Resenhas - Filmes

Resenha: BATTLESHIP – A BATALHA DOS MARES (Filme em Destaque)


BATTLESHIP – A BATALHA DOS MARES (Battleship, EUA, 2012)
Gênero: Ficção Científica
Duração: 131 min.
Elenco: Taylor Kitsch, Brooklyn Decker, Alexander Skarsgaard, Rihanna, Asano Tadanobu, Liam Neeson, John Pense, Reila Aphrodite, Peter MacNicol, Jesse Plemons, Tadanobu Asano, Beau Brasseaux
Trilha Sonora: Steve Jablonsky
Roteiro: Erich Hoeber, Jon Hoeber
Direção: Peter Berg
Cotação: *

A expectativa em torno de BATTLESHIP – A BATALHA DOS MARES (2012) já era baixa. E o filme ainda consegue mostrar que tudo pode piorar quando a intenção dos executivos de Hollywood é só empurrar mais uma produção barulhenta e sem alma para um público pouco exigente. Ou que eles acreditam ser pouco exigente. Com um gordo orçamento de 200 milhões de dólares, o filme de Peter Berg tem apostado nas referências a TRANSFORMERS para atrair a audiência. E, por incrível que pareça, BATTLESHIP consegue ser pior do que os dois primeiros filmes dos carros-robôs gigantes.

Outra esperança depositada estava na presença de Liam Neeson, ator de prestígio que já deu dignidade a muitas produções de ação. Mas no caso de BATTLESHIP, além de seu papel ser pequeno, é ridículo, como tudo nesta produção. Pelo menos, antes de o filme partir para a ação e os alienígenas genéricos aparecerem no mar, há o interesse amoroso do protagonista (Taylor Kitsch), que aparece no bar no dia de seu aniversário, celebrado com o irmão da Marinha dos EUA (Alexander Skarsgaard, o vampiro Eric da série TRUE BLOOD). A tal moça é a bela Brooklyn Decker, que poderá ser vista no elenco da comédia O QUE ESPERAR QUANDO VOCÊ ESTÁ ESPERANDO. Como se vê, é um time de jovens atores em que Hollywood tem apostado. Como protagonista Taylor Kitsch começou logo com um grande fracasso de bilheteria, JOHN CARTER, e se BATTLESHIP naufragar também, o ator pode ganhar a fama de “pé frio”.

A trama, baseada no jogo Batalha Naval, é bem simples: objetos voadores não-identificados caem em diversas partes do mundo, causando morte e destruição e uma tropa de navios americanos procura lutar contra a ameaça. O filme logo deixa de mostrar os problemas dos outros países (quem liga pra eles, não é?) e foca no que acontece no mar, especialmente no navio em que está o tenente Alex Hopper, o personagem de Kitsch, que pretende encarar de frente a ameaça desconhecida. Depois de mostrar efeitos visuais à TRANSFORMERS e muito barulho, em certo momento, chega a hora de vermos o visual dos aliens feiosos. Entre uma cena e outra, temos que aguentar as falas monossilábicas e constrangedoras da cantora pop Rihanna, que aqui estreia como “atriz”. Ainda assim, por incrível que pareça, pode ser que BATTLESHIP encontre o seu público.

Ailton Monteiro

10 comentários em “Resenha: BATTLESHIP – A BATALHA DOS MARES (Filme em Destaque)

  1. É um filme bem medíocre, mas como você disse tem fã pra tudo, basta saber desligar o cérebro.

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  2. Mais um filme tipo sessão da tarde, pipoquinha com guarará (ou será piruá com água) e sem comprometimento com a história nem nada… típico ganha-pão de locadora. Mas no fundo, eu gosto de vez em quando para relaxar, não vai ganhar o Oscar mas tá lá. Há filmes em que você discute no buteco e há filmes que viram assunto cult (Cisne Negro, o Artista etc) e que são chatos para caramba….:) Mas tem gosto pra tudo… tem gente que adora aqueles Vampiros branquelos, então…hoje em dia tem mercado pra tudo. Abraços.

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  3. Fernando Oliveira

    Que pena, um plot interessante afundado (rsrsrsrsr) em desempenhos medíocres e efeitos risiveis…bom pra rir do ridiculo e só !

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  4. Edilson Rodrigues Palhares

    Não acho que filmes cults sejam necessariamente “chatos para caramba” como citou o Paulo C Faccioli dois posts acima. De resto, assino embaixo de tudo que ele falou.

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