Resenha de Filme: ESQUADRÃO SUICIDA


esquadrão_suicida_cartazSuicide Squad, EUA, 2016
Gênero: Ação, Ficção Científica
Duração:  123 min.
Elenco: Will Smith, Margot RobbieCara DelevingneViola DavisJai Courtney, Jared Leto, Jay Hernandez, Joel Kinnaman, Karen Fukuhara, Scott EastwoodAdewale Akinnuoye-Agbaje, Adam Beach, Ben Affleck, Ezra Miller
Trilha Sonora: Steven Price
RoteiroDavid Ayer
Direção: David Ayer
Cotação: star_1_5

E a coisa não está nada bem para a DC/Warner. Depois do recentemente massacrado BATMAN VS SUPERMAN – A ORIGEM DA JUSTIÇA, eis que a mais tradicional casa de super-heróis falha feio com um projeto ousado para quem ainda está tateando em busca de um universo cinematográfico compartilhado, à semelhança do que a Marvel já vem fazendo muito bem há alguns anos. ESQUADRÃO SUICIDA (2016) seria, portanto, um projeto bem arriscado, levando em consideração que se trata de um filme centrado em supervilões.

Uma pena que tenha resultado em uma obra totalmente equivocada, um rascunho feio que se desenha logo de início, com a apresentação dos personagens, incluindo trilha sonora de canções bem famosas e clássicas, que dentro da colagem mais parece o trabalho de um DJ sem qualquer criatividade. E o pior é que depois dessa apresentação irritante o filme consegue piorar muito mais, especialmente quando é delineada a ameaça para o grupo de vilões.

David Ayer, o diretor do bom drama de guerra CORAÇÕES DE FERRO (2014), se mostra muito perdido em procurar dar liga a um roteiro que ele mesmo assina, mas que certamente teve dedo dos produtores para que a montagem e o tom fossem modificados ao longo da pós-produção, já que queriam que o filme não fosse tão sério como o trabalho anterior da DC, e mais próximo da leveza e do humor da Marvel. Não funciona nem como uma coisa, nem como outra.

Quanto aos personagens, o destaque é mesmo para Margot Robbie como a Arlequina. A caracterização é bonita, tanto pelo figurino colorido quanto por ela ser uma atriz extraordinariamente bela. Mas isso não basta se o texto é ruim e força a moça a entrar em mais uma barca furada recente – a anterior foi A LENDA DE TARZAN.

A origem da personagem, por sua vez, ligada ao Coringa, é passada muito por cima, mas talvez tenha sido melhor assim. Já que se o filme fosse parar para contar a história de todos ali, conseguiria talvez ser ainda pior. Quanto ao Coringa do Jared Leto, é o pior de todos. Nem é preciso comparar com a performance gigante de Heath Ledger em BATMAN – O CAVALEIRO DAS TREVAS. Qualquer Coringa de qualquer filme do Homem-Morcego é melhor do que este apresentado. Tentam dar um ar de gângster e só conseguem criar uma caricatura ruim.

Will Smith é outro que se esforça para dar credibilidade ao Pistoleiro, mas como é um ator limitado, a sua cara de cachorro triste é sempre a mesma. E a lembrança do horrível UM HOMEM ENTRE GIGANTES continua firme na memória. Os demais personagens são ainda menos interessantes, embora possamos dar um desconto para Joel Kinnaman, como o líder da missão. Nem Viola Davis convence, como a chefe geral da operação.

Mas o ridículo mesmo é ver Cara Delevigne (CIDADES DE PAPEL) como a bruxa responsável pela grande ameaça a ser combatida. Aliás, toda a ideia dessa ameaça, com homens transformados em massas escuras de modelar é digna de nosso mais profundo desprezo. Ou da mais profunda admiração, pois é impressionante alguém vender isso, gastar milhões e ninguém se opor na pré-produção. No mais, ainda dá pra torcer para que MULHER-MARAVILHA seja um bom filme. Se não for, pode representar o fim das ambições da DC para o cinema.

Ailton Monteiro

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