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Resenha: BATMAN – O CAVALEIRO DAS TREVAS RESSURGE


BATMAN – O CAVALEIRO DAS TREVAS RESSURGE (The Dark Knight Rises, EUA, Reino Unido, 2012)
Gênero: Ação, Ficção Científica
Duração: 165 min.
ElencoChristian Bale, Gary Oldman, Morgan Freeman, Michael Caine, Anne Hathaway, Joseph Gordon-Levitt, Liam Neeson, Tom Hardy, Cilliam Murphy, Marion Cotillard, Maggie Gyllenhaal
Trilha SonoraHans Zimmer
RoteiroChristopher Nolan, Jonathan Nolan
Direção: Christopher Nolan
Cotação****

O cinema é uma caixinha de surpresas e justamente como aconteceu no ano passado, quando a adaptação de quadrinhos de super-heróis de 2011 que eu mais esnobava acabou sendo a melhor do ano (X-MEN – PRIMEIRA CLASSE), eis que o fato se repete com BATMAN – O CAVALEIRO DAS TREVAS RESSURGE (2012), justamente de um cineasta de quem não sou nada fã. Embora reconheça suas ótimas ideias, geralmente Nolan me decepciona com a maneira como materializa essas ideias nas telas.

Todo mundo diz: não há um grande vilão como o Coringa de Heath Ledger no filme. Mas seria mesmo difícil haver. Aquilo foi algo único, uma interpretação quase possessa de um personagem quase demoníaco no corpo de um ator. Portanto, é mais do que satisfatória a opção por um supervilão como Bane, interpretado por um bombado Tom Hardy. Sem falar que a ênfase no tema do terrorismo exacerbado ao longo de todo o filme é muito representativa da sociedade em que vivemos. Principalmente na paranoica sociedade norte-americana.

Elogiar aspectos técnicos como efeitos visuais e pirotecnias de primeira qualidade é chover no molhado. Hollywood, com suas produções milionárias desse porte, tem mais é que mostrar serviço nesse aspecto. É praticamente uma obrigação deles. Portanto, são outros os aspectos que merecem ser avaliados, como: a construção da narrativa; o desempenho dos atores e o quanto eles se ajustam aos personagens; a ordenação das cenas e o cuidado com os furos, que muitas vezes acontecem devido aos cortes na montagem.

Com a ausência do Coringa de BATMAN – O CAVALEIRO DAS TREVAS (2008) e com uma história infinitamente superior ao fraco BATMAN BEGINS (2005), o Bruce Wayne/Batman de Christian Bale ganha força, torna-se um herói ainda mais problemático, quase um Howard Hughes no início do filme, escondido em sua decadente mansão. A queda do homem e o desaparecimento do herói são o mote inicial do filme, além do aparecimento do terrorista mascarado Bane e de uma ladra inescrupulosa e sexy como a Selina Kyle (a Mulher-Gato, mas que nunca é chamada assim no filme) de Anne Hathaway são os pontos de partida. A atriz mostra mais uma vez a sua versatilidade e competência.

O elenco, aliás, é muito atraente. Além dos já citados, há ainda Michael Caine como o Mordomo Alfred; Joseph Gordon-Levitt como uma espécie de policial braço direito de Batman; Gary Oldman como o Comissário Gordon; Morgan Freeman como Lucius Fox; a linda Marion Cotillard como a milionária Miranda Tate; e Matthew Modine como um policial de Gotham. Um elenco desses é de fazer inveja a muito diretor.

Algumas sequências são particularmente memoráveis, como a sucessão de explosões na cidade, provocada por Bane, e o caos que se instala (a cena no estádio de futebol americano é fantástica e o garotinho cantando “Star-Spangled Banner” só contribui para tornar o cenário ainda mais frágil); a primeira queda do morcego; as intervenções da Mulher-Gato; a ênfase nos policiais e a batalha corpo-a-corpo entre eles e os seguidores de Bane. Até lembra as batalhas sangrentas de GANGUES DE NOVA YORK, de Martin Scorsese. Mas, claro, sem a violência explícita.

A trilha sonora tribal, especialmente o tema de Bane, é também digna de nota, cortesia de Hans Zimmer. É curiosamente um filme que, apesar de ter uma duração mais longa que os anteriores, parece melhor resolvido, por mais que Bane, no desenvolvimento, deixe de ser um vilão assustador para se tornar até um tanto irritante. E a reviravolta final, embora seja um pouco apressada, é relativamente satisfatória. Enfim, um filme de Nolan que me satisfaz desde INSÔNIA (2002). E lá se vão dez anos.

Ailton Monteiro
[via ScoreTrack.net]

13 comentários em “Resenha: BATMAN – O CAVALEIRO DAS TREVAS RESSURGE

  1. GUL DUKAT

    O FINAL É IGUAL AOS QUADRINHOS POR ISSO O BATAMAN NAO VOLTA ??

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  2. Skywalker

    Depois daquela bobagem do reboot do Homem aranha que na minha
    opinião merece outro reboot aí sim vem um épico desses!!!

    É bem difícil falar de um filme como esse! Pois atuações excelentes e um roteiro super bem elaborado em um filme
    que quase faz quem assiste pular da cadeira de tanta emoção!
    Tudo que eu digo é…Um final épico pra uma trilogia que foi
    um clássico instantâneo!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
    Cinema de qualidade mesmo! Dou nota máxima!!!

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  3. Plínio Marques Júnior

    Magnífico…..Emocionante……Sensacional……..Os fãs do Batman não irão se decepcionar……Nota: 10 morcegos !

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  4. O melhor filme do ano. E feliz por que Nolan não teve vergonha de fazer referências aos quadrinhos.. principalmente um dos melhores momentos da HQ A Queda do Morcego é algo memorável entre os filmes de super-herói do cinema. Simplesmente a melhor luta que eu já vi. Direção, roteiro (tem 99,9 % dos seus melhores momentos), trilha sonora e atores espetaculares.

    E deixo aqui a minha crítica completa com vários materiais de coleção relacionados ao filme:
    http://santuariodomestreryu.blogspot.com.br/2012/07/sessao-critica-batman-o-cavaleiro-das.html

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    • Antonio Fernando Oliveira

      Amigos desculpem, mas não conheço (o conheci pessoalmente em New York) canastrão/cafajeste/falastrão maior do que Christian Bale – péssimo ator deste Império do Sol…e olha que Spielberg tira ouro de criança – então aturar o seu Batman só é possivel porque aquela porta se esconde atras de uma mascara ! Mas aí tem uma contradição, na minha opinião Batman é o mais sombrio e angustiado dos super herois, talvez por esta contenção emocional Bale se saia tão bem nesta série de filmes. Ele não precisa tentar interpretar….rsrsrsr (estou cruel com Bale), mas não é só, acho Nolan um diretor ruim fantasiado de presunçoso e novamente o paradoxo: ele se deu bem com Bale e o resto do elenco por isso no fim das contas esta nova série de Batman é tão fiel ao produto original, e isso já é um elogio e tanto !

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