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ANDROMEDA – A Saga de Dylan Hunt


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[SPOILERS] Majel Roddenberry, durante a década de 1990, encontrou rascunhos de novas ideias para séries criadas pelo seu falecido marido Gene Roddenberry, o criador de Jornada nas Estrelas. Reconhecendo o potencial comercial de alguns deles, usou-os como base para novos projetos televisivos. Um deles foi Terra: O Conflito Final (exibida no Brasil há alguns anos pelo então canal pago USA, hoje Universal), que devido ao seu sucesso possibilitou a criação de outra série: Gene Roddenberry’s Andromeda.

A Tribune Entertainment (uma produtora independente) negociou com os advogados de Gene o desenvolvimento da nova série. Kevin Sorbo (o Hércules da série dos anos 1990) foi escolhido para interpretar o Capitão Dylan Hunt, que após ficar trezentos anos em animação suspensa a bordo de sua nave, a Andromeda Ascendant, reúne uma tripulação de aventureiros e os convence a ajudá-lo a reerguer a Commonwealth – a outrora vasta Comunidade Interestelar cujo declínio iniciou após ter sua frota destruída pela raça dos nietzscheanos. 

Tomando o ponto de vista da criação mais famosa de Roddenberry, Jornada nas Estrelas, Andromeda trabalha com o seguinte conceito: o que aconteceria se a nave Enterprise ficasse desaparecida, e quando retornasse descobrisse que a Federação Unida de Planetas havia sido destruída? Conhecendo o perfil dos Capitães James Kirk e Jean-Luc Picard, sabe-se que eles tentariam reerguer a Federação. E é esta justamente a missão de Dylan, reerguer a Comunidade que fora destruída 300 anos atrás por uma guerra civil, iniciada pelos nietzscheanos.

O Capitão Dylan Hunt e a tripulação da Andromeda Ascendant
O Capitão Dylan Hunt e a tripulação da Andromeda Ascendant

Na primeira temporada da série, além de Dylan, compõem a tripulação da Andromeda o nieztscheano Tyr Anasazi (Keith Hamilton Cobb), a comandante da nave Eureka Maru e Primeiro Oficial da Andromeda Beka Valentine (Lisa Ryder), o engenheiro e quebra-galho da nave Seamus Harper (Gordon Woolvett), o magog Reverendo Ben (Brent Stait), a enigmática alien Trance Gemini (Laura Bertram) e a própria nave Andromeda, dotada de inteligência artificial e cujo avatar e corpo andróide são interpretados pela bela atriz Lexa Doig.

No final da temporada, descobre-se que os magogs estão preparando uma invasão que pode devastar três galáxias. Durante a segunda temporada eles continuam buscando a adesão de mundos e sistemas para o novo governo galáctico, quando descobrem que os pyrianos (uma raça muito poderosa e inimiga da antiga Comunidade) estão de volta. Também surge a ameaça do Abismo (aliens invasores de outra dimensão).

A Andromeda Ascendant
A Andromeda Ascendant

No inicio da terceira temporada já está formada uma nova Comunidade, com cinquenta planetas membros. Contudo, além do baixo orçamento e do afastamento progressivo de Robert Hewit Wolfe da produção, que redundou numa drástica queda na qualidade dos roteiros (que passaram a ser mais centrados em Dylan Hunt), este foi um dos maiores problemas de Andromeda: criar tão cedo uma nova Comunidade tirou o foco principal da série.

No final desta temporada, Tyr trai Dylan e assume o controle do Império Nietzscheano para combater a ameaça do Abismo, e até mesmo a nova Comunidade. Em seu lugar, na quarta temporada, entra para a tripulação da Andromeda Telemachus Rhade (Steve Bacic), o descentende do antigo Primeiro Oficial da Andromeda Gaheris Rhade, que já havia traído Dylan no passado. Nesta temporada até a Comunidade Interestelar, que está sendo manipulada pelos coletores, se torna inimiga da tripulação da Andromeda. No final da temporada Dylan derrota os magogs, que estavam aliados ao Abismo, e descobre-se que o capitão é um ser atemporal.

Na quinta e última temporada Dylan e a tripulação da Andromeda são transportados para o Sistema Seefra, onde descobrirão a localização de Tarn-Vedra, a capital perdida da Commonwealth, e a verdadeira natureza de Trance Gemini. Ao final a ameaça do Abismo é destruída, e a frota da Comunidade Interestelar retorna para Tarn-Vedra. As cinco temporadas de Andromeda foram exibidas nos EUA entre 2000 e 2005, e no Brasil a série foi transmitida pelo canal pago AXN.

Guilherme da Costa Radin

22 comentários em “ANDROMEDA – A Saga de Dylan Hunt

  1. etsilvio

    Uma pena que uma série tão bacana nunca foi nem será lançada em DVD aqui no Brasil

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  2. A série desanda justamente quando DYlan, resolve reerguer a Federação dos Planetas. A coisa foi realizada de forma muito facil, e como a propria resenha diz os roteiros eram sofriveis (bem aumentei um pouco). Os personagens sofriam mudanças para tentar cativar o publico, colocando-se mais ação (mas sem sucesso). As cenas da nave “auxiliar” dentro do angar era visivelmente pintada, fotografada ou algo do genero, para se dar a ilusão de movimento havia um “efeito vapor”. Não consegui ultrapassar a terceira temporada (que não vi até o final). Desculpem os fãs de Andromeda, mas Roddenberg não merecia isto………

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  3. Mesmo cheia de falhas, a série era diversão garantida e é mesmo uma pena que não tenha sido lançada em DVD no Brasil. Acho difícil inclusive que seja reprisada (novamente uma pena). Até achar pra baixar está difícil.

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  4. guilherme radin

    existe a lista de discussão do yahoo sobre andromeda.la eles devem saber onde tem.
    geralmente no yahoo,quando digito alguma serie junto com a palavra “dowload”.aparecem muitos sites.
    recentemente achei desse modo,todas as series japonesas live action para baixar.
    pretendo aos poucos fazer artigos sobre todas elas.

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  5. Myriam Castro

    Bem … eu sou grande fã dessa série, e penso que, longe de ser algo “estereotipado”, foi, sim, muito bem bolada.
    Chegaram a parar para pensar sobre, por exemplo, aquelas mensagens que surgiam na abertura de cada episódio …? Havia ali um bocado de profundidade e genialidade!
    Os eventos ocorridos em cada Temporada têm estreita ligação entre si, e seguem uma espécie de “linha evolutiva”. Dylan Hunt é um indivíduo de natureza complexa, e com uma característica bem diferente dos heróis de Sci-Fi que conhecíamos até então – incluindo o próprio Capitão Kirk -: para começar, nem terráqueo é, e sim pertencente a uma espécie geneticamente modificada, nascido num planeta distante (Tarn Vedra é sua pátria).
    Isso sem falar na complexa estrutura social dos Nietzscheans – em clãs, que sempre viviam em conflito entre si, cada qual com objetivos e mentalidade próprios.
    Por fim, temos um ponto que sem dúvida foi o forte da série: a complexidade de Andromeda como nave de guerra e Inteligência Artificial (um “ser sensciente”, termo que surge várias vezes na série) – só como curiosidade, o “nome completo” dela era “Shining Path of Truth and Knowledge – XMC 10-182 Andromeda Ascendant” (“Caminho Fulgurante da Verdade e do Conhecimento”). E ela era ligada ao Capitão de uma forma interessantíssima, através de um implante que ele tinha sob a pele, no pescoço. Se Dylan morresse, ela perdia o controle, “enlouquecia”, e ninguém mais poderia ter acesso ao seu vasto arsenal e imenso poder de fogo.

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  6. Renato Dantas

    Assisti até a última temporada a princípio gostei muito até a 2.a temporada perfeito, mas é visível a queda gradual de qualidade do roteiro a partir da 3.a temporada, até que gostava da piadinha do capitão “nunca é fácil”, e acho que a crise nos tirou o que deveria ter sido uma grande série de ficção, e a forma como apelaram na última temporada, destruindo a androide andromeda pra colocar uma gostosa, fala sério, o gancho pra isso acontecer me fez dar risada, tudo bem que mulher bonita nunca é demais e poderiam ter acrescentado a personagem de uma forma mais factível,… pô, praticamente chamaram a gente de burro e encheram linguiça de qualquer jeito só pra cumprir contrato. Acho que essa série merece ser refilmada com roteiristas de peso e totalmente reescrita a partir do primeiro episódio da 3.a temporada tratando com o respeito que merece. Haa e mantendo uma japinha como andromeda,…. clarrro

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