R.I.P.: TERRA NOVA (ATUALIZADO)

Morte anunciada: Terra Nova entrou pelo cano

ATUALIZADO em 27/03/2012: As negociações entre a 20th Century Fox TV e a Netflix se encerraram sem que as partes tenham chegado a um acerto. Isso, somado ao fato de que alguns membros do elenco de Terra Nova já estão vinculados a outros projetos, parece indicar que a série chegou mesmo ao seu fim.

ATUALIZADO em 08/03/2012: A produtora 20th Century Fox TV está em “conversações” com o serviço de streaming de video Netflix para que ele exiba a 2ª temporada da série com exclusividade. O Netflix já adotara outra série órfã, Arrested Development, contudo as tratativas quanto a Terra Nova são preliminares e ainda não se sabe ao certo se levarão a algum acordo efetivo. 

O EW noticiou que a rede Fox cancelou a série com dinossauros produzida por Steven Spielberg, Terra Nova. A decisão não surpreende já que a série, desde a pré-produção até o final de sua exibição, enfrentou uma série de percalços que, combinados, levaram à sua “morte”: alto custo com efeitos visuais meramente decorativos, vários problemas de produção que atrasaram sua estreia, roteiros que não exploraram direito o potencial da premissa, críticas negativas, baixa audiência, etc. Comenta-se que a 20th Century Fox TV, a divisão do grupo que produz a série, irá oferecê-la para outras redes, mas as chances de que alguma delas compre a cara produção são mínimas. Nós, desde que foi anunciado que o notório pé-frio Brannon Braga estaria na equipe de produção, já esperávamos pelo pior… Agora, resta aguardar pelo destino de duas outras séries sci fi exibidas pela Fox que também estão com a corda no pescoço: Alcatraz e Fringe, cujas atuais temporadas ainda não se encerraram. Mas não desanimem: aconteça o que acontecer, vem aí a segunda temporada de Falling Skies na TNT!

Futuros incertos: TORCHWOOD, TERRA NOVA, FRINGE

Myles, O'Mara e Jackson: esperançosos atores de séries a perigo

Torchwood
Após a decepção que foi a americanizada 4ª temporada de Torchwood (Miracle Day), a série entrou numa espécie de limbo, já que nem a BBC nem o canal Starz a cancelaram oficialmente, mas por outro lado também não aprovaram uma 5ª temporada. No momento o criador e produtor Russell T. Davies está desenvolvendo uma nova série infanto-juvenil para a BBC - Aliens Vs. Wizards – e enfrenta problemas pessoais (seu companheiro está com câncer), fatos que dificilmente possibilitarão que ele retorne em breve ao universo do Capitão Jack Harkness & Cia. A atriz Eve Myles (Gwen) declarou que, assim como John Barrowman (Jack), está pronta para retornar, mas acredita que nada irá acontecer em 2012. Já para 2013 ela espera que seja feito um filme (sorry Eve, espere sentada).

Terra Nova
Apesar do elenco já estar contratado para a 2ª temporada, nada da Fox fazer um anúncio oficial a respeito. Descansando em casa, o ator Jason O’Mara (Jim Shannon) sugeriu maneiras de melhorar a série: usar melhor os dinossauros (“é preferível um dinossauro fantástico em apenas um episódio do que vários episódios com dinossauros que simplesmente não fazem diferença”) e explorar mais o período de 2149 nas tramas (sorry Jason, achamos que o melhor mesmo é eliminar totalmente a família Shannon da série).

Fringe
Após a atual 4ª temporada, o destino da série é sombrio. Após a Fox já ter declarado oficialmente que a renovação depende de a Warner (que produz o programa) reduzir bastante os valores que cobra da emissora por cada episódio, o cancelamento é quase certo. J.J. Abrams declarou manter a esperança de que haverá uma 5ª temporada, e que após rodar Star Trek 2 adoraria voltar a dirigir um episódio (ele dirigiu somente o piloto). Já o ator Joshua Jackson (Peter) está sugerindo que o programa vá para a TV a cabo ou até mesmo para serviços de video on demand, tipo Netflix. Precavido, o produtor-executivo Jeff Pinkner declarou que a equipe já tem planejados os últimos episódios da 4ª temporada, e que eles poderão ser adaptados para servirem de desfecho para a série.

Renovações de séries: TERRA NOVA poderá voltar, FRINGE a perigo (de novo)

Qual família você prefere: Shannon (Terra Nova) ou Bishop (Fringe)?

Não podemos ser ingênuos: é a rentabilidade, e não o fator criatividade/qualidade, que comanda as decisões de estúdios e emissoras em lançar produtos e, no caso de séries de TV, mantê-las no ar. Em um recente evento na Television Critics Association, o presidente de entretenimento da Fox Network,  Kevin Reilly, falou sobre um fator que poderá ser decisivo para o futuro das séries Terra Nova e Fringe, exibidas pela rede nos EUA: dinheiro. Segundo Reilly, Terra Nova deixou a desejar criativamente mas foi rentável para a Fox, sem adiantar se ela terá uma 2ª temporada (devido aos efeitos visuais que a série emprega, a decisão de sua renovação terá de ser tomada no máximo até abril). Já quanto a Fringe o presidente foi taxativo: a série não será renovada a menos que a Warner reduza os custos para a Fox: “Perdemos muito dinheiro com o programa”, ele disse. “Com aquela audiência e naquela noite é quase impossível que ganhemos dinheiro. Não estamos no negócio de perdermos dinheiro, então estamos tentando chegar a um número que nos permita continuar com a série. Ainda não nos sentamos com os produtores”, completou Reilly. Assim, esta é a dura realidade dos fatos, exposta pelo executivo. Pela frieza dos números, a criticada Terra Nova provavelmente será renovada, enquanto a elogiada (mas menos vista) Fringe dificilmente deixará de se encerrar com a atual 4ª temporada. Considerando que a Fox passa a exibir este mês a nova série sci fi de J.J. Abrams, Alcatraz, tudo indica que ela sucederá a Fringe, apesar de ambas ocuparem espaços distintos na grade de programação da emissora.

Resenha: TERRA NOVA: 1×12 – Occupation e 1×13 – Resistance

[SPOILERS] “Terra Nova” já despediu-se dos ecrãs norte-americanos (sendo que no Brasil e por cá em Portugal, concretamente na TVI, ainda deve durar mais umas semanas) e apesar de deixar a porta aberta para uma hipotética segunda temporada, cuja concretização é difícil mas não impossível, fecha com relativo sucesso esta sua primeira época (uma época de altos e baixos, é certo).

A verdade é que “Terra Nova” começou insonsa, caiu para o intragável e, na recta final, tornou-se agridoce, tendo conseguido ofuscar mas não livrar-se (daí o agridoce) de algumas limitações (como o fraco desenvolvimento da maior parte dos seus personagens e os plots secundários banais ou demasiado infantis) a partir do momento em que focou as suas atenções na mitologia, a qual, não sendo prodigiosa, é claramente a maior força da série. A grande dúvida agora será se, caso ganhe a tal ansiada segunda temporada, conseguirá aproveitar os avanços destes últimos episódios e utilizá-los como base para definir o caminho que quer percorrer e finalmente estabelecer-se como a série que muita gente quer que ela tivesse sido desde o início.

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Resenha: TERRA NOVA: 1×11 – Within

[SPOILERS] Estes últimos episódios de “Terra Nova” têm sido diferentes. E para melhor. Mas calma. A série não se tornou num “Breaking Bad” do dia para a noite. Nem de perto. Continua a ser povoada de personagens limitados (para ser simpático…), a ter alguns diálogos risíveis (“What you say can and will be used against you”) e a dispersar-se em plots secundários banais e desinteressantes. Porém, nestes últimos episódios conseguiu tornar a sua história mais compacta porque se passou a focar nos (poucos) pontos positivos que a série consegue ter: a sua mitologia e os seus melhores personagens (Taylor, Skie, Mira e Lucas).

Desta feita, e tal como no episódio anterior, o plot A foca-se no espião e na descoberta de quem ele (neste caso, ela) é na realidade. Foi bom que a questão tivesse sido resolvida de forma tão célere. No episódio anterior deram-nos a conhecer que a Skye (Allison Miller) é a espia e quais as razões que a levaram a tal atitude, mas decidiram manter essa informação escondida dos personagens. Neste, os personagens ficam a saber exactamente o que nós, espectadores, já sabíamos e isso permite a que a narrativa flua de forma mais aberta, não havendo aquela reacção natural de estarmos a revirar os olhos de cada vez que os personagens não se apercebem da verdade por um mero desencontro ou por simplesmente não estarem com atenção suficiente ou não serem suficientemente espertos. Assim, surge a oportunidade de que o foco sejam os dilemas resultantes da descoberta e a narrativa ganha com isso.

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Resenha: TERRA NOVA: 1×10 – Now You See Me

[SPOILERS] O mais recente episódio de “Terra Nova” é nova prova de que quanto mais a série desvia o seu foco da família Shannon melhores resultados consegue. O problema não é a tenra idade das personagens (o que não faltam são exemplos de boas séries/filmes cujos protagonistas são crianças ou adolescentes) mas sim a sua profundidade, que é praticamente zero. Isso reflecte-se claramente na linha de argumento deste episódio que envolve a Zoe (Alana Mansour) e o bebé dinossauro, em que, no final, surge todo o clã Shannon imerso em felicidade como se estivessem a pousar para uma fotografia de família, revelando-se novamente que nada mais são do que arquétipos de todas as famílias de todos os filmes de temática familiar que alguma vez possamos ter visto. Eles são demasiado comuns para despertarem algum interesse e quando os argumentistas os tentam revelar como sendo mais que isso acaba por aparentar a falso. Felizmente, este “Now You See Me” deixa os Shannon um pouco mais de lado (excepto o Jim, pois, afinal, ele ainda é o protagonista desta história) e dedica-se a aprofundar algumas das personagens secundárias, personagens essas que conseguem revelar-se como bem mais apelativas.

Voltamos a ter o Comandante Taylor (Stephen Lang) como um dos destaques, aquela que é claramente a personagem mais bem trabalhada neste série e, consequentemente, aquela cujo percurso melhores histórias permite. Desta feita, temo-lo durante quase todo o episódio acompanhado daquela que será uma das grandes antagonistas desta temporada, a Mira (Christine Adams). Só por si, a actriz já tem uma presença no ecrã carismática e enigmática o suficiente para facilmente me deixar interessado naquilo que ela tem para dizer. E, neste episódio, temos oportunidade de a conhecer um pouco mais a fundo.

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Resenha: TERRA NOVA: 1×09 – Vs.

[SPOILERS] Com o passar das semanas e o desenrolar da série, apesar de a ver votada a uma pobreza quase franciscana sempre tive esperança de que um dia “Terra Nova” mostrasse que realmente valera a pena o quase sacrifício que foi ver o desperdiçar de uma boa premissa episódio após episódio. E eis que, chegados ao nono episódio da temporada, a série finalmente revela algum do potencial que tem adormecido.

“Vs.” foi um episódio fabuloso? Não, longe disso. Mas foi uma melhoria em relação aos restantes? Sem dúvida. Pode não entrar para a história da televisão mas pode muito bem entrar para a história da série, seja por eventualmente marcar uma mudança de direcção (o que eu duvido, mas não há mal em ter esperança) ou, no mínimo dos mínimos, porque é a primeira amostra que esta série pode ser bem mais do que aquilo que tem mostrado ao longo dos episódios iniciais que marcam esta sua primeira (e possivelmente última) temporada.

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Resenha: TERRA NOVA: 1×08 – Proof

[SPOILERS] Boredom, thy name is “Terra Nova”. Hoje começo com uma proposta de um exercício: vejam um episódio de “Terra Nova” logo na terça-feira e tentem escrever uma crítica ao mesmo cinco dias depois. Acontece tanta coisa, mas tanta coisa, aborrecida, desinteressante e banal nesta série que passados cinco dias é difícil conseguir lembrar o que raio aconteceu no episódio.

O episódio arranca com um momento de cumplicidade entre o Jim (Jason O’Mara) e o Comandante Taylor (Stephen Lang). A fortificação da relação entre estes dois é algo que a série tem apostado e é das poucas coisas que até resultam em certa medida. Ambos estão à pesca e apanham o pior peixe feito em CGI de sempre! Os efeitos especiais são um dos principais elementos desta série mas parece que gastaram o dinheiro todo disponível para este episódio no Komodo e se esqueceram que tinham um peixe para desenhar… A última vez que me lembro de ver algo tão mau foi numa cena dum submarino a emergir da água, numa determinada série que já terminou e que se passava numa ilha.

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Resenha: TERRA NOVA: 1×07 – Nightfall

[SPOILERS] “Uh, I’ve been alone out here for so long, I’ve forgotten my manners. Thank you, thank you… for finally getting your act together and doing what you were sent here to do.” Respondam-me sinceramente: quantos de vocês desejaram que aquele meteorito fosse “o tal” ou não sendo “o tal” ter pelo menos dimensão suficiente para ter reduzido a Terra Nova a cinzas? Teria sido um descanso, não teria? Ora, apesar do meteorito não me ter dado o final feliz que eu desejava para esta série, trouxe pelo menos uma coisa: o melhor episódio desde o piloto. O que não é dizer muito, a bem da verdade, mas pronto, dêmos-lhe isso…

A queda de um meteorito na proximidade de Terra Nova e a onda de choque libertada pelo acontecimento são o ponto de partida para várias linhas narrativas. O problema é que, tal como se sucede vezes sem conta nesta série, as histórias que nos apresentam são inconsequentes e sem grande apelo. A Maddy (Naomi Scott) e o namorado ficam “presos” no meio duma floresta cheia de perigos? Vão para cima duma árvore durante um episódio inteiro. Um amigo da Skye (Allison Miller), praticamente nosso desconhecido mas que é como um irmão para ela, andou a ingerir algo que não devia? Passam o episódio quase todo a enrolar um parasita que o rapaz tem nos intestinos. O Jim e a Zoe ficam presos (outros…) numa sala virtual qualquer? Vamos arranjar maneira de dar algum destaque à miudinha criando um acesso ao exterior onde só alguém do seu tamanho consiga passar (e pior, pôr o pai a fazer a banda sonora de todo o momento). Devido a um pulso electromagnético toda a tecnologia de Terra Nova (incluindo as armas e veículos) é desactivada? Mas alguém duvidava que haveria uma pessoa qualquer em toda a colónia que facilmente resolveria a questão!?

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Resenha: TERRA NOVA: 1×06 – Bylaw

[SPOILERS] Welcome to “CSI: Terra Nova”. Murrrderrr! Se havia algo que fazia bastante falta a uma série que tão depressa já se deixara cair numa fórmula é sem dúvida deixar-se agora arrastar para outra, a dos típicos casos policiais que semanalmente se encontram por grande parte da programação da CBS (e de quase todos os outros canais, se bem que em menor dose).

Devo dizer que com toda a rebelião dos Sixers, e os problemas que eles têm levantado, fico um bocado incrédulo de que nunca até hoje tenha ocorrido um homicídio em “Terra Nova”, mas se o Comandante Taylor (Stephen Lang) assim o diz, quem sou eu para o contradizer?

Por isso, eis a história do primeiro homicídio em “Terra Nova”: quatro personagens que nunca antes vimos e às quais, consequentemente, não há qualquer ligação sentimental, são os protagonistas. Um usa um dinossauro para matar o outro (claro, só podia ser essa a arma de eleição!) por causa de dinheiro, mas quem escreveu este episódio, tal como qualquer mistério deve ser escrito, passa o tempo a desviar-nos a atenção para os outros dois intervenientes (um casal), e para a possibilidade de se tratar de um crime passional. O problema é que se nem toda a gente que não conheça já a estrutura deste tipo de história soubesse praticamente logo de início que o casal nada tinha a ver com o crime, então os sucessivos planos de câmara a revelarem a identidade de criminoso ao longo do episódio foram pistas mais que suficientes para desvendar este intrincadíssimo (!) caso.

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Resenha: TERRA NOVA: 1×05 – The Runaway

[SPOILERS] By the power vested in me, I now pronounce “Terra Nova” the “FlashForward” of 2011/2012 season. Nas recentes temporadas parece ser norma haver uma série de ficção científica a querer emular o sucesso recente de outras séries do género e que apesar de uma boa premissa, bons valores de produção, elenco competente e de gerar bastante buzz por essa internet fora criando expectativas para aquilo que pode vir a ser como produto televisivo, facilmente cai em desgraça assim que os seus episódios vão sendo revelados semana após semana. Dentro deste perfil encontramos “FlashForward” na temporada 2009/2010, depois “The Event” na temporada 2010/2011, e, nesta temporada, “Terra Nova”.

“Terra Nova”, tal como as outras duas séries referidas no parágrafo anterior, está a tornar-se um fardo (Vítor, vai-te preparando). Os valores de produção mantêm-se bons e o elenco continua com um desempenho bastante competente mas o aproveitamento da sua boa premissa tem sido limitado e as expectativas iniciais mutaram-se em suspiros de desapontamento. A história é, neste momento, frágil e nada do que a série quer enaltecer parece ter força suficiente para a levar a outro nível.

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Resenha: TERRA NOVA: 1×04 – What Remains

[SPOILERS] Brannon Braga e René Echevarria, os actuais showrunners de “Terra Nova”, têm um extenso background na ficção científica, nomeadamente dentro do franchise “Star Trek”. E se há algo de usual na ficção científica televisiva clássica são os episódios standalone, especialmente nos primeiros anos em que as séries se estão a estabelecer.

“Space 1999”, “Space: Above and Beyond”, “Quantum Leap”, “Babylon 5”, “Farscape”, “Sliders”, “The Twilight Zone”, “The Outer Limits”, “The X-Files”, “Stargate SG-1” e, claro, “Star Trek” e todas as suas descendentes (“Star Trek: The Next Generation”, “Star Trek: Deep Space Nine”, “Star Trek: Voyager” e “Star Trek: Enterprise”) são, sem qualquer dúvida, séries de ficção científica de referência. E, pasmem-se aqueles que ainda não tiveram oportunidade de ver as ditas, estão repletas, pejadas mesmo, de episódios standalone.

Claro que todas estas séries tiveram oportunidade de estabelecer as suas histórias e, ao longo do tempo, criar arcos e linhas de argumento mais abrangentes dentro de uma ou várias temporadas, algo que as tornou mais cativantes e lhes conseguiu angariar uma enorme legião de fãs, mas a existência de episódios standalone sempre lhe foi intrínseca.

Porém, os tempos eram outros. Hoje não há paciência para episódios fechados (e eu sou uma dessas pessoas que facilmente perde o entusiasmo com fórmulas) e os públicos anseiam por episódios em que a história seja contínua entre eles e que não haja distracções com “monstros/mistérios da semana”. E, para mal dos seus próprios pecados (pois ao alienar a audiência perde espectadores e uma série de elevados custos como esta necessita de público ou está condenada ao cancelamento), é exactamente isso que “Terra Nova” está a fazer neste momento.

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Resenha: TERRA NOVA: 1×03 – Instinct

[SPOILERS]The Birds” (1963) é um dos filmes mais conhecidos do mestre do suspense Alfred Hitchcock. Pessoalmente, não é dos meus favoritos do grande mestre, mas não há qualquer dúvida que é uma obra que marcou história do cinema de suspense e que ainda hoje serve como referência a muitas outras histórias que se querem contar.

Tenha sido propositado ou não, a verdade é que a primeira referência que me veio à memória assim que o terceiro episódio de “Terra Nova” se começou a desenrolar e me apercebi por que caminhos a história se estava a preparar para seguir foi exactamente o “The Birds”, ou até mesmo qualquer outro filme da longa lista do género (em que os animais decidem atacar os seres humanos sem, pelo menos inicialmente, uma aparente razão), mas especialmente o “The Birds” pelas semelhanças óbvias em termos da aparência do animal (ou grupo de animais) que protagoniza os ataques. Isto para dizer: been there, seen that. Nada de muito original por aqui.

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