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Exterminador do Futuro 4 e a trilogia que não existiu


Anton Yelchin as Kyle Reese in ''Terminator Sa...
Anton Yelchin como Kyle Reese

Exterminador do Futuro 4 – A Salvação (2009), do diretor e produtor McG, pode ser o filme mais fraco da franquia, mas ainda assim é uma boa diversão para os fãs. McG é um dos produtores da ótima série Supernatural, que está na sexta temporada, e no cinema dirigiu As Panteras (2000), As Panteras: Detonando (2003) e Somos Marshall (2006). Este seria o capítulo inicial de uma nova trilogia, com mais dois filmes também dirigidos por McG.

O ideal seria que James Cameron, ou outro diretor do mesmo calibre, tivesse dirigido o T4. Faltou pegada a McG, apesar de ele claramente ter se esforçado para fazer um bom filme. E se Arnold Schwarzenegger estivesse em carne e osso no filme (e não em uma recriação CGI do clássico T-800), provavelmente o sucesso seria maior. Pelo menos tecnicamente a produção é impecável, e o Stan Winston Studios, repetindo o trabalho dos três filmes anteriores, novamente foi responsável pelos robôs exterminadores.

Ao contrário dos demais, o mais recente capítulo da franquia se passa no futuro, onde John Connor (Christian Bale), soldado que se tornará o líder rebelde que organizará a resistência contra as máquinas, terá de salvar seu pai das garras dos Exterminadores. O pai de Connor é Kyle Reese, que fez a viagem no tempo do primeiro filme (1984) e teve um curto romance com Sarah Connor. Neste filme Reese é um adolescente (vivido por Anton Yelchin, de Star Trek) que não faz ideia que o mais velho Connor é, na verdade, seu filho.

O visual adotado é o de um futuro sujo (bem ao estilo Mad Max), com as máquinas T-600 ainda sendo as armas de destruição mais utilizadas pela Skynet. O aspecto sujo da produção, com uma fotografia em cores esmaecidas que lembra a de O Resgate do Soldado Ryan, aliado ao fato de que boa parte da trama se passa em desertos empoeirados, contribui para a criação de um futuro interessante e sombrio.

Um dos personagens-chave da trama é Marcus Wright (Sam Worthington, astro de Avatar e do remake de Fúria de Titãs), um sujeito condenado à morte que doou seu corpo para uma experiência em 2003 e acorda em 2018 sem saber onde está, o que está acontecendo e de onde vem sua força. Depois, ficamos sabendo que ele é um modelo bem sucedido de um ciborg. Seus ossos foram substituídos por metal, mas seu coração e seu cérebro são orgânicos. Inicialmente sem rumo, após ser capturado pelo grupo de John Connor ele decide de que lado irá lutar.

Apesar de ser um mundo basicamente de homens e de máquinas, uma bela mulher se destaca: a estreante Blair Williams, pertencente ao grupo de elite da resistência. Bem mais do que Bryce Dallas Howard, que faz o papel da esposa de John Connor, mas que não tem nenhum momento realmente especial. É do relacionamento da personagem de Blair Williams com Marcus Wright que se desenvolve um dos momentos mais interessantes do filme.

Vemos a resistência descobrir como desativar as máquinas, mas isso, mais tarde, revela ser uma armadilha da Skynet. Também vemos Kyle Reese sendo levado para um campo de extermínio (fato mencionado no primeiro filme), e Connor tenta salvá-lo para, dessa forma, salvar o futuro. Um dos maiores atrativos do filme é mostrar John Connor paulatinamente ir se tornando o líder da resistência. O longa de McG faz algumas homenagens a O Exterminador do Futuro 2 (o melhor filme da saga dos Connors), tendo custado 200 milhões de dólares e arrecadado 370 milhões (em valores não corrigidos T2 arrecadou 580 milhões, e T3 ficou em 470 milhões).

Em fevereiro de 2010 a produtora Halcyon, falida, vendeu os direitos da franquia, e as duas continuações que estavam previstas foram canceladas. O jeito é os fãs torcerem para algum outro estúdio assumir logo a franquia e prosseguir com a saga da família Connor, mostrando a derrota da Skynet. Afinal O Exterminador do Futuro é uma das grandes franquias sci fi ao lado de outras como Alien, Predador, Star Wars e Star Trek, e cedo ou tarde terá de retornar – como diria o T-800: “I’ll be back”!

Guilherme da Costa Radin

7 comentários em “Exterminador do Futuro 4 e a trilogia que não existiu

  1. Sr. jefferson

    sinceramente, dizer que este é o pior filme da série, para mim é um grande erro! O filme é de longe muito melhor que o T3( filme desnecessário e sem sentido- este sim o pior filme), que tem um bom roteiro e enredo, boa produção com elemento reais, ao invés de abusar de CGI, um erro muito comum na ficção ciêntifica hoje em dia ! abraços.

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  2. leandro_

    Cameron poderia pegar a franquia de volta, por ter idealizado a historia, ele teria algo muito melhor a acrescentar no argumento, e foi logo isso que não me agradou muito nos dois últimos filmes.

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  3. O maior problema deste filme, é a falta de carisma de John Connors, o filme foi roubado pelo androide MARCO, que tinha muito, mas muito mais carisma e liderança do que John. John deveria ser mais impressionante, não no sentido de poder tomar o controle de uma mototerminator, ou por descer com helicoptero em cima dos terminators, mas sim na lideramça e segurança, não é o que ele passava. Enquanto isto, Marco tinha mais determinação e lealdade com pessoas que sequer conhecia.
    Não achei o filme totalmente ruim, mas também não é bom. Respeita e aproveita muitos detalhes dos 3 primeiros filmes da franquia, mas deixa a desejar.

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