Resenha de Trilha Sonora: BATMAN V SUPERMAN – DAWN OF JUSTICE (DeLuxe) – Hans Zimmer, Junkie XL


batman_V_superman_CDMúsica composta por Hans Zimmer, Junkie XL
Selo: WaterTower Records
Catálogo: Download Digital
Lançamento: 18/03/2016
Cotação: star_2_5

ATENÇÃO: A RESENHA ABAIXO PODE CONTER SPOILERS DO FILME BATMAN VS. SUPERMAN: A ORIGEM DA JUSTIÇA. PROCEDA COM CUIDADO.

Um dos filmes mais aguardados do ano, Batman Vs. Superman: A Origem da Justiça (Batman V Superman: Dawn of Justice, 2016) reúne os dois heróis do título, além da Mulher Maravilha (Gal Gadot), nas telas do cinema pela primeira vez. A trama dá prosseguimento aos eventos de O Homem de Aço (Man of Steel, 2013), quando a devastadora invasão dos kryptonianos liderados pelo General Zod e seu subsequente confronto com o Superman (Henry Cavill) reduz a cidade de Metrópolis quase às cinzas. Temendo o que o poder do herói possa fazer à humanidade, o Batman, aqui um sujeito embrutecido após décadas de combate ao crime, decide enfrentar o Superman de igual para igual e destruí-lo. Enquanto isso, nos bastidores, o vilão Lex Luthor (Jesse Einsenberg) manipula o confronto entre os heróis para seus próprios objetivos escusos.

Dirigido pelo sempre polêmico Zack Snyder, que já havia comandado O Homem de Aço, o filme (divertido, em especial se você for fã dos heróis, porém bastante problemático) foi recebido com críticas terríveis e dividiu os fãs, porém, é provável que ainda faça muito dinheiro, garantindo que a DC Comics possa dar prosseguimento a seu próprio “Universo Compartilhado” nos moldes do da Marvel, que também incluirá filmes da Mulher Maravilha, do Flash (Ezra Miller), Aquaman (Jason Momoa) e, claro, a Liga da Justiça.

Comandando a trilha sonora, está a dupla Hans Zimmer e seu novo aprendiz/xodó, o ex-DJ Junkie XL (assinando aqui com seu nome artístico ao invés do real, Tom Holkenborg, que ele utilizou em alguns scores anteriores). Zimmer, claro, não apenas havia colaborado com Snyder anteriormente em O Homem de Aço como também já tinha escrito música para a encarnação anterior do Homem Morcego nos cinemas, na bem sucedida trilogia do Cavaleiro das Trevas de Christopher Nolan. Por não querer “trair” (em suas próprias palavras) o que ele havia feito nos longas anteriores, Zimmer por um tempo relutou em retornar ao personagem, mas logo foi convencido quando decidiu chamar seu novo trainée para auxiliá-lo no score. Inicialmente aproveitando a divisão entre os dois heróis, a intenção era que Zimmer cuidaria do Superman, trazendo de volta seus temas do score anterior, e Holkenborg escreveria os motivos do Batman; mas, no fim das contas, parece que toda a trilha foi um esforço colaborativo entre os dois músicos.

A trilha de O Homem de Aço (que também teve grande participação de Holkenborg) foi quase tão polêmica quanto o filme: muitos reviewers detestaram, e declararam que era um dos trabalhos mais fracos do alemão, enquanto outros, em especial fãs de Zimmer, adoraram – numa entrevista ao site Collider, por exemplo, o entrevistador disse ao compositor que era um de seus scores preferidos dos últimos anos. Dessa forma, em Batman Vs. Superman, os dois compositores (acertadamente?) optaram por não fugir muito do estilo estabelecido naquele score e, junto com sua habitualmente enorme equipe de orquestradores e compositores adicionais (que inclui – pasmem! – o talentoso Benjamin Wallfisch, atualmente numa carreira solo ascendente), eles criaram uma trilha imponente e quase incessante nas duas horas e meia de duração do longa. A edição Deluxe traz 90 minutos desse material e foi lançada com toda a pompa e circunstância pela WaterTower inclusive em serviços de streaming como o Spotify e o YouTube, uma interessante modernização que já havia sido utilizada antes pela Disney em Star Wars: O Despertar da Força (Star Wars: The Force Awakens, 2015).

Nos cinemas, tanto o Superman quanto o Batman já tiveram suas aventuras acompanhadas por grandes trilhas sonoras. O “Filho de Krypton” ganhou de John Williams, em sua fase mais criativa, um tema tão memorável e marcante que até hoje é associado ao personagem. Já o “Morcego de Gotham” marcou época com seu lendário tema, composto por Danny Elfman, que influenciou toda a música associada ao personagem por anos. Hoje, as trilhas de Superman: O Filme (Superman, 1978) e Batman (idem, 1989) são reconhecidas como verdadeiros clássicos, e estão entre as obras primas das celebradas carreiras de seus respectivos compositores. Por outro lado, é preciso reconhecer que suas abordagens pertencem a encarnações específicas dos dois heróis, e ao tempo em que foram compostas. Tanto o Batman como o Superman são personagens ricos o bastante para permitirem diversas abordagens no cinema, na televisão, nos quadrinhos e, claro, na música, e podem ser vistos de formas diferentes, por artistas diferentes, em épocas diferentes. Assim, no longa de Snyder, os temas de Williams e Elfman poderiam ficar deslocados, em especial a otimista e heroica Superman March, que soaria estranha no mundo escuro e sombrio imaginado pelo diretor. A grande questão é: em Batman Vs. Superman, Zimmer e Holkenborg foram bem sucedidos ao abordarem os heróis? A resposta é: depende. O novo longa traz uma visão sombria e angustiada dos dois personagens (a ponto de incomodar os críticos), e a trilha reflete o clima sempre pesado, solene e carregado do longa.

O tema do Batman, assim, é bem diferente dos temas de Zimmer para a trilogia de Nolan, e traz uma reaproximação com o lado mais gótico e fantástico do personagem. Além disso, o Homem Morcego deste filme é uma figura imponente e sinistra, com uma brutalidade e violência fortemente inspirados por Frank Miller e sua seminal HQ The Dark Knight Returns, ou Batman: O Cavaleiro das Trevas, como é conhecida no Brasil. Dessa forma, o novo tema do Batman retrata isso com grandiosidade: ouvido pela primeira vez no início da primeira faixa, em Beautiful Lie, ela é uma combinação de coros góticos usados aqui e ali por Christopher Young em filmes de terror, com crescendos malevolentes e sinistros que lembram o tema do vilão Immortan Joe em Mad Max: Estrada da Fúria (Mad Max: Fury Road, 2015). Ou seja, tem todas as peças no lugar para um tema memorável, a não ser por um pequeno problema: este não é lá um tema muito bom. Na verdade, é pior que isso: é um tema que beira o amadorismo, que tenta forçar tanto sua própria grandiosidade que não parece algo que dois talentosos compositores profissionais, com décadas de carreira na música, escreveriam para um blockbuster de 250 milhões de dólares, mas sim que poderia ter sido escrito por algum amador no teclado de casa e postado no YouTube – os famosos fanmade. Até compreendemos as intenções ali de Holkenborg e Zimmer ao retratar a imponência do Batman, mas eles acabam querendo forçar tanto isso que sua música soa quase desagradável, como se quisesse submeter o ouvinte a todo custo.

 Como seria de se esperar, o tema do Batman domina as faixas que acompanham as principais sequências de ação com o personagem no filme, como Do You Bleed? e Fight Night. Ambas, infelizmente, são ridiculamente exageradas, como se quisessem forçar um caráter extremamente épico às cenas do Batman perseguindo capangas de Luthor em seu Batmóvel, ou dele invadindo um galpão repleto de bandidos à mando do vilão. Além disso, nem sequer são muito originais, e trazem Holkenborg empregando o mesmo estilo utilizado em scores como Noite Sem Fim (Run All Night, 2015), Mad Max e Caçadores de Emoção: Além do Limite (Point Break, 2015) – que, claro, foram influenciados inclusive por Zimmer e sua música para a trilogia do Cavaleiro das Trevas. Lembro-me de ter saudado Holkenborg como uma voz interessante e original quando ele surgiu, há dois anos, em Divergente (Divergent, 2014), mas hoje parece que o músico quer repetir seu mesmo estilo de (muita) percussão e metais explosivos em todos os filmes em que trabalha, sejam eles sobre espartanos, guerreiros num mundo pós-apocalíptico ou mesmo numa comédia como Deadpool (idem, 2016). Já em Black and Blue, uma longa faixa que acompanha o embate dos heróis que dá título ao filme, Zimmer e Holkenborg fazem o básico e trazem de volta o tema de cada um dos heróis sempre que eles estão vencendo a luta (Superman aqui representado pelo tema Arcade do filme anterior, que é de autoria de Holkenborg), mas tudo isso em meio a muita percussão e coros épicos que beiram a paródia. Lembrei-me da versão cômica do Batman vista em Uma Aventura Lego (The Lego Movie, 2014), que dizia: “Eu só uso negro e, às vezes, um cinza muito, muito, muito escuro”.

Ainda menos bem sucedidos são os eletrônicos abrasivos que, novamente relacionados ao Homem Morcego, buscam retratar sua instabilidade psicológica. Nada disso é coisa nova, claro: Zimmer e sua equipe da Remote Control já haviam utilizado paletas eletrônicas para acompanhar personagens instáveis e turbulentos de filmes de quadrinhos antes, em scores como Batman: O Cavaleiro das Trevas (The Dark Knight, 2008), Capitão América: O Soldado Invernal (Captain America: The Winter Soldier, 2014) e O Espetacular Homem-Aranha 2: A Ameaça de Electro (The Amazing Spider-Man 2, 2014). Aqui os dois compositores se utilizam do recurso para criar texturas perturbadoras e distorcidas, em especial na longa (e particularmente desagradável) Must There Be a Superman?, que acompanha uma enorme sequência de pesadelo do Batman. Já faixas como New Rules, Vigilante e May I Help You, Mr. Wayne? não parecem saídas de um blockbuster de ação, mas sim de alguma trilha de Trent Resznor e Atticus Ross para um suspense de David Fincher – nem preciso dizer que os 90 minutos de audição dos dois discos parecem ser muito mais.

Mesmo assim, é preciso reconhecer que a dupla de compositores foi mais feliz com o tema de Bruce Wayne, tão minimalista quanto o tema de duas notas do Superman: aqui, é um curto e solitário motivo num trompete solo, melancólico e evocativo. Ouvido pela primeira vez aos 3:11 em Beautiful Lie, ele lembra o clássico tema de Alien: O Oitavo Passageiro (Alien, 1979), de Jerry Goldsmith, e depois retorna algumas vezes no disco, em faixas como New Rules (na qual aparece em contraponto ao tema do Batman) e a sinistra They Were Hunters.

Além disso, se nos momentos mais explosivos a trilha decepciona, por outro lado ela tem algumas qualidades redentoras, em especial, um bom conteúdo emocional. Os motivos do Superman finalmente ganham algum desenvolvimento aqui, como na bela Day of the Dead, que traz uma bonita versão dos temas do herói em meio à escrita imponente, porém reflexiva, para cordas e coro masculino que costumavam ser tão presentes (e atrativas) na música do alemão em trilhas como Maré Vermelha (Crimson Tide, 1995), O Príncipe do Egito (The Prince of Egypt, 1998) e Gladiador (Gladiator, 2000). Nestes saudosos scores, tal faixa poderia não se destacar tanto, mas aqui, está entre as melhores do disco. Their War Here, por sua vez, reprisa o tema Arcade de O Homem de Aço, mas dá a ele uma virada surpreendentemente elegíaca, ao mostrar o destruidor embate entre Superman e Zod do ponto de vista de Bruce Wayne e dos cidadãos que assistiram a devastação da rua. E o mesmo ocorre em This is My World, em que os dois compositores entregam um novo arranjo do cue If You Love These People, da trilha anterior, porém aqui reorquestrada como uma grandiosa elegia, seguida por um coral surpreendentemente terno, para o (novamente polêmico) fim do longa.

Entretanto, acredito que a faixa a que mais irei retornar num futuro próximo desse disco é a primeira. Beautiful Lie abre o filme, retratando (pela ducentésima vez) o assassinato de Thomas e Martha Wayne, testemunhado pelo filho Bruce. Nessa faixa, o tema do Batman recebe um novo desenvolvimento, mais melancólico e triste, porém fatídico, com piano, cordas, sintetizador e, mais tarde, um soprano, demonstrando que o futuro do jovem Bruce Wayne havia sido selado ali naquele momento. É um bonito cue, que acompanha bem a versão estilizada de Snyder do assassinato do casal, ainda que traga ecos da seminal Chevaliers de Sangreal, outra das peças de Zimmer que vem influenciando imitadores (incluindo o próprio alemão) já há dez anos. Mais tarde o motivo ouvido aqui retorna, de forma particularmente dramática, ao final de Black and Blue, quando, ao término de seu embate com o Superman, o Batman é obrigado a reviver o assassinato de seus pais – outra estranha decisão criativa de Snyder e seu time, que já está provocando barulho na internet.

Mas, apesar do título, o filme não traz apenas os dois heróis. O tema da Mulher Maravilha, por exemplo, aparece apenas em Is She With You? na antepenúltima faixa do álbum, ainda que, no longa, ele ocorra algumas outras vezes. De longe, é o cue que mais tem chamado a atenção do público, por soar diferente do resto da trilha – na verdade, é diferente do que se esperaria para um tema da Mulher Maravilha. Ele é interpretado pelo cello elétrico da instrumentista Tina Guo, com acordes que beiram o heavy metal, com acompanhamento de percussão num ritmo que, estranhamente, me lembrou do tema do Pérola Negra da trilha do primeiro Piratas do Caribe. É surpreendente, ainda que meio cafona, mas a faixa funciona por um simples motivo: mostra os dois compositores fugindo do lugar comum na música e realmente se divertindo, enfim, algo diferente de todo o clima solene e pesado que o score vinha tendo até então.

Lex Luthor também ganha seu próprio tema – que, claro, não poderia ser mais distinto da March of the Villains que Williams escreveu para Superman: O Filme. Ouvido em The Red Capes Are Coming, ele é exatamente o tipo de música que poderíamos esperar para um gênio do mal ou um antigo vilão de James Bond nos anos 1960. Ele mistura pianos que parecem gritar “ele é malvado e rouba pirulitos de crianças!” com cordas e um coro masculino sinistro, enfim, poderia ser algo que Zimmer teria escrito para Sherlock Holmes (idem, 2009), por exemplo. No filme, ele funciona de forma involuntariamente cômica (em especial, na cena em que Luthor caminha, e seus pés pisam no chão ao som de cada nota no piano) e, como dito, beira a paródia, porém, diferentemente da música associada ao Batman, novamente aqui vemos a dupla se divertindo com sua música.  Mais tarde, o tema do vilão é ouvido, de forma mais ameaçadora, na opressiva Problems Up Here.

Ao final, a mais longa faixa da trilha é Men Are Still Good (The Batman Suite), com 14 minutos. Não se deixe enganar pelo título: o cue não é apenas uma suíte dos temas do Morcego, pois também inclui a música ouvida nas sequências finais do filme. Por esse motivo, é possível ouvir uma (bonita) apresentação do tema de Superman no início e o retorno do violino ouvido antes ao final de The Red Capes Are Coming (futuro tema de Darkseid?). Por outro lado, a música do Batman predomina na faixa e, por ser o elo mais fraco da trilha, acaba tornando-a desgastante.

No geral, temos um score irregular, em que seus melhores momentos poderiam ser as partes menos notáveis de outros trabalhos da filmografia do alemão. Além disso, apesar do título, o Batman é o destaque óbvio do filme, e o ângulo encontrado pela dupla de músicos para abordar o personagem não é errado, mas sim sua execução, terrível. Seria isso sintomas de um aparente desinteresse de Zimmer em continuar a escrever música para heróis dos quadrinhos? Afinal, ele já compôs para mais filmes do tipo do que provavelmente qualquer outro compositor vivo, incluindo os três heróis mais famosos e populares da história: Superman, Homem-Aranha e o Batman – este último, em duas encarnações distintas. Assim, imagino que o sujeito esteja usando toda a visibilidade que esses filmes possuem para ajudar a impulsionar a carreira de seus protegidos, chamando a atenção para sua música. Quanto a Holkenborg, a influência e o nome de Zimmer tem garantido que ele emende um blockbuster de ação em outro. Como um “novato” no difícil e concorrido mundo de Hollywood, claro, é uma atitude esperada. Mesmo assim, creio que tais longas estão começando a realmente limitar seu potencial artístico – veja o decepcionante score de Deadpool, por exemplo. Junkie XL é um sujeito bacana, mas que, se quiser realmente desenvolver seu talento, deveria, além dos filmes de ação, escrever música também para uma comédia romântica, um drama histórico, um faroeste, uma série de televisão… A boa trilha de Aliança do Crime (Black Mass, 2015), é um bom exemplo de caminho diferente a seguir.

Porém, claro, é difícil: Zack Snyder (diretor cujos scores dos seus filmes são continuamente mal recebidos) já foi confirmado na direção do futuro filme da Liga da Justiça, que estreia em novembro de 2017, e não duvido que ele chame novamente Zimmer e Holkenborg (e sabe-se lá quem mais o alemão quiser utilizar – lembram-se do pavoroso The Magnificent Six?). Fica aqui a torcida, como fã da DC e de super-heróis no geral, para que dessa vez eles acertem.

Faixas:

Disco 1

1. Beautiful Lie 3:47
2. Their War Here 4:34
3. The Red Capes Are Coming 3:31
4. Day Of The Dead 4:01
5. Must There Be A Superman? 3:58
6. New Rules 4:02
7. Do You Bleed? 4:36
8. Problems Up Here 4:25
9. Black and Blue 8:30
10. Tuesday 4:00
11. Is She With You? 5:46
12. This Is My World 6:23
13. Men Are Still Good (The Batman Suite) 14:02
Disc Time: 71:35

Disco 2: BONUS TRACKS
1. Blood Of My Blood 4:25
2. Vigilante 3:53
3. May I Help You, Mr. Wayne? 3:27
4. They Were Hunters 2:45
5. Fight Night

Duração total: 90:25

Tiago Rangel
[via ScoreTrack.net]

3 comentários sobre “Resenha de Trilha Sonora: BATMAN V SUPERMAN – DAWN OF JUSTICE (DeLuxe) – Hans Zimmer, Junkie XL

  1. Qual é a música que toca bem no começo do filme, não é instrumental, é com participação de um vocal feminino, como se fosse uma banda. Alguém sabe quem é e qual a música?

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