne de cena, o manto do Morcego era passado para um dos seus aprendizes. Nesse aspecto, a saga A Queda do Morcego foi uma das melhores que já li, sendo um tremendo sucesso nos anos 1990.

Nada contra a diversidade de etnias e gêneros, para a qual podem muito bem ser criados novos e interessantes personagens. Mas está comprovado: os fãs querem ver ótimas histórias com seus heróis clássicos, e não versões genéricas e, pior ainda, fajutas.

Guilherme da Costa Radin

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