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Resenha: Stargate Universe 2×07 – The Greater Good


[SPOILERS] “How can I trust you when you don’t even trust yourself?!” Confiança – uma das grandes questões desta série, a confiança – ou a falta dela – é o que tem guiado os tripulantes da Destiny até agora. Mas será que quando finalmente tudo se põe em pratos limpos, a história consegue avançar?

A ver vamos… verdade seja dita, ninguém – nem nós, nem o Coronel Young (Louis Ferreira) – fica muito convencido com as palavras de Rush (Robert Carlyle). Apanhado em mentira, forçado a revelar tudo o que descobriu até agora sobre a Destiny, sobre a sua missão e sobre a forma de a controlar, Rush pode até comprometer-se a trabalhar em conjunto a partir de agora, a jogar limpo… mas Rush é Rush, e não engana ninguém. As suas palavras deixam-nos desde já adivinhar que nada irá ser assim tão fácil, e que ainda vamos ver bastantes lutas pelo controlo de todo este poder.

Rush: We’re talking about a level of order present at the very beginning of space/time that goes beyond anything we ever conceived. I believe that the more we learn, the more pieces Destiny uncovers, then the greater our power to control everything around us.
Young: So it is about power.
Rush: Yes, Colonel. The power to change things, control our fate. Right the wrongs.
Young: To play God?
Rush: No… to gain greater understanding.

Um dos maiores mistérios até agora foi finalmente revelado. Descobrimos qual a missão da Destiny, qual o seu propósito, e qual o papel que os seus tripulantes poderão ter nesta história. Mas terá ficado tudo assim tão claro? Não me parece… Em primeiro lugar, a explicação de Rush não foi assim muito concreta: uma mensagem transmitida durante o Big Bang, não se sabe muito bem por quem – Deus? uma raça mais avançada desconhecida – e que poderá pôr em causa tudo aquilo que conhecemos, tudo aquilo em que acreditamos… Será que a série quer mesmo ir por esse caminho? Não será inventar demais, avançar para caminhos metafísicos demais, voltando a ir bater à porta de BSG? E quanto a Rush? Não será areia demais para a sua camioneta? Young pode estar no comando da expedição, mas é Rush quem, até agora, deteve sempre o poder, não só devido ao seu domínio da tecnologia Ancient, mas também devido ao tempo que teve, sozinho, para explorar o coração da nave. Mas daí a estar já a pensar em termos de controlar tudo o que o rodeia, parece-me demais, começa a cheirar a omnipotência. E todos nós sabemos o que acontece às personagens omnipotentes, não é?

Bom, a ver vamos o que irá acontecer com esta história que ainda agora começou mas que já deixa grandes dúvidas. Regressemos então a um plano menos elevado, mais propriamente à Destiny onde, quem não está preocupado com os dramas causados por Rush, tem de lidar com inimigos bem mais próximos. Para não dizerem que há descriminação, e que são exclusivamente para os humanos, é a Ginn (Julie McNiven) que calha, esta semana, a sorte de ir dar um passeio à Terra com a ajuda das pedras. Bom para ela, menos divertido para Simeon (Robert Knepper), que não acha piada nenhuma à ligação cada vez mais estreita de Ginn aos seus captores humanos, especialmente com Eli (David Blue). Simeon tem receio do que Ginn possa vir a revelar sobre as forças da Lucian Alliance, e com razão – afinal, foi isso que ela foi fazer à Terra -. O problema… bom, o problema é que esta história tem vindo a ser ignorada, e que estas pequenas cenas, mais do que nos fazerem lembrar que há ali uma ameaça escondida e muito importante para o universo em que a série se insere, apenas mostram que uma trama que deveria ser importante está constantemente a ser relegada para último plano em detrimento de histórias mais banais e repetitivas. Esperemos que este confronto entre Simeon e Ginn tenha algum desenvolvimento futuro, pois é algo importante e que deveria ser abordado mais frequentemente.

Syrin
Via [TVDependente]

5 comentários em “Resenha: Stargate Universe 2×07 – The Greater Good

  1. Cara… tá difícil acompanhar o site agora com esse tema preto com letras brancas… mal consegui ler essa resenha direito. T+

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  2. Deveriamos abrir um topico apenas para reclamação/sugestão sobre o fundo preto ou branco. Apesar de preferir o atual, da para se ler perfetitamente o outro (e olha que não enxergo bem). Mas sobre a resenha em si (que deveria ser o motivo dos comentários), mais uma vez nosso colega portugues, faz uma resenha melhor do que o capitulo em si. Há mais informações na resenha do que no episódio. E alguns detalhes são significativos. Concordo plenamente quando ele diz que a tal invasão é colocada de lado, e não faz o menor sentido ficar falando sobre ele. Se bem que nos capitulos posteriores, ela acaba no esquecimento. SGU continua sem uma direção, com capitulos melhores (as vezes), mas ainda “perdida no espaço”……

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  3. Paulo, é colega portuguesa Uma rapariga, pois! :)

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  4. Opa, foi mal colegA. Boa resenha, pena que o episódio é menos interessante…..

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