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Resenha: Stargate Universe 2×04 – Pathogen


[SPOILERS] “I’m not cured, am I?” Depois de três episódios seguidos de dramas no espaço, é altura de regressarmos à Terra, com a ajuda das malfadadas pedras e ver se é desta que a história corre melhor.

Não sendo, nem de perto nem de longe, uma fã das pedras, pelo facilitismo que elas representam para a história, é com algum temor que se vê chegar mais um episódio onde o recurso às mesmas é novamente explorado, especialmente depois dos exemplos de (má) utilização do mesmo que tivemos no passado. Felizmente, e seguindo a tendência da série nesta segunda temporada, “Pathogen” pode ter usado novamente as pedras para enviar algumas personagens de volta à Terra para passarem algum tempo com os seus entes queridos, mas pelo menos desta vez não pareceu tão desajustado como, por exemplo, quando uma certa pessoa foi a uma festa embebedar-se. Mas adiante, vamos cingir-nos ao que interessa verdadeiramente: as histórias de Eli (David Blue) e Wray (Ming-Na).

Embora diferentes, os dilemas causados em ambas as famílias são resultado do mesmo: a falta daqueles a quem amam. Se para a mulher de Wray, isso significa que as saudades são cada vez mais difíceis de aguentar, especialmente quando não há, por agora, qualquer esperança de rever quem ama, já para a mãe de Eli o desespero pelo desaparecimento do filho que não vê desde que recebeu em casa a visita da Força Aérea, está a fazê-la perder qualquer gosto pela vida, pondo em risco a sua já fragilizada saúde. Como descobrimos na última visita à Terra de Eli, a mãe é portadora do vírus da SIDA, e sem o filho para animar, está cada vez mais fraca, recusando-se a tomar os medicamentos. Se para os outros familiares a falta dos seus entes queridos é difícil de suportar, para quem não conhece ainda o segredo do projecto Stargate, tudo é ainda pior, pois nem sequer podem conversar francamente. Ao ver a mãe assim, tão derrotada, Eli resolve ser frontal, e revelar tudo o que se passa, mas a coisa não corre como o esperado.

Deixando de lado o facto de, cada vez que vemos os familiares e amigos dos sobreviventes da base Icarus a saberem tudo e mais alguma coisa sobre um programa que, supostamente, é secreto, me deixa agoniada, é preciso admitir que as cenas entre os dois casais em questão esta semana – Eli e a mãe, Wray e a mulher – foram muito interessantes e debateram uma questão que toca a todos. Por cá pode não haver portais misteriosos que nos transportam para o outro lado da galáxia, mas as saudades e o desespero por não saber se um dia voltaremos a ver aqueles a quem mais queremos, bate da mesma forma.

Mas porque nem só de tristeza na Terra se baseou este episódio, é a bordo da Destiny que o mais interessante teve lugar. Finalmente, depois de umas desculpas meio esfarrapadas no episódio de estreia da segunda temporada, a questão da “milagrosa” e instantânea cura de Chloe (Elyse Levesque) foi abordada, e da melhor forma. Como já se tinha teorizado, a cura da perna de Chloe estará relacionada com o rapto de que foi vítima na temporada passada, e que parece ter mais repercussões do que meramente um buraco de bala a menos na perna. As atitudes estranhas de Chloe começam cada vez mais a dar nas vistas, e os seus desaparecimentos levantas as suspeitas de Scott (Brian J. Smith), que se vê obrigado a confidenciar em Young (Louis Ferreira) e Rush (Robert Carlyle). Se para Young tudo isto parece altamente estranho, já para Rush transforma-se em mais uma oportunidade para não só afastar de si as suspeitas sobre o que está a acontecer à nave cada vez que resolve mexer na sala de comando, mas também para resolver algumas dúvidas que permanecem no ar. A forma como Rush desvia de si as atenções é bastante interessante, tal como o é a forma como consegue, no final, arranjar uma aliada – mesmo que relutante – para desvendar os mistérios da Destiny. Resta agora saber onde é que esta história irá parar… Uma coisa é certa – está-se a caminhar no sentido certo, e espera-se que até à midseason finale este assunto seja devidamente explorado.

Por último, e porque por agora continuam a ser uma nota de rodapé nos episódios… a questão do que fazer com os membros da Lucian Alliance que permanecem a bordo foi resolvida… mas não da melhor maneira. Se bem que era preciso fazer alguma coisa com eles, e deixá-los trancados até ao fim dos dias na Destiny não seria a melhor opção, libertá-los a todos assim, de qualquer maneira, e apenas com uma escolta (de uma pessoa) atrás parece algo perigoso, especialmente tendo em conta as personalidades algo… conflituosas que temos no grupo. A ver vamos se esta escolha de Young não terá sido, como Greer (Jamil Walker Smith) avisa, a errada.

Syrin
Via [TVDependente]

5 comentários em “Resenha: Stargate Universe 2×04 – Pathogen

  1. Gostei muito da resenha.

    Não sinto raiva das pedras como tanta gente por aí. Tudo bem que seu uso foi exagerado no começo, mas agora acredito que acharam um equilíbrio para esse elemento.

    Achei emocionante esse trecho do Eli e creio eu que isso fundamentou as [por mim] esperadas mudanças no seu papel na trama, agora que não há motivos para enfraquecerem a personagem graças à nova… oops, sem spoilers, rs!

    Agora é torcer por fora, para que a MGM não cancele a série ou a venda para alguma produtora melhor.

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  2. Resenha legal, melhor que o episódio em si. Infelizmente as pedras servem de “mão na roda”. Tem problemas sem solução, utilize as pedras. Esta sem assunto a abordar, use as pedras. É interessante que os caras dentro da nave não conseguem descobrir nada, Outras pessoas que so tem a acesso a tecnologia mais moderna dos Ancients, tem a resposta que eles procuram. Em alguns casos, tudo bem, mas o excesso de utilização cansa. E ainda vai ser muito usado, pois MCKay vai aparecer em episodio futuro, e só tem um jeito…..as pedras. A serie resolveu adotar outro tipo de abordagem para a franquia, até ai tudo bem, mas precisamos de BONS roteiros, e não o que vem sendo apresentado………

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  3. Luciano Blues

    Cansei desse choro universal por causa das pedras. Elas são necessárias no contexto, como elo entre os SG anteriores. O elenco de personagens SGU não é composto por ‘catedráticos’ em tecnologia dos antigos, eles precisam de acesso às informações ‘adquiridas’ nas investigações dos episódios de SG1 e SGA.

    Informações às quais até o momento não havia acesso na Destiny. E duvido muito que na trama a nave exploratória as tenha, visto que, pelo que é facilmente entendível na série, ela é realmente muito antiga. Prova disso é que – para quem acompanhou minimamente a série como eu – o stargate dela é de 9 ‘chevrons’, contra 8 de Atlantis e 7 do SG1.

    A do SG1 era a que consumia menos energia e a da Destiny consome planetas inteiros, o que foi visto por duas vezes.

    E as séries tem que estar interligadas de alguma forma. Sobrou para as pedras, oriundas do tão cultuado SG1. Nada mais natural se utilizar pra valer do único recurso disponível para se comunicar com seu lar. Perfeitamente plausível.

    Sei que gosto não se discute, mas estes são meus argumentos para gostar da série.

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  4. A ligação ou elo entre as séries não seria o STARGATE? Se fossem só as pedras, para que o titulo?

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  5. E não é “chororo”. As pedras serem utilizadas não é o problema maior, e sim a falta de conteudo nos episódios. A reclamação geral é esta, embora alguns entendam que o que os fãs pedem é pancadaria e explosões. As séries de ficção cientifica, sempre foram conhecidas pelos roteiros, BONS roteiros. Complicados algumas vezes? Sim, mas bons. SGU tem mesclado bons episódios, com episódios fraquissimos e repetitivos (como a resenha de Clovergate diz), Ocorre em outras séries? Sim. Mas elas sempre procuram se corrigir, quando percebem a rejeição pelo publico.

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