Resenhas - Séries

Resenha: TERRA NOVA: 1×03 – Instinct


[SPOILERS]The Birds” (1963) é um dos filmes mais conhecidos do mestre do suspense Alfred Hitchcock. Pessoalmente, não é dos meus favoritos do grande mestre, mas não há qualquer dúvida que é uma obra que marcou história do cinema de suspense e que ainda hoje serve como referência a muitas outras histórias que se querem contar.

Tenha sido propositado ou não, a verdade é que a primeira referência que me veio à memória assim que o terceiro episódio de “Terra Nova” se começou a desenrolar e me apercebi por que caminhos a história se estava a preparar para seguir foi exactamente o “The Birds”, ou até mesmo qualquer outro filme da longa lista do género (em que os animais decidem atacar os seres humanos sem, pelo menos inicialmente, uma aparente razão), mas especialmente o “The Birds” pelas semelhanças óbvias em termos da aparência do animal (ou grupo de animais) que protagoniza os ataques. Isto para dizer: been there, seen that. Nada de muito original por aqui.

Mas, comparações à parte, até porque não há que as fazer entre um clássico da sétima arte e uma série que dificilmente se tornará memorável, “Instint” acaba por ser um episódio mais respeitável que inicialmente imaginei que seria. É verdade que os 40 minutos do episódio pareceram demasiado compactos para tudo o que se passou (os Pterossauros aparecem/começam a atacar as pessoas/descobre-se o porquê/as pessoas livram-se deles) e por isso mesmo não há muito espaço para criar alguma verdadeira tensão (excepção feita ao momento em que os miúdos têm de se defender quando estão refugiados na sua própria casa), mas o ritmo narrativo em conjugação com a consistência da história em si acabaram por fazer da duração deste episódio 40 minutos bastante toleráveis e nada monótonos.

Ou melhor, quase 40 minutos bastante toleráveis e nada monótonos… porque se formos descontar o tempo de antena dado ao primeiro triângulo amoroso da série, então só resta cerca de meia hora. Já deu para perceber que a relação entre os patriarcas da família Shannon está algo morna devido ao facto dele ter estado preso durante uma porção de tempo, mas precisavam mesmo de trazer um gajo qualquer do passado da Elizabeth (Shelley Conn), e que foi o mesmo que a recomendou para vir para Terra Nova, para tentar criar distúrbios na família? O porquê desta necessidade em criar triângulos amorosos em séries de ficção científica ou fantasia ultrapassa-me completamente. Sim, há espaço para o amor dentro de ambos géneros, como é óbvio. Até porque isso proporciona o crescimento das personagens e os conflitos que gera dentro das mesmas podem gerar interessantes linhas de argumento. Mas porquê o raio do triângulo amoroso?! Porque é que tem de haver sempre alguém a tentar roubar a mulher ou o marido da outra pessoa?! Porque é que não se contentam com as normais e mais realistas histórias de amor a dois?! Enfim…

ZB
Via [TVDependente]

 

4 comentários em “Resenha: TERRA NOVA: 1×03 – Instinct

  1. Eu achei muito mais ou menos esse terceiro episódio. Achei bem clichê os dramas familiares e os amores teenager, sem novidades. Poderiam falar das inscrições nas pedras, do filho do Taylor ou dos sixers…. sei lá! A série vale pelos dinossauros! Estava um pouco decepcionado até esse terceiro epi, mas o quarto me fez mudar de ideia, foi bom demais, comento qdo vc fizerem o review.

    Abraço e excelente review!

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  2. episodio chato, serie chata, me pergunto todo dia pq continuo assistindo isso –“

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  3. Anselmo Filgueiras

    Na minha opinão é uma série que precisa de mais ação, apesar que ainda é cedo demais para ter uma avaliação competa, pois a série está ainda no terceiro episódio da primeira temporada. Mas acredito que a haverá mais ação e menos chatice.

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  4. Bassvix

    Não tenho nada contra a família, casos amorosos e etc, mas eles precisam voltar à agilidade que a série teve no primeiro episódio…começar a direcionar às explicações de situações como a do Taylor no período que ficou sozinho, seu filho, etc, fora outros casos como quem são os Sextos, os símbolos na cachoeira, como é possível se comunicar com 85 milhões a nos à frente e etc (de novo).

    Os episódios estão quase como que soltos, lançando questões, dúvidas, tramas, mas não vemos nenhuma sendo respondida. Eles vão acabar empurrando tudo para os três, dois episódios finais da temporada – pra variar, isso mata qualquer série; começar bem, enrolação com alguns episódios melhorzinhos e outros muito ruins, e depois correr com vários episódios médios para bons para fechar a temporada e manter o ânimo de um gancho para a próxima.

    Sinceramente se não fosse a escassez de séries de ficção eu não se perderia tempo com Terra Nova, veria as outras e se desse tempo assistiria ela.
    Pior é eu ter apenas como opção a quase ridícula Andromeda (vélinha que baixei), mas está osso assistir, computação gráfica péssima, estória fraca, personagens meia boca, fico tentando entender como durou cinco temporadas e tantas séries com mais futuro hoje em dia foram canceladas.

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