Filmes Resenhas - DVD e Blu-ray

Resenha: Alien Anthology (Blu-ray)


Produção: 1979, 1986, 1992, 1997
Duração: 552 min.
Direção: Ridley Scott, James Cameron, David Fincher, Jean-Pierre Jeunet
Elenco: Sigourney Weaver, Tom Skerrit, John Hurt, Ian Holm, Verônica Cartwright, Yaphet Kotto, Harry Dean Stanton, Michael Biehn, Lance Henriksen, Paul Reiser, Bill Paxton, Carrie Henn, Charles Dance, Charles S. Dutton, Lance Henriksen, Paul McGann, Winona Ryder, Ron Perlman, Brad Dourif
Vídeo: Widescreen Anamórfico 2.35:1 / 1.85:1 (1080p/AVC MPEG-4)
Áudio: Inglês (DTS-HD Master Audio 5.1, Dolby Digital 4.0), Francês (DTS 5.1), Português, Espanhol (Dolby Digital 5.1)
Legendas: Português, Inglês, Espanhol, Alemão, Francês, Holandês, Finlandês, Norueguês, Sueco
Região: A, B, C
Distribuidora: Fox
Discos: 6
Lançamento: 27/10/2010
Cotações: Som: ****½ Imagem: **** Filme: ****½ Extras & Menus: ***** Geral: ****½

SINOPSE
A quadrilogia ALIEN finalmente chega em seis discos Blu-ray, em uma edição que inclui as versões de cinema e estendidas de cada filme, remasterizados com som e imagem em alta definição, e mais de 60 horas de extras. O material suplementar inclui conteúdo inédito e a experiência interativa do modo MU-TH-UR, o que torna esta a tão aguardada coleção definitiva de ALIEN.

COMENTÁRIOS
A franquia cinematográfica ALIEN marcou época em vários gêneros – ficção científica, terror, suspense e ação -, com cada um dos quatro filmes até agora lançados buscando trazer ao público a visão pessoal de seu diretor. Dentre eles, temos dois que são clássicos absolutos e outros dois que, em virtude de problemas variados, não atingiram tal patamar, mas que, a seu modo, não deixam de ser experiências interessantes e por vezes fascinantes. Aproveitamos este lançamento da antologia em alta definição (que para alívio de muitos não inclui os dois crossovers com PREDADOR) para fazermos uma breve retrospectiva de cada produção. Mas atenção: apesar de saber que dificilmente alguém que esteja lendo esta resenha ainda não tenha assistido a estes filmes, fica o alerta de que o texto a seguir contém “Spoilers”:

ALIEN – O OITAVO PASSAGEIRO (1979), além de ser o primeiro exemplar da popular cinessérie, é o filme que consagrou o diretor Ridley Scott (BLADE RUNNER, GLADIADOR) e revelou a então novata Sigourney Weaver, que interpretou a tenente Ellen Ripley. Nele tudo funciona: a direção perfeita, os efeitos visuais de Brian Johnson (maquetes) e Carlo Rambaldi (efeitos da cabeça do monstro), a atmosférica trilha de Jerry Goldsmith, o elenco afiado, os cenários sinistros e, principalmente, o Alien em si, fruto da imaginação (doentia?) do artista plástico suíço H. R. Giger. O terror começa quando os sete tripulantes do cargueiro espacial Nostromo investigam uma transmissão vinda de um desolado planeta, e lá, em uma nave alienígena abandonada há séculos, descobrem ovos de uma forma de vida que se reproduz dentro de um hospedeiro. Levada para o Nostromo na forma que ficou conhecida como facehugger, agarrada ao rosto de um dos tripulantes, a criatura começa a se metamorfosear em um pesadelo que apenas é visto de relance quando ataca para matar. O ponto alto do filme é o conceito à época inovador, criado pelo roteirista Dan O’Bannon, de que formas de vida alienígenas podem se apresentar em diferentes formas e estágios no seu ciclo vital, adaptando-se a qualquer meio ambiente. Outro aspecto no qual o filme inovou foi mostrar uma mulher (Ripley) como uma líder forte, uma personagem bem mais consistente do que as figuras meramente decorativas, comuns em tantas produções do gênero. E melhor ainda, fazendo dela o único sobrevivente capaz de enfrentar o monstro. Mas como ninguém é de ferro, Ridley Scott incluiu no momento climático o afamado “strip-tease às avessas” de Sigourney Weaver. Assim como no lançamento da QUADRILOGIA ALIEN em DVD, temos a opção de assistir a Versão de Cinema ou a Versão do Diretor/Estendida de cada filme. Para a Versão do Diretor de ALIEN, Ridley Scott optou por manter praticamente a mesma duração original (na verdade, ele reduziu o filme em um minuto), subtraindo curtas cenas da versão de 1979 e adicionando algumas das que, no lançamento original em DVD, estavam disponíveis nos extras. Elas incluem a tripulação ouvindo a transmissão alienígena na ponte do Nostromo, Kane ajustando sua arma antes de olhar o interior do ovo do Alien na nave abandonada, alguns novos takes de Brett procurando pelo gato Jonesy e uma curta cena do Alien batendo na gaiola de Jonesy. Mas há principalmente duas cenas que tornam a Versão do Diretor efetivamente diferente da original. Na primeira, do lado de fora da enfermaria onde Ash (Ian Holm) e Dallas (Tom Skerrit) examinam o facehugger em Kane (John Hurt), Lambert (Verônica Cartwright) esbofeteia Ripley (Sigourney Weaver) por esta não ter permitido que a equipe de exploração entrasse na nave trazendo o Alien. Ficamos sabendo nos extras, pela própria Cartwright, que ela de fato acertou o rosto de Weaver. Esta cena marca o início da tensão que existe entre as duas mulheres durante boa parte do filme, e que ficou sem explicação na versão final. Já a segunda sequência de destaque foi por muitos anos comentada pelos fãs. Nela, após encontrar os corpos sem vida de Lambert (Cartwright) e Parker (Yaphet Kotto), Ripley (Weaver), em seu caminho de fuga, descobre o ninho do Alien, no qual estão os corpos de Dallas (Skerrit) e Bret (Harry Dean Stanton), dentro de casulos, impregnados pela criatura. Dallas, agonizante, implora a Ripley que o mate. Chorando e com relutância, ela o incinera com o lança-chamas. Interessante notar que, nos extras, a opinião generalizada, inclusive do próprio Scott, é que a sequência quebra o ritmo alucinado da fuga de Ripley, e mesmo assim o diretor optou por incluí-la na Versão do Diretor. Além disso, a inserção desta cena gera uma contradição com o que foi estabelecido no filme seguinte, já que no Nostromo não havia uma Rainha Alien para botar ovos e, consequentemente, não haveria novos facehuggers para impregnar as vítimas.

ALIENS – O RESGATE (ALIENS, 1986) é bem diferente do filme original de Ridley Scott. Estruturalmente é um thriller de ação com a cara do diretor James Cameron (O EXTERMINADOR DO FUTURO, AVATAR), que co-escreveu o roteiro com David Giler e Walter Hill (produtores da série). Tecnicamente superior a ALIEN, podemos destacar nesta continuação o incrível trabalho de Stan Winston e sua equipe na criação dos vários monstros (em especial da Rainha Alien), e do compositor James Horner, que criou uma de suas melhores trilhas sonoras. O elenco é integrado por muitos coadjuvantes de talento como Michael Biehn, hoje infelizmente relegado a produções classe B, Lance Henriksen, que após muitos papéis de vilão estrelou a série de TV MILLENIUM e retornou em ALIEN VS. PREDADOR, e Bill Paxton, que posteriormente trabalhou nos sucessos de bilheteria TWISTER e TITANIC. Na trama Sigourney Weaver retorna como Ripley, que após sobreviver ao primeiro encontro com o monstruoso Alien, é resgatada de um sono criogênico que durou mais de 50 anos. Suas explicações sobre o alienígena e o destino da tripulação do Nostromo são recebidas com ceticismo, até o misterioso desaparecimento de colonos em LV-426, o planeta onde tudo começou. Decidida a acabar com o pesadelo, ela se junta a uma equipe de fuzileiros altamente equipados, que são enviados para investigar o sumiço dos colonizadores. Chegando ao planeta eles encontram uma única sobrevivente, a menina Newt (Carrie Henn), que lhes revela que todas as pessoas foram colocadas em casulos pelos Aliens. Os fuzileiros não tardam a descobrir, da pior maneira possível, que agora existem centenas de alienígenas, gerados por uma enorme Rainha. No clímax da história, Ripley tem de reviver todo o seu horror para salvar Newt das garras da Rainha Alien. A Versão Estendida de ALIENS resgata 17 minutos de cenas retiradas da Versão de Cinema, e há algumas que se destacam, como a que se passa dentro da estação espacial, em um parque terrestre simulado. Burke (Paul Reiser) encontra Ripley (Weaver) e lhe dá a notícia de que a sua filha, Amanda Ripley, já uma velha senhora, morrera há dois anos. Chocada, Ripley começa a chorar, dizendo que prometera voltar a tempo de comemorar o 11º aniversário da filha. Comenta-se que Sigourney Weaver nunca perdoou James Cameron por ter eliminado esta sequência da Versão de Cinema, já que ela contém um elemento vital da história: Ripley tivera uma filha com a qual pouco conviveu, o que explica o seu forte instinto maternal em relação a Newt. Sem dúvida, a sequência mais interessante (e longa) é a que mostra a colônia antes da chegada dos fuzileiros. Temos uma visão geral das instalações de processamento atmosférico e de alguns veículos. Após alguns diálogos sem maior importância, vemos Newt, seus pais e irmão encontrarem a nave abandonada que continha os ovos da criatura em ALIEN. Enquanto os pais entram nela para explorar, as crianças ficam à espera no veículo. Algum tempo depois, a mãe retorna desesperada, trazendo consigo o pai com um facehugger agarrado ao rosto. Segundo Cameron, este trecho não foi incluído na versão original porque tirava o suspense do que os fuzileiros estavam por encontrar em LV-426. Em outra cena adicionada, Ripley e os fuzileiros, agora comandados por Hicks (Michael Biehn), examinam os mapas da instalação e fazem barricadas para impedir o avanço dos Aliens. Nelas são instaladas sentinelas robôs, na verdade poderosas metralhadoras acionadas por sensores de movimento. Mais adiante essas metralhadoras entram em ação, e vários Aliens são despedaçados pelas armas. Com ansiedade crescente os fuzileiros veem, através de monitores, as sentinelas, uma a uma, ficarem sem munição. Sem dúvida é uma sequência tensa, mas é prejudicada pela repetição da mesma cena de um Alien sendo destroçado. Exclusivamente para o Blu-ray o diretor Cameron, usando CGI, corrigiu uma falha notória na cena em que o androide Bishop, cortado pela metade, evita que Newt seja ejetada da nave. Na cena original, quando o ator Lance Henriksen se espicha para agarrar a mão da menina, dá para notar claramente que a parte inferior de seu corpo está em um buraco no chão do set.

ALIEN³ (1992), apesar do enorme sucesso do filme anterior, demorou para sair em virtude de vários contratempos de produção, e infelizmente não foi bem recebido nem pela crítica e nem pelo público. Se no primeiro filme a intervenção criativa de várias pessoas resultou em sucesso, no terceiro as diferentes visões contrastantes causaram vários problemas. As dificuldades começaram já na definição da história e consequente elaboração do roteiro, e ao final Vincent Ward (NAVIGATOR – UMA ODISSEIA NO TEMPO), que fora inicialmente contratado para escrever e dirigir o filme, foi creditado como autor da história, e como roteiristas David Giler, Walter Hill e Larry Ferguson. Porém, a verdade é que muito pouco do roteiro inicial de Ward foi aproveitado. O diretor David Fincher (SEVEN – OS SETE PECADOS CAPITAIS, O CURIOSO CASO DE BENJAMIN BUTTON) teve sérias desavenças com a Fox, e a versão final foi profundamente alterada pelo estúdio. Chegando às telas, nem o grande visual, a direção de arte, a ótima trilha de Elliot Goldenthal ou a interessante versão quadrúpede do Alien foram suficientes para agradar os fãs e atrair o público em geral. Após a fuga ao final de ALIENS, a nave de Ripley (Weaver) cai em Fiorina 161, um inóspito planeta cujos únicos habitantes são ex-condenados vindos de prisões de segurança máxima. Ripley é a única que sobrevive à queda, passando a conviver com os ex-detentos, que são uma espécie de monges do espaço que fizeram voto de castidade. Ou seja, a “paz de espírito” da turma é quebrada pela chegada da tenente. O medo de Ripley de que um Alien estivesse a bordo de sua nave é confirmado quando corpos mutilados começam a surgir nos túneis da primitiva instalação. E pior, além de careca (o planeta é infestado por piolhos e todos tem que raspar a cabeça) ela descobre que está impregnada com uma Rainha Alien, e que uma equipe da Weyland-Yutani está a caminho para levá-la à Terra e utilizar a Rainha para fins bélicos. Há alguns anos, quando soube do lançamento em DVD das versões estendidas destes filmes, a primeira coisa que me veio à cabeça foi: trinta minutos a mais em ALIEN³, vai ficar muito chato… Por anos se falou dos conflitos que David Fincher teve com o estúdio e das muitas cenas que ficaram na sala de edição. Dado o resultado final – um filme de produção caótica que frustrou criativamente o diretor e, também, os fãs da série, havia a esperança de que, algum dia, o filme fosse lançado em uma nova montagem, mais fiel à visão original de Fincher. Bem, isso eventualmente aconteceu e agora temos também aqui, em alta definição, duas versões separadas do filme – a original de 114 minutos e uma Versão Estendida de 144 minutos que, ressalte-se, foi feita à revelia do diretor. Fincher até foi convidado para montar a nova versão, mas numa demonstração de que certos eventos não foram esquecidos, ele não quis se envolver no projeto. Dizem, contudo, que ele aprovou a versão que o produtor da antologia, Charles de Lauzirika, montou em 2003 com base no roteiro original, em uma primeira cópia de trabalho, notas do diretor e do montador e outros registros da produção. Ou seja, essa versão inclui todas as cenas que constavam na primeira montagem de Fincher e que posteriormente foram cortadas pelos executivos do estúdio. Determinadas cenas foram finalizadas com efeitos visuais em CGI, utilizando-se storyboards e outras referências deixadas por Fincher, a fim de obter o resultado que o cineasta pretendia. O filme chega de fato a melhorar um pouco, não fica mais chato e possibilita que tenhamos uma ideia do que o diretor originalmente queria fazer: a atmosfera é mais densa, os personagens são melhor explorados e há mais tensão. Nos trinta minutos de cenas inéditas, há novas e detalhadas tomadas logo ao início, mostrando Clemens (Charles Dance) encontrando o corpo de Ripley na praia e o resgate da cápsula de fuga. Segue a versão original do “nascimento” do Alien, na qual ele sai de um boi e não de um cão, e uma nova sub-trama, na qual os apenados conseguem capturar a criatura, que posteriormente é libertada por Golic (Paul McGann), e uma outra versão do final, mais longa e na qual não vemos o “parto” da Rainha Alien. Há também algumas adições e extensões de cenas menores.

ALIEN – A RESSURREIÇÃO (ALIEN RESURRECTION, 1997) foi a tentativa da Fox de, após as críticas recebidas por ALIEN³, retomar a franquia com um novo capítulo mesclando as melhores qualidades dos dois primeiros filmes, e foi com isso em mente que Joss Whedon (criador de BUFFY, A CAÇA-VAMPIROS) escreveu o roteiro. Buscando manter as distinções visuais e de estilo da série, Jean-Pierre Jeunet (DELICATESSEN) foi escolhido para dirigir o que até então era chamado de ALIEN 4. O diretor não abriu mão de trabalhar com a sua equipe habitual francesa, fazendo com que no mesmo filme trabalhassem duas equipes distintas, sem que nenhuma falasse a língua da outra. O roteiro de Whedon tomou certas liberdades com o conceito já estabelecido na série, e o resultado, somado a algumas cenas excessivamente violentas e às excentricidades típicas do diretor, tornou este o filme mais polêmico da série, e também o que fez menos sucesso. Duzentos anos após Ripley ter morrido no final do longa anterior, um grupo de cientistas a bordo da nave de pesquisa Auriga consegue clonar a ela e a Rainha Alien, a partir de amostras de seu sangue. A intenção era criar uma arma biológica definitiva, mas a nova Ripley lhes reservava algumas surpresas, já que seu corpo também possuía DNA alienígena. Um grupo de mercenários da nave Betty, entre os quais está a jovem mecânica Call (Winona Ryder), chega à Auriga com mais um carregamento de seres humanos para serem utilizados como hospedeiros dos Aliens. Porém, não demora muito para que os monstros nascidos dos ovos da Rainha escapem e passem a caçar os tripulantes da Auriga, da Betty e a própria Ripley. No entanto, entre ela e os alienígenas se estabelece uma estranha conexão, que culmina com o aparecimento de um grotesco e sanguinário híbrido humano/alienígena. A Versão Estendida de ALIEN – A RESSURREIÇÃO é oito minutos mais longa que a do cinema, inclui uma abertura alternativa que assistimos durante os créditos iniciais e um final onde a nave Betty pousa na Terra, próxima a uma Paris em ruínas. Jeunet colocou versões mais longas de algumas cenas, e outras que dão uma nova dimensão aos personagens. A melhor é uma sequência quase no início do filme, onde os cientistas mostram à renascida Ripley a fotografia de uma criança, o que lhe traz de volta as tristes memórias da menina Newt. Também, a cena de Ripley e Call na Catedral recebeu inserções. As melhorias nessa versão não são grandes, mas são curiosas e até ajudam a delinear melhor a história – pena que o “inseto alien” da abertura alternativa recebeu uma finalização pobre em CGI. Cabe destacar que, na introdução da Versão Estendida, Jeunet explica que ela não é uma verdadeira “versão do diretor”, mas apenas uma nova edição que irá divertir os fãs.

Após dois fracassos consecutivos, não é de se admirar que a cinessérie ALIEN tenha sido por muito tempo considerada morta e enterrada, e os medíocres crossovers ALIEN VS. PREDADOR, apesar de terem lá seus bons momentos, pareciam ter sido o último prego no caixão dos bichos gosmentos. Mas na realidade elas reforçaram o que os fãs realmente queriam: ver novos filmes solo com as criaturas. Assim a Fox deu o sinal verde para PREDADORES, lançado em 2010, e para o próximo filme de ALIEN que, pelo menos até o momento em que escrevo esta resenha, foi transmutado numa prequel em duas partes do longa original de 1979, ambas com direção de Ridley Scott. Vamos torcer para que, com Scott novamente no comando, a franquia reviva seus tempos de glória.

SOBRE O BD
O lançamento mundial da Fox finalmente traz os quatro filmes da franquia ALIEN para a alta definição do Blu-ray, com todos os méritos do lançamento em DVD da QUADRILOGIA ALIEN e, graças às características superiores do formato, vai além seja no aspecto técnico, seja no conteúdo de extras. Tanto que esta ALIEN ANTHOLOGY já pode ser considerada como a melhor e mais completa coleção já lançada em Blu-ray. Mas preliminarmente cabe falar um pouco sobre as várias embalagens que a antologia recebeu, destacando as edições lançadas nos EUA, Europa e aqui. Merece destaque a edição chamada “Ovo Alien” lançada em tiragem numerada nos EUA e na Europa, e que a Fox, de forma inédita, colocou à venda também no Brasil. Nela, que custa aqui a bagatela de R$ 499,00 (e que a esta altura já deve estar esgotada), os seis BDs estão em um estojo Digipack que vai embutido na base de uma escultura plástica que reproduz a imagem de um Alien protegendo um ovo – que, por sinal, acende como uma lâmpada. A edição vendida no Brasil, apesar de ser uma tiragem limitada como a lá de fora, não é numerada. Quanto ao box da edição “Facehugger”, sem a estátua, recebeu variações conforme o local. Na Alemanha e França, por exemplo, a imagem da luva do box é idêntica à da nossa edição (apesar de lá o bicho estar em alto relevo). Aqui os seis discos estão acondicionados em dois estojos HD Case para três discos, já na Europa eles estão numa interessante embalagem Digistack, contendo imagens dos filmes e encartes, porém há diferenças na luva que a envolve. Mais interessante é o box norte-americano, onde a luva envolve um caprichado estojo que simula um livro, com capa estilo digibook e com cada disco inserido no envelope de uma página. De todas as edições, esta é a mais incrementada em termos de textos e fotos. Abaixo, algumas imagens do ovo e de alguns dos boxes (apesar de ter a embalagem mais simples, o nosso é o mais caro, custando no lançamento R$ 259,00).

Embalagens à parte (fator de grande importância para os colecionadores), vamos ao que para mim realmente interessa – o conteúdo dos discos, que até onde sei receberam a mesma autoração nos diferentes locais onde foram lançados, com idênticas opções de áudio e de legendas. A edição que utilizei para esta resenha foi a “Facehugger” do Reino Unido, que como consta acima, exceto pelo box, é idêntica à vendida aqui. A primeira coisa que você notará é que o player demorará um tempo superior à média para carregar os discos, isto por causa do Modo MU-TH-UR , que utiliza recursos BD-Java e BD-Live. Mas quando finalmente você chegar nos menus principais, personalizados de acordo com o visual de cada produção, a espera será recompensada.

Todos os quatro filmes receberam novas transferências 1080p/AVC MPEG-4, porém ALIEN – O OITAVO PASSAGEIRO e ALIENS – O RESGATE, tiveram tratamento VIP em sua conversão para alta definição. Ambos receberam novas restaurações 4K, ou seja, possuem resolução quase quatro vezes maior que a atual full HD (sendo que no segundo filme o processo foi supervisionado pelo próprio James Cameron), enquanto os demais foram agraciados com uma remasterização HD simples. De todos, ALIEN Foi o que mais me impressionou em termos de imagem. Tendo assistido o filme quando de seu lançamento nos cinemas e posteriormente em várias encarnações de home video, agora em Blu-ray ele está com uma qualidade inédita. A transferência widescreen anamórfica 2.35:1, que preserva a granulação natural do filme, é clara, limpa de ruídos, danos e artefatos, os pretos são sólidos, as cores são bem equilibradas, e o nível de detalhes é elevado na maior parte do tempo. Se você for detalhista notará que algumas cenas incluídas na versão do diretor estão com menos detalhe fino, mas isso não chega a comprometer o padrão geral da apresentação. Da quadrilogia, ALIENS sempre foi o que teve o visual mais problemático em suas diversas edições. O único rodado na proporção de tela 1.85:1, sua imagem, naturalmente mais escura, era notoriamente caracterizada pela alta granulação e por momentos de demasiada suavidade. Assim, causou apreensão a declaração de Cameron de que, na restauração, os problemas crônicos decorrentes da película Kodak empregada nas filmagens seriam eliminados, já que após o excesso de DNR aplicado no novo Blu-ray de O PREDADOR temia-se que ALIENS pudesse ser mais uma vítima do uso excessivo de filtros digitais. Felizmente, não foi o caso. Mesmo com redução da granulação, que ficou mais “natural”, a restauração preservou os detalhes finos e propiciou uma melhora significativa no contraste. A imagem, agora, faz jus ao caprichado trabalho de fotografia, iluminação e cenários, e vermos ALIENS em Blu-ray nos dá a sensação de estarmos assistindo a um novo filme. Como seria de se esperar, ALIEN³ e ALIEN – A RESSURREIÇÃO também estão com ótima imagem, porém não tão definida e detalhada quanto a dos filmes anteriores. Mesmo assim, a transferência HD de ALIEN³ se sai muito bem, em que pese o tom sombrio e a paleta de cores escolhida por Fincher dar ao longa um ar de filme envelhecido. Também o filme de Jeunet sofre com as tonalidades empregadas pelo diretor, além de momentos onde sentimos a falta de mais detalhes, o que nunca permite que a imagem nos deslumbre. Apesar de reproduzir com eficácia o visual pretendido pelo realizador e ser um considerável upgrade em relação ao DVD, a transferência de ALIEN – A RESSURREIÇÃO decepciona por ser do filme mais recente, e que em tese deveria ter a melhor imagem.

O áudio da quadrilogia também recebeu um tratamento caprichado, como se constata nas soberbas faixas lossless originais em inglês DTS-HD 5.1. Nelas os diálogos estão sempre bem equilibrados, permanentemente soando com clareza. É claro que o áudio de ALIEN sofre das limitações da tecnologia sonora de sua época, e portanto ele nunca será de referência, contudo isso não tira o brilho de sua excelente remasterização. O filme possui um sound design mais ambiental e menos direcionado à ação, e chama especial atenção a excelente reprodução da trilha original de Jerry Goldsmith, bem como os graves fortes. O palco sonoro nos envolve com os discretos sons do interior da nave Nostromo, e sentimos que a qualquer momento o alienígena saltará das sombras sobre nós. Para os puristas, a versão de cinema também traz como opção de áudio a mixagem original Dolby Surround 4.0. Já ALIENS traz uma faixa mais movimentada e agressiva, que não hesita em utilizar todos os canais disponíveis para criar efeitos direcionais, como se pode constatar nos vários confrontos entre os fuzileiros e as criaturas babonas, com guinchos e disparos cercando-nos por todos os lados. Novamente temos graves explosivos, e no outro extremo os agudos são límpidos e sem vestígios de distorção. O áudio de ALIEN³ reflete o caráter mais lento e introspectivo do filme, enfatizando ecos e um sound design mais sutil, sempre reproduzido com qualidade. A esse respeito, alguns crônicos problemas de som que havia na versão em DVD foram corrigidos com novas dublagens adicionais de Sigourney Weaver e de outros atores. Finalmente, em ALIEN – A RESSURREIÇÃO, a ênfase volta a ser novamente na ação, com efeitos surround e graves mais eficazes, agora sim em uma mixagem que se beneficia da maior modernidade da produção. Todos os filmes receberam dublagens Dolby Digital 5.1 em português (BR), espanhol e francês, bem como variadas opções de legendas e menus (estes, aliás, excelentes), que também incluem o nosso português.

EXTRAS
Se tecnicamente ALIEN ANTHOLOGY já se destaca, é no quesito “material suplementar” que o lançamento se torna efetivamente superlativo. Os extras se fazem presentes numa quantidade impressionante, já que reúnem praticamente tudo o que foi disponibilizado a respeito da quadrilogia desde os tempos do finado Laserdisc, passando pelos posteriores lançamentos em DVD – inclusive easter eggs. Há mais de 60 horas de extras e, acredite se quiser, 12.000 imagens que incluem storyboards, desenhos de produção, fotos de bastidores e galerias do elenco. Ou seja, há material para mantê-lo ocupado por dias, e felizmente o menu de navegação amigável torna fácil o seu acesso. Especialmente satisfeitos ficarão os Scoretrackers, já que todas as versões de cinema dos filmes trazem suas trilhas sonoras isoladas e completas, em som Dolby Digital 5.1. Em ALIEN (Jerry Goldsmith) e ALIENS (James Horner) temos, inclusive, tanto os scores como ouvidos na montagem final, como na forma como foram originalmente gravados pelos compositores – há diferenças significativas entre ambos. Todos os vídeos estão em resolução SD (480i), mas pelo menos os principais documentários, oriundos da QUADRILOGIA ALIEN, estão em widescreen anamórfico (1.78:1). O áudio dos vídeos é na maior parte 2.0, em inglês, com legendas disponíveis em português. Uma pena que, mais uma vez, nenhuma das faixas de comentários tenha sido legendada, o que diminui (bem pouco, diga-se de passagem) a nota da avaliação dos extras. Por se tratar de um material bastante extenso listarei todos os extras por disco, porém limitando-me a comentar apenas aqueles que considero os principais, e mesmo assim já sei que esta será a minha resenha mais longa.

Mas antes de tudo isso, devo mencionar o muito divulgado Modo MU-TH-UR (referência ao nome do computador da nave Nostromo – “MÃE”). Trata-se de um recurso baseado em BD-Java que, se ativado durante qualquer um dos filmes, fará surgir no lado esquerdo da tela uma interface com algumas opções que lhe darão acesso a conteúdo de extras em áudio (comentários e trilhas sonoras isoladas) e ao “Weyland-Yutani Datastream”, uma faixa de trivialidades em texto (infelizmente apenas em inglês) que exibirá notas de produção, fatos engraçados, curiosidades da produção, etc. Mas o principal propósito do Modo MU-TH-UR é criar as “data tags”, ou etiquetas / marcadores de dados. Isso funciona assim: durante os filmes, na interface do lado esquerdo irá aparecendo uma lista de suplementos pertinentes à cena que você está assistindo. Ao selecionar um desses suplementos será gravada uma etiqueta que o marcará nos discos 5 e 6, onde a maioria dos extras está armazenada. É uma forma de personalizar o modo como você irá assistir aos extras, posteriormente acessando apenas aqueles que mais lhe interessam. Acredito que para muitos, que preferirão selecionar os extras diretamente em seus respectivos discos, este é um recurso redundante e dispensável. De qualquer forma, é mais um aspecto que enriquece e facilita a exploração do farto conteúdo disponível.

Disco 1: ALIEN – O OITAVO PASSAGEIRO

  • Introdução da Versão do diretor de 2003 com Ridley Scott;
  • Comentários em áudio de Ridley Scott (diretor), Dan O’Bannon (roteirista), Ronald Shusett (produtor executivo), Terry Rawlings (editor) e Sigourney Weaver, Tom Skerritt, Veronica Cartwright, Harry Dean Stanton e John Hurt (atores);
  • Comentários em áudio de Ridley Scott apenas para versão de cinema;
  • Trilha Sonora por Jerry Goldsmith, versão final;
  • Trilha Sonora por Jerry Goldsmith, versão original;
  • Cenas Deletadas e Estendidas;
  • MU-TH-UR – experiência de modo interativo com Weyland-Yutani Datastream.

Disco 2: ALIENS – O RESGATE

  • Introdução da Edição Especial de 1991, com introdução de James Cameron;
  • Comentários em áudio de James Cameron (diretor), Gale Anne Hurd (produtor), Stan Winston, Pat McClung, Robert Skotak e Dennis Skotak (efeitos visuais), Michael Biehn, Bill Paxton, Lance Henriksen, Jenette Goldstein, Carrie Henn e Christopher Henn (atores) – Esta é a melhor faixa de comentários de todo o box, dada a quantidade de informação fornecida por Cameron e à divertida camaradagem que se nota entre os membros da equipe;
  • Trilha Sonora por James Horner, versão final;
  • Trilha Sonora por James Horner, versão original;
  • Cenas Deletadas e Estendidas;
  • MU-TH-UR – experiência de modo interativo com Weyland-Yutani Datastream.

Disco 3: ALIEN³

  • Comentários em áudio de Alex Thomson (cinegrafista), B.S.C, Terry Rawlings (editor ), Alec Gillis e Tom Woodruff Jr. (designers de efeitos), Richard Edlund (efeitos visuais), A.S.C, Paul McGann e Lance Henriksen (atores);
  • Trilha Sonora por Elliot Goldenthal, versão final
  • Cenas Deletadas e Estendidas
  • MU-TH-UR – experiência de modo interativo com Weyland-Yutani Datastream.

Disco 4: ALIEN – A RESSURREIÇÃO

  • Introdução da Edição especial de 2003 com Jean-Pierre Jeunet
  • Comentários em áudio de Jean-Pierre Jeunet (diretor), Herve Schneid (editor), A.C.E, Alec Gillis e Tom Woodruff Jr. (designers de efeitos), Pitof (efeitos visuais), Sylvain Despretz (artista conceitual), Ron Perlman, Dominique Pinon e Leland Orser (atores)
  • Trilha Sonora por John Frizzell, versão final
  • Cenas Deletadas e Estendidas
  • M U-TH-UR – experiência de modo interativo com Weyland-Yutani Datastream

Disco 5: CRIANDO A ANTOLOGIA

Finalmente chegamos ao quinto disco, que reúne todos os documentários em longa-metragem criados para o lançamento em DVD de 2003. Por vezes tão (ou mais) interessantes como os filmes em si, eles formam um dos mais detalhados estudos de bastidores de produção já lançados em home video. Cada making of é dividido em diversos capítulos, e além dos documentários em si há “Cápsulas de Informação” que consistem de uma série de vídeos curtos (material que ficou de fora da edição final dos documentários) que podem ser acessados durante a reprodução ou vistos em separado, tornando-os ainda mais extensos e detalhados.

  • O Monstro Interior: Criando o Alienígena (177 min.) – O documentário de ALIEN possui cápsulas que lhe agregam 80 minutos de informações adicionais às suas já quase três horas de duração, divididas em nove capítulos. São tantas informações, depoimentos e cenas de bastidores que, se fosse comentar tudo, teria de escrever um livro. Por exemplo, ficamos sabendo que o ator John Finch havia sido escalado para interpretar Kane, mas por motivos de saúde foi substituído por Hurt. É interessante notar que certas “lavadas de roupa suja” foram preservadas, como por exemplo, quando Dan O’Bannon mete a boca nos produtores Walter Hill e David Giler, por tentarem se apropriar do seu roteiro. Também é interessante constatar que o sucesso do primeiro filme foi resultado das ideias dos vários envolvidos: foi O’Bannon que chamou Giger para criar o visual do Alien e as características do monstro; já Giler e Hill criaram o androide Ash, e transformaram os astronautas em trabalhadores sindicalizados, além de terem escolhido Ridley Scott para dirigir o filme (a escolha do estúdio seria Peter Yates). Vale destacar, para os fãs das trilhas sonoras, o segmento dedicado à música e edição, com depoimentos de Ridley Scott, do montador Terry Rawlings e do compositor Jerry Goldsmith. Nele Goldsmith fala abertamente sobre os conflitos criativos entre ele e o diretor, que ocorreram durante toda a produção, que levaram à substituição de trechos de sua trilha original por música extraída de FREUD, do próprio Goldsmith, e nos créditos finais, pela “Sinfonia Nº 2” de Howard Hanson. Diz Goldsmith: “Ridley me pedia pra ‘ver’ a música no filme… essa não é minha função, ele que cuide do visual que eu cuido do emocional”. E mais: “Seria interessante se ele fosse fazer esse filme hoje e, com a experiência que ele adquiriu esses anos todos, seria legal ver a abordagem dele a respeito da minha música”. Scott elogia Goldsmith e sua trilha, mas não fala que a modificou na montagem (já Rawlings fala isso abertamente);

  • Poder de Fogo Maior: Fazendo Aliens – O Resgate (185 min.) – Um pouco mais longo que o do filme original, o documentário dedicado a ALIENS – O RESGATE ganha mais 59 minutos com as cápsulas, e é dividido em 11 seções. Nelas temos uma infinidade de informações e entrevistas que abrangem praticamente todos os aspectos da realização. Também aqui temos uma surpresa em termos de casting: ficamos sabendo que Michael Biehn não foi a primeira escolha de Cameron para interpretar Hicks, mas sim James Remar, que deixou a produção por motivo não revelado. Na seção dedicada à música, montagem e som, temos o depoimento do compositor James Horner, onde ele descreve como chegou na Inglaterra para trabalhar na trilha original, e descobriu que ainda nem havia uma cópia preliminar do filme. Horner descreve o que parece ter sido uma verdadeira batalha travada com Gale Anne Hurd e James Cameron, para terminar a trilha em um cronograma apertadíssimo de seis semanas para a data de estreia. Ao final, ele produziu um de seus melhores trabalhos, e mesmo que a experiência tenha estremecido suas relações com o diretor, ele conta como, anos mais tarde, os dois se reconciliaram e trabalharam juntos em TITANIC;

  • Destroços e Raiva: A Produção de Alien³ (181 min.) – O documentário de ALIEN³, a cujas três horas de duração são agregados mais 74 minutos de cápsulas, é dividido em 11 capítulos. Dados os grandes problemas que envolveram a produção do filme de Fincher, este é de longe o melhor dos quatro documentários, e em relação à versão lançada em 2003 ele está agora na íntegra – ou seja, há mais conversas francas sobre as decisões que tornaram este um dos grandes exemplos de “o que não se fazer durante a produção de um filme”. Assistindo a esse material fica claro que o projeto de ALIEN³ já nasceu condenado, graças à insensatez dos executivos que marcaram a data da estreia sem nem ter ideia de qual seria sua história. E Fincher, quando assumiu sua primeira direção de um longa-metragem, teve simplesmente de administrar o caos, sem nem ter um roteiro pronto para filmar. A confusão foi tanta que, após ser montado um primeiro copião de três horas de duração, se descobriu que várias cenas importantes simplesmente não haviam sido filmadas, e foi necessário convocar novamente Sigourney Weaver – cujo cabelo já havia crescido – para as tomadas adicionais. É de se lamentar que não haja qualquer depoimento de Fincher, que aparece apenas em cenas gravadas durante as filmagens. Um monte de gente fala sobre o filme e seu trabalho (por exemplo, ouvimos do próprio Vincent Ward como seria seu bizarro filme – os monges habitariam um planetoide artificial coberto de madeira), mas não temos a opinião do próprio diretor a respeito dos fatos. Ainda assim, os fãs terão muito com o que se distrair: depoimentos de Vincent Ward, Renny Harlin, Jon Landau, H. R. Giger trabalhando em seu estúdio para dar um novo visual à criatura, Elliot Goldenthal falando sobre o processo de composição da trilha original, e muito mais.

  • Um Passo Além: Fazendo Alien – A Ressurreição (174 min.) – O documentário de ALIEN – A RESSURREIÇÃO tem 75 minutos adicionais de capsulas de informação, e é dividido em 10 capítulos. A exemplo dos anteriores os depoimentos são sinceros, mas os comentários mais ácidos aqui ficam por conta do roteirista Joss Whedon. O segmento mais longo é “A Morte Vem de Baixo: Fox Studios, Los Angeles, 1996”, que mostra como foram feitas as complicadas filmagens debaixo d’água, envolvendo os atores e Tom Woodruff, Jr. vestido de Alien. Entre a grande quantidade de material, o segmento “Composição Genética: Música” mostra o trabalho do compositor John Frizzell, onde assistimos cenas da orquestra no estúdio de gravação e o compositor falando sobre como encarou o projeto – que, diga-se de passagem, resultou na mais fraca trilha sonora da série.

Disco 6: OS ARQUIVOS DA ANTOLOGIA

No ultimo disco do box foi reunido o restante do conteúdo relativo à franquia: fotos, informações em texto, ângulos alternativos, etc. Inclui não apenas o que sobrou de extras da QUADRILOGIA ALIEN, mas também material que até agora era exclusivo das antigas edições em Laserdisc. Está tudo dividido em cinco categorias, uma para cada filme e uma para a antologia. E cada categoria está dividida em três seções: “Pré-produção”, “Produção” e “Pós-Produção e Consequências”.

ALIEN – O OITAVO PASSAGEIRO
Pré-Produção

  • Primeiro Roteiro de Dan O’Bannon;
  • Ridleygrams: Miniaturas Original e Notas;
  • Arquivo de Storyboards;
  • A Arte de Alien: Portfólio de Artes Conceituais;
  • Testes de elenco de Sigourney Weaver com comentários de Ridley Scott (9 min.);
  • Galeria de Fotos do Elenco;

Produção

  • O Chestbuster: Sequência Multi-ângulo com comentários (5 min.);
  • Galeria de Video Graphics;
  • Galerias de Imagens da Produção;
  • Polaroids de Continuidade;
  • Os conjuntos de Alien;
  • Galeria de Imagens da Oficina de H. R. Giger;

Pós-Produção e Consequências

  • Cenas Excluídas Adicionais (17 min.);
  • Galerias de Imagens e Pôsteres;
  • Experiência em Terror (7 min.) – Featurette promocional de 1979;
  • Arquivo Especial de Colecionador da Edição Laserdisc;
  • O Legado de Alien (67 min.) – Documentário de 1999 criado para o primeiro lançamento da franquia em DVD;
  • Cinemateca Americana: Perguntas e Respostas com Ridley Scott (16 min.);
  • Trailers e Spots de TV;

ALIENS – O RESGATE
Pré-Produção

  • Tratamento Original, por James Cameron;
  • Pré-Visualizações: Vídeo-maquetes multi-ângulo com comentários de Pat McClung (3 min.);
  • Arquivos de Storyboards;
  • A Arte de Aliens: Galerias de Imagens;
  • Galeria de Fotos do Elenco;

Produção

  • Galerias de Imagens de Produção;
  • Polaroids de Continuidade;
  • Armas e Veículos;
  • Oficina de Stan Winston;
  • Câmeras Helmet Colonial Marine (13 min.);
  • Galeria de Video Graphics;
  • Inquérito Weyland-Yutani: Dossiês Nostromo;

Pós-Produção e Consequências

  • Cenas Excluídas: Cocooned Burke (2 min.);
  • Cena Deletada (4 min.);
  • Galerias de Imagens;
  • Arquivo Especial de Colecionador da Edição Laserdisc;
  • Explorando o Título Principal;
  • Aliens: Na Velocidade do Medo (8 min.);
  • Trailers e Spots de TV

ALIEN³
Pré-Produção

  • Arquivo de Storyboards;
  • A Arte de Arceon;
  • A Arte de Fiorina;

Produção

  • Construção: Seqüência Lapso de Tempo (5 min.);
  • EEV Bioscan: Vinheta Multi-ângulo com Comentário de Alec Gillis (2 min.);
  • Galerias de Imagens de Produção;
  • Oficina da A.D.I;

Pós-Produção e Consequências

  • Galeria de Efeitos Visuais;
  • Filmagem especial: Arquivo de Fotos Promocionais;
  • Featurette Alien 3 (3 min.);
  • Making of Alien 3: Featurette Promocional (23 min.);
  • Trailers e Spots de TV;

ALIEN – A RESSURREIÇÃO
Pré-Produção

  • Primeira Versão do Roteiro de Joss Whedon;
  • Testes de Filmagem (15 min.): Oficina de Criaturas da A.D.I com comentário: Trajes, Cabelo e Maquiagem;
  • Pré-visualizações: Ensaios multi-ângulo (3 min.);
  • Arquivo de Storyboards;
  • Portfólio de Caro Marc: Design de Personagens;
  • A Arte da Ressurreição: Galerias de Imagens;

Produção

  • Galerias de Imagens de Produção;
  • Oficina da A.D.I;

Pós-Produção e Consequências

  • Galeria de Efeitos Visuais;
  • Arquivo de Fotos Promocionais;
  • HBO First Look: Making of de Alien: A Ressurreição (26 min.) – Documentário promocional narrado por Ron Perlman;
  • Featurette Promocional de Alien: A Ressuirreição (4 min.);
  • Trailers e Spots de TV;

ANTOLOGIA

  • Alien Evolution (114 min.) – Este documentário feito para a TV britânica sobre os quatro filmes está disponível em duas versões: a original de 2001 com 49 minutos, e uma estendida de 2003 com 65 minutos;
  • A Saga Alien (109 min.) – Mais um documentário que abrange toda a franquia, narrado pelo ator John Hurt;
  • Galeria – Patches e Logos;
  • Aliens 3D: Roteiros da Atração e Galeria de Imagens;
  • Aliens no Porão: A Coleção Bob Burns (17 min.) – Ótimo featurette onde conhecemos a coleção de Bob Burns, que foi encarregado pela Fox de armazenar e cuidar da maioria dos objetos e figurinos vistos nos filmes da série;
  • Paródias – Sátiras da série animada UMA FAMÍLIA DA PESADA (1 min.) e do filme S.O.S: TEM UM LOUCO NO ESPAÇO (2 min.), sendo que nesta última o ator John Hurt recria sua cena mais famosa de ALIEN;
  • Galeria de Capas da Dark Horse.

Jorge Saldanha

68 comentários em “Resenha: Alien Anthology (Blu-ray)

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