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Resenha: Caprica 1×09


Spoilers abaixo!

Caprica 1×09: “End of Line”

Apesar de ser muito chato, hoje em dia é mais fácil descobrir se alguma coisa interessante vai acontecer numa série se o calendário de exibição estiver chegando numa pausa. Caprica acompanha esta idéia, pois tudo o que foi (lentamente) tratado nos primeiros episódios era para nos trazer até este último (da primeira parte), em que cada personagem chegaria ao seu respectivo clímax. O problema é que, caso não funcione tão bem, isto deixa aquela sensação de decepção.

E isto nem é uma série sobre a Máfia!

O começo do episódio já entrega o que será (ou tentará ser) – aquele que teve mais ação. A história da fuga do cylon (Zoe) era a aposta para trazer a maior parte da ação do episódio, e o faz. O único problema é que a fuga em si empolga menos do que os momentos que a precederam. É muito mais empolgante ver Daniel sendo pressionado a entregar os robôs e, consequentemente, tomando a decisão acabar com as anomalias do MPC para poder criar cópias, o que acabaria com o original também. Isto faz com que o cylon se revele para Philo como Zoe, e peça sua ajuda para fugir. Obviamente, Philo sinaliza quebra de segurança e, em seguida, é atirado contra a parede pelo cylon, que escapa do laboratório.

Também temos a história da SDU, mais especificamente a divisão e a luta pelo poder, de um lado a irmã Clarice e do outro Barnabas. Vemos um agindo contra o outro e, enquanto Clarice vai pedir permissão para matar seu adversário, Barnabas já está explodindo seu carro. Claro que isto é só o começo, mas já é uma das tramas que mais podem render bem na segunda parte desta primeira temporada. Menos empolgante foi a parte que nos mostrou Adama, que decepcionou, principalmente, na reaparição de Tamara, que tinha se tornado o Neo e agora, pelo jeito, virou dona de casa. Pelo menos ela meteu uma bala na testa do pai, o que impede Adama de voltar para o jogo e, melhor ainda, de nós termos que aturar suas aventuras por lá.

Namoro virtual também termina em tragédia

Já Amanda nem esteve especialmente ruim, mas parecia estar totalmente fora da história. Superou a perda da filha, mas ainda sofre pelo irmão. Falta colocar o personagem dentro da história, seus sofrimentos sempre vem de momentos que não foram contados. Então fica difícil de importar-se com ela, nem sei direito quem é. Para mim, ela ainda é a louca que diz que a filha morta é terrorista sem prova alguma, e que fez isso novamente, agora com Daniel, bastou o Vergis dizer qualquer coisa sobre o marido e pronto, ela acredita. Dedos cruzados pelo sucesso dela na tentativa de suicídio.

Acho que muitas coisas deste episódio poderiam ter acontecido umas semanas atrás, mas ainda assim, acabaram criando boas tramas e viradas para a metade final da temporada – que vai ser exibida só no final do ano – e, principalmente, andaram com aquelas histórias que se arrastavam desde o piloto. Contanto que não usem da mesma estratégia de guardar tudo para o fim, acho que a temporada terá o final muito melhor que o início.

Carlos E. Cruz

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