Filmes Resenhas - DVD e Blu-ray

Resenha: Outlander – Guerreiro Vs. Predador (Blu-ray)


Produção: 2008
Duração: 114 min.
Direção: Howard McCain
Elenco: James Caviezel, Sophia Myles, Jack Huston, Ron Perlman, John Hurt
Vídeo: Widescreen Anamórfico 1.78:1 (1080p/AVC MPEG-4)
Áudio: Inglês (Dolby Digital 5.1), Português (Dolby Digital 2.0)
Legendas: Português
Região: A, B, C
Distribuidora: Imagem
Discos: 1
Lançamento: 17/11/2009
Cotações: Som: **** Imagem: **½ Filme: *** Extras & Menus: * Geral: **½

SINOPSE
O reino dos Vikings, grandes exploradores e desbravadores dos mares, é ameaçado por uma monstruosa e poderosa criatura que pode destruir toda a população. Para deter a fúria deste predador, o povo contará com a ajuda de um homem vindo de outro mundo. Será necessário unir a coragem e os conhecimentos deste soldado com a força dos Vikings, para que a batalha possa ser vencida.

COMENTÁRIOS
Filmes de Vikings têm sido nos últimos anos sinônimos de fracasso, e com este OUTLANDER – GUERREIRO VS. PREDADOR (OUTLANDER, 2008), a história se repetiu. A diferença é que ele adiciona um elemento de ficção científica a uma trama claramente inspirada na lenda do herói nórdico Beowulf – vista nas telas pela última vez na animação 3D BEOWULF, de Robert Zemeckis (também um fracasso de bilheterias). Com uma trama previsível e recursos de produção medianos, mas bem empregados, OUTLANDER, do diretor e co-roteirista Howard McCain, foi lançado nos cinemas da América do Norte praticamente sem divulgação, e ano passado foi distribuído diretamente em DVD e Blu-ray no Brasil. Visto sem maiores pretensões, ele se revela uma boa diversão para quem gosta de cenas de ação e violência com efeitos visuais que, se não são de ponta, também não possuem o (baixo) nível das produções similares.

No ano 709 D.C. uma espaçonave alienígena cai nos fiordes da Noruega, e o soldado Kainan (Jim Caviezel, de A PAIXÃO DE CRISTO) pensa ser o único sobrevivente. Mas ao encontrar uma aldeia devastada, Kainan percebe que ela foi atacada por um temível predador que também estava a bordo. Capturado pelo guerreiro Wulfric (Jack Huston), o alienígena de aparência humana é levado à presença do Rei Rothgar (John Hurt, de ALIEN) e é considerado responsável pela destruição e morte dos aldeões. No entanto, quando o líder rival Gunnar (Ron Perlman, de HELLBOY) acusa Rothgar de massacre semelhante em seus domínios, eles percebem que Kainan fala a verdade quando diz que é a fera conhecida como Moorwen a responsável pelos ataques. Kainan é inocentado e passa a conquistar a confiança do Rei e de sua filha Freya (Sophia Myles), unindo-se aos Vikings para caçar o formidável inimigo.

Esta mistura de BEOWULF com PREDADOR estaria irremediavelmente perdida se o monstro Grendel, quero dizer, Moorwen, não fosse convincente – e felizmente este não é o caso. De início pouco vemos da criatura, no máximo a luz púrpura que emite antes de atacar suas presas. Quando ela finalmente se revela por inteiro, vemos que se assemelha a uma versão menor e quadrúpede do Godzilla levado às telas em 1998 por Roland Emmerich – não por acaso, ambas as criaturas foram criadas pelo especialista Patrick Tatopoulos. Os efeitos visuais em sua maior parte são muito bons, dado o orçamento limitado do filme. Destacam-se em especial os flashbacks da destruição do mundo natal dos Moorwens, que nos dão uma outra compreensão sobre as criaturas.

O elenco também ajuda a fazer com que OUTLANDER não seja uma produção esquecível. John Hurt interpreta com altivez o Rei Rothgar, e Caviezel se sai bem na pele do herói Kainan. Myles faz o contraponto aos personagens dominantes masculinos, tornando sua personagem algo mais do que o simples interesse amoroso do herói. Huston, por sua vez, não compromete como o antagonista carismático que, aos poucos, torna-se amigo de Kainan. Tivesse OUTLANDER um roteiro mais inventivo poderia, ainda que tardiamente, tornar-se um daqueles clássicos ou cults subestimados quando de seu lançamento. Mas como não tem, deve ser visto como uma boa aventura sci fi classe B que, para os fãs do gênero, vale pelo menos uma locação.

 SOBRE O BD
A Imagem vem lançando seus Blu-rays no Brasil de forma irregular, alternando boas edições com outras, para dizer o mínimo, equivocadas. Autorado e replicado no Brasil, para o alto padrão do formato o título peca tecnicamente sob qualquer aspecto – imagem, som e extras. O filme foi rodado digitalmente na proporção de tela 2.35:1, e é nela que ele deveria ser apresentado no Blu-ray. No entanto, a transferência anamórfica 1080p/AVC MPEG-4 possui o aspect ratio 1.78:1, ou seja, foi adaptada ao formato exato das televisões 16:9 a fim de eliminar as tarjas pretas acima e abaixo da imagem. Aparentemente aqui foi utilizada a mesma transfer do medíocre Blu-ray canadense de OUTLANDER, cujos problemas não se limitam a esse. A imagem, nas cenas bem iluminadas, até que não é má: apresenta ótimo contraste e muitos detalhes, e as cores, obedecendo à estética do filme, são frias mas muito estáveis e corretamente reproduzidas. Nas cenas noturnas, as cores emitidas pelo Moorwen são fortes e brilhantes, gerando um efeito bem interessante.

Porém é exatamente nas sequências escuras que surgem as maiores inconsistências da imagem, onde os pretos, longe de serem fortes, nem preto são, estando mais para um cinza azulado que envolve os atores e objetos e prejudica sensivelmente a reprodução de texturas e detalhes finos. Por vezes, mesmo nas cenas claras, notam-se alguns ruídos e problemas de bordas, especialmente na composição de imagens de efeitos visuais – prováveis sintomas da origem modesta da produção. Os pecados deste lançamento prosseguem no quesito som. A faixa original em inglês lossless DTS-HD Master Audio 5.1, provavelmente em razão da utilização aqui de um disco de camada simples (BD-25) foi substituída por uma mixagem comprimida Dolby Digital 5.1. Por mais sorte do que juízo, apesar da faixa lossy ser obviamente inferior ao áudio original lossless, ela é bem decente. Os diálogos são claros, o campo sonoro é detalhado, os efeitos surround são bem ativos e os graves são fortes – destaque para a sequência inicial da queda da nave de Kainan. Também há legendas e dublagem em português, esta apenas Dolby 2.0. Mas tudo isso, aliado à completa ausência de extras, demonstra claramente que a Imagem resolveu cortar os custos de produção neste BD de OUTLANDER, tornando-o um lançamento em alta definição de segunda (ou terceira) linha.

EXTRAS
Como já citado rapidamente acima, o Blu-ray nacional de OUTLANDER não traz qualquer tipo de extra, nem um trailer sequer. Até mesmo a criticada versão canadense deste filme é melhor do que a nossa, já que pelo menos utiliza um BD-50 que garante o espaço necessário para a inclusão de som em alta definição e extras que incluem comentários em áudio, featurettes e várias cenas eliminadas. 

Jorge Saldanha

4 comentários em “Resenha: Outlander – Guerreiro Vs. Predador (Blu-ray)

  1. Pingback: Resenha: Outlander – Guerreiro Vs. Predador (Blu-ray) | Movies Online

  2. Bassvix

    Eu gostei do filme, mas que sinopse, pra variar, não explica nada direito.

    Curtir

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