Resenha de Série: THE WALKING DEAD – SÉTIMA TEMPORADA


The Walking Dead – The Seventh Season (2016-2017)
ElencoAndrew Lincoln, Norman Reedus, Danai GuriraChandler RiggsSteven Yeun, Lauren Cohan, Melissa McBride, Sonequa Martin-Green, , Jeffrey Dean MorganJosh McDermittLennie James, Khary Payton
Roteiro:  Robert Kirkman
Direção:  Vários
Cotação:

ATENÇÃO! Caso você ainda não tenha assistido à sétima temporada da série, o texto a seguir pode conter SPOILERS:

Quanta diferença esta sétima temporada de THE WALKING DEAD (2016-2017) para a anterior. O que há de melhor – e que contrasta e muito com o restante – é o primeiro episódio, que nada mais é do que uma continuação dos eventos imediatamente posteriores ao que aconteceu na sexta temporada. Ou seja, a turma de Rick acuada e ajoelhada diante de Negan (Jeffrey Dean Morgan), o mais tenebroso vilão da série até o momento, junto com seu grupo, os Salvadores.

E de fato esse primeiro episódio foi mesmo marcante. Aliás, “marcante” é uma palavra que não define bem “The Day Will Come When We Won’t Be”, que é carregado de uma tensão que não tinha sido visto de maneira tão forte assim na série. Muitos a abandonaram, inclusive, por achar que THE WALKING DEAD penetrou em um território muito perigoso, o do torture porn. De todo modo, se era pra ser fiel aos quadrinhos, teríamos mesmo que ver aquilo tudo a cores e com sangue e cérebro espirrando para a tela. Para o terror de todos.

Não doeria tanto se um dos personagens alvejados não fosse tão querido e não estivesse junto com a gente desde 2010, desde o primeiro episódio. E um misto de dor, tristeza e raiva toma conta da gente. Mas depois que passa, e com o andamento modorrento que a série toma a partir do segundo episódio, essa raiva e desejo de vingança se transformam em desinteresse.

Ainda assim, é possível destacar alguns bons episódios ao longo desta sétima temporada, como um totalmente dedicado a Tara, uma personagem pouco explorada e que surgiu em uma temporada mais recente. Ela vai parar em um lugar habitado apenas por mulheres, que vivem suas vidas tentado não ser descobertas e mortas pelos Salvadores. É um episódio apenas interessante, nada de mais, mas com um andamento que se diferencia positivamente dos demais.

A sétima temporada também foi marcada pela presença de um outro personagem importante, o Rei Ezequiel, um sujeito meio doido que tem uma tigresa de estimação, se autoproclamou rei e criou um reino tranquilo e próspero, mas que também é refém dos tributos dos Salvadores. A chegada de Carol e Morgan à sua comunidade mudará bastante a rotina daquelas pessoas. Porém, não se trata de um personagem muito bem trabalhado. Parece mais uma caricatura de personagem, que terá o seu papel na season finale.

Aliás, o último episódio começa com uma homenagem, acredito eu, ao videoclipe “No surprises”, do Radiohead. Com Sasha sendo destaque na narrativa, ainda que não participe tão ativamente da ação que acontece do lado de fora, trata-se de uma tentativa de o episódio parecer poético e melancólico. Pena que Greg Nicotero e seus roteiristas não conseguiram. Quem sabe na próxima temporada. O problema agora vai ser reconquistar um público que parece que perdeu o interesse pela série. O que antes era notícia para toda semana se transformou em um silêncio incômodo. Agora quem salvará esta série?

Ailton Monteiro

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3 Comments

  1. Eu acompanhava.
    Sim, parei na sétima depois que vi que iria acontecer no primeiro episódio, já sabia que alguém mais querido morreria, mas na sexta temporada eu já vinha cantando que a série estava num fluxo de repetição muito chato, alias, temporada chata demais aquela, o negócio de parzinhos românticos não dá, só faltou ter realmente casamento por lá.

    O fluxo da série é sempre a mesma coisa, “após saírem do último local chamado novo lar (depois de descobrirem problemas no local ou situações ruins que os levem a sair) nossos destemidos heróis são acuados juntos ou em separado – fim da temporada ou inicio do hiato mid-serie, encontram um novo mega vilão, em paralelo a isso novos personagens ou antigos se revelam, um novo local é encontrado que de alguma maneira será o novo lar”. Pronto resumão de todas as temporadas.

    Quadrinhos, que eu não acompanho, é uma coisa, uma outra pegada, há como gerar vários capítulos impressos, mas uma série televisiva é diferente, pra mim eles tinha que gerar uma expectativa de que o mundo voltará a se reerguer como era, mesmo que não fosse próximo, mas geraria uma possibilidade de final de série em algum momento. Vão acabar cancelando em algum momento tendo que correr para mostrar um final ruim.

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