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Resenha: OS VINGADORES

OS VINGADORES (The Avengers, EUA, 2012)
Gênero: Ficção Científica
Duração: 136 min.
Elenco: Chris Evans, Robert Downey Jr., Chris Hemsworth, Mark Ruffalo, Scarlett Johansson, Samuel L. Jackson, Jeremy Renner, Stellan Skarsgård, Cobie Smulders, Gwyneth Paltrow, Tom Hiddleston
Trilha Sonora: Alan Silvestri
RoteiroJoss Whedon
Direção: Joss Whedon
Cotação: ***½

E finalmente chega aos cinemas o mais aguardado blockbuster dos últimos anos. Talvez por ser tão aguardado, OS VINGADORES (THE AVENGERS, 2012) pode causar certo desapontamento. Afinal, muitos leitores de quadrinhos na faixa dos 20 e 30 anos sempre sonharam em ver a “materialização” dos Vingadores numa produção caprichada para o cinema. Se pensarmos que, no passado, o que havia daMarvel eram os desenhos animados do Homem-Aranha, os desenhos “desanimados” do Thor, do Homem de Ferro e do Capitão América e o seriado do Hulk, até que houve um crescimento progressivo e qualitativo no número de adaptações de filmes baseados em personagens da Marvel. Nos últimos anos, então, não houve um sequer que não tivesse pelo menos um longa baseado em um herói da “Casa das Ideias”.

Com a criação da Marvel Studios e com o ambicioso projeto de construir no cinema um universo Marvel semelhante ao dos quadrinhos e que teria como culminação o filme dos “heróis mais poderosos da Terra”, a ansiedade era generalizada entre os fãs. A contrataçãode Joss Whedon, querido em mídias diversas como os quadrinhos, com “OsSurpreendentes X-Men”; a televisão, com BUFFY, A CAÇA-VAMPIROS (1997-2003) e FIREFLY (2002-2003); e no cinema com SERENITY – A LUTA PELO AMANHÃ (2005), foi do agrado de todos. O problema do filme é a preocupação em amarrar todas as pontas dos anteriores e dar espaço mais ou menos igual para todos os Vingadores. Com isso, a história ficou comprometida.

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Resenha: ÁREA Q

ÁREA Q (Brasil, EUA, 2011)
Gênero: Ficção Científica
Duração: 108 min.
ElencoIsaiah Washington, Ronnie Gene Blevins, Tânia Khalil, Leslie Lewis, Murilo Rosa, Lisa Crilley, Daniel Zykov, Steve Filice, Jordan Jones, John Deignan
Trilha Sonora: Perry La Marca
Roteiro: Julia Camara, Gerson Sanginitto
Direção: Gerson Sanginitto
Cotação: **½

O maior mérito de ÁREA Q (2012) foi ter conseguido chegar ao tão competitivo circuitão brasileiro. Ajudou o fato de já ter trailer anunciado antes dos últimos filmes produzidos pela Estação Luz, que trouxe a grande maioria das produções espíritas, e ao mesmo tempo ser vendido como uma curiosa ficção científica passada no sertão nordestino, mais exatamente em Quixadá e Quixeramobim, no Ceará, chamada no filme de Área Q, devido à sua alta incidência de casos de OVNIS e até de abduções.

Assim, o cineasta Gerson Sanginitto (de CADÁVARES 2, 2008) e o produtor Halder Gomes tinham pano pra manga para fazer a primeira ficção-científica Brasil-Estados Unidos. O ator convidado para protagonizar o filme foi Isaiah Washington, mais conhecido por sua participação na série GREY’S ANATOMY, mas que também pode ser visto em alguns trabalhos de Spike Lee. Se o ator já não é do primeiro time de Hollywood, os demais também não são rostos tão conhecidos, exceto Murilo Rosa. Mas isso dá um gostinho de filme B que faz com que ÁREA Q seja respeitado por aqueles que não têm problemas com produções de baixo orçamento.

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Resenha: JOHN CARTER – ENTRE DOIS MUNDOS

JOHN CARTER – ENTRE DOIS MUNDOS (John Carter, EUA, 2012)
Gênero: Ficção Científica
Duração: 132 min.
ElencoTaylor Kitsch, Lynn Collins, Samantha Morton, Mark Strong, Ciarán Hinds, Dominic West, James Purefoy, Daryl Sabara, Polly Walker, Bryan Cranston, Thomas Hayden Church, Willem Dafoe
Trilha Sonora: Michael Giacchino
Roteiro: Michael Chabon, Andrew Stanton, Mark Andrews
Direção: Andrew Stanton
Cotação: ***

Não é que JOHN CARTER – ENTRE DOIS MUNDOS (2012) é uma aventura bem decente? Achei até estranho, já que só falam do quanto o filme deu prejuízo para a Disney. De todo modo, trata-se de uma aventura que tem o sabor de velhos filmes que se assistia antigamente, na Sessão da Tarde. Refiro-me mais à narrativa do que aos efeitos especiais, claro.

Se Brad Bird conseguiu migrar para o live action, com MISSÃO: IMPOSSÍVEL – PROTOCOLO FANTASMA, agora foi a vez de Andrew Stanton, o elogiado responsável pelas animações PROCURANDO NEMO (2003) e WALL-E (2008). Não que ele tenha se livrado de vez das animações por computador, pois as criaturas de quatro braços do planeta Marte que o protagonista encontra são todas animações de última geração. E já estamos tão acostumados com CGI que os efeitos do filme são o que menos impressiona. Na verdade, é o que menos importa.

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Resenha: FILHA DO MAL

FILHA DO MAL (The Devil Inside, EUA, 2012)
Gênero: Terror
Duração: 83 min.
Elenco: Fernanda Andrade, Simon Quarterman, Evan Helmuth, Ionut Grama, Suzan Crowley, Bonnie Morgan, Brian Johnson, Preston James Hillier, D.T. Carney
Roteiro: William Brent Bell, Matthew Peterman
Trilha Sonora: Brett Detar
Direção: William Brent Bell
Cotação: ****

Que surpresa boa é este FILHA DO MAL (2012), que com apenas um milhão de dólares de orçamento desbancou produções milionárias como MISSÃO IMPOSSÍVEL – PROTOCOLO FANTASMA nos Estados Unidos. É um filme pequeno que aparentemente não tem muito a oferecer de novo ao espectador. Afinal, o uso da câmera na mão, do falso documentário para passar mais “verdade”, tem sido explorado à exaustão em Hollywood e até fora do território americano nos últimos anos. Mas o que FILHA DO MAL, então, tem para oferecer de novo dentro desse subgênero e dentro também dos filmes de exorcismo?

Na verdade, contar seria estragar um pouco a surpresa desse filme que acaba mais rápido do que a gente imagina, deixando o espectador talvez um pouco frustrado, pois a experiência de tensão na última sequência é uma das melhores de FILHA DO MAL. Melhor repetir um pouco o que quase todo mundo que tem frequentado os cinemas e visto o trailer já sabe: trata-se da história de uma jovem de 28 anos que resolve saber mais detalhes sobre o que aconteceu com sua mãe, internada há vinte anos num hospital psiquiátrico em Roma, por ter matado três pessoas durante um ritual de exorcismo. Ela era a exorcizada, a suposta possuidora de demônios.

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Resenha: AS AVENTURAS DE TINTIM

AS AVENTURAS DE TINTIM (The Adventures of Tintin, EUA, Nova Zelândia, França, Inglaterra, 2011)
Gênero: Animação/Aventura
Duração: 108 min.
Elenco: Daniel Craig, Simon Pegg, Jamie Bell, Andy Serkis, Cary Elwes, Toby Jones, Nick Frost, Tony Curran, Sebastian Roché, Mackenzie Crook
Roteiro: Steven Moffat, Edgar Wright, Joe Cornish
Trilha Sonora: John Williams
Direção: Steven Spielberg
Cotação: ****

Se já não conhecêssemos essas duas facetas de Steven Spielberg – a do cineasta de tons melodramáticos e a do fã de filmes de aventura –, não diríamos que CAVALO DE GUERRA (2011) e AS AVENTURAS DE TINTIM (2011) seriam obras da mesma pessoa. Mas Spielberg já é conhecido e bem estabelecido e uma longa carreira é também sinal de que há alguns deslizes. E felizmente AS AVENTURAS DE TINTIM é tudo que INDIANA JONES E O REINO DA CAVEIRA DE CRISTAL (2008) queria ser e não foi: um exemplar de cinema de aventuras como há tempos não se via.

O filme já começa com uns créditos de abertura de dar gosto, que pelo jeitão deliciosamente anacrônico remetem aos créditos de outro acerto de Spielberg: PRENDA-ME SE FOR CAPAZ (2002). E é até covardia comparar a técnica de captura de movimento que Robert Zemeckis experimentou já em três obras com essa maravilha da união entre tecnologia e arte tão caprichosamente dirigida por Spielberg. Mas parte do sucesso vem também do produtor Peter Jackson. Os dois amavam o material original, os quadrinhos de Hergé, que infelizmente faleceu em 1983, sem poder ver o seu material sendo propagado mundialmente com a força massiva de Hollywood.

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Resenha: A HORA DA ESCURIDÃO

A HORA DA ESCURIDÃO (The Darkest Hour, EUA, Rússia, 2011)
Gênero: Ficção Científica
Duração: 92 min.
ElencoEmile Hirsch, Olivia Thirlby, Rachael Taylor, Joel Kinnaman, Max Minghella, Veronika Ozerova, Dato Bakhtadze, Yuriy Kutsenko, Nikolay Efremov, Vladimir Jaglich
RoteiroLeslie Bohem, M.T. Ahern, Jon Spaihts
Trilha Sonora: Tyler Bates
Direção: Chris Gorak
Cotação: ***

Com gostinho das boas produções de terror e ficção científica da década de 1950, A HORA DA ESCURIDÃO (2011), de Chris Gorak, é também uma espécie de reconciliação entre americanos e russos. Em quase todos os filmes americanos, vemos as duas nacionalidades como rivais, mesmo depois de a Guerra Fria ter terminado há muito tempo. Trata-se de uma diversão descompromissada, mas bem eficiente. Apesar de ser vendido como um filme de horror, são poucos os momentos em que há uma atmosfera de medo. O que há é um leve suspense e uma agradável sensação de aventura temperada com tom apocalíptico.

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Resenha: IMORTAIS

IMORTAIS (Immortals, EUA, 2011)
Gênero: Aventura
Duração: 110 min.
Elenco: Henry Cavill, Stephen Dorff, Isabel Lucas, Freida Pinto, Luke Evans, Kellan Lutz, John Hurt, Mickey Rourke
Roteiro: Charles Parlapanides, Vlas Parlapanides
Trilha Sonora: Trevor Morris
Direção: Tarsem Singh
Cotação: ***

Depois do fracasso de TRÓIA, Hollywood ficou com um pé atrás em relação a filmes épicos. No entanto, 300, embora esteja longe de ser um grande filme, mostrou que era possível utilizar a tecnologia de computação gráfica para baratear os custos, mesmo que isso prejudicasse o realismo das produções. No caso de 300, esse artificialismo dos cenários tinha uma razão de ser. Foi uma escolha estética, a fim de emular os quadrinhos de Frank Miller o máximo possível, como em SIN CITY. Também é por opção estética que IMORTAIS (2011), com sua direção de arte carnavalesca, sua fotografia bem colorida e sua violência próxima de um videogame, se assume.

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Resenha: CONTÁGIO

CONTÁGIO (Contagion, EUA, 2011)
Gênero: Drama
Duração: 106 min.
Elenco: Matt Damon, Marion Cotillard, Kate Winslet, Gwyneth Paltrow, Jude Law, Laurence Fishburne, John Hawkes, Tien You Chui, Josie Ho, Daria Strokous
Trilha Sonora Original: Cliff Martinez
Roteiro: Scott Z. Burns
Direção: Steven Soderbergh
Cotação: ***½

Será que essas declarações de Steven Soderbergh de que vai se aposentar não são para valer? Afinal, no IMDB consta ainda HAYWIRE, a ser lançado este ano, e mais outros três trabalhos para os próximos anos (MAGIC MIKE, THE MAN FROM U.N.C.L.E. e LIBERACE). Alternando entre grandes produções e filmes pequenos e independentes, Soderbergh sempre fez o que quis em Hollywood. Parece que foi ontem que vi pela primeira vez o seu longa de estreia, SEXO, MENTIRAS E VIDEOTAPE (1989). De lá para cá, sua carreira foi oscilando e trilhando caminhos cada vez mais distintos.

CONTÁGIO (2011) está entre as superproduções do diretor. Custou 60 milhões de dólares, mas provavelmente o custo se deve ao elenco estelar. Reunir num mesmo filme Matt Damon, Laurence Fishburne, Marion Cotillard, Kate Winslet, Jude Law, Gwyneth Paltrow e Elliot Gould não é para qualquer um. A trama por si só já é bastante atraente para nós, tão obcecados que somos por tragédias apocalípticas, seja através da natureza, seja por invasão alienígena, por zumbis ou por doenças. Esse último caso, inclusive, é o que mais se aproxima da realidade. O vírus Ebola e as gripes suína e aviária foram exemplos do quanto a população ficou apavorada com uma possível epidemia de grandes proporções. Por isso CONTÁGIO deve conseguir uma boa plateia pagante.

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Resenha: GIGANTES DE AÇO

GIGANTES DE AÇO (Real Steel, EUA, 2011)
Gênero: Ficção Científica
Duração: 129 min.
Elenco: Hugh Jackman, Dakota Goyo, Evangeline Lilly, Anthony Mackie, Kevin Durand, Hope Davis, James Rebhorn, Marco Ruggeri, Karl Yune, Olga Fonda, John Gatins
Trilha Sonora Original: Danny Elfman
Roteiro: Leslie Bohem, John Gatins, Dan Gilroy, Jeremy Leven
Direção: Shawn Levy
Cotação: ****

Este ano vem trazendo surpresas agradáveis dos lugares e filmes menos imaginados. Caso de GIGANTES DE AÇO (2011), de Shawn Levy, um diretor de quem nunca se espera muito, mas que atingiu um grau de excelência impressionante neste drama sci fi envolvendo a relação de um pai com seu filho rejeitado. A produção é mais vendida como um filme de lutas de robôs, o que não deixa de ser verdade. Mas o que não é verdade é que não dá para resumí-lo dessa maneira. Eu diria que GIGANTES DE AÇO é uma espécie de ROCKY do século XXI. E afirmo isso com a intenção de elogiá-lo mesmo.

Na trama, Hugh Jackman é Charlie Kenton, um homem que costuma seguir os seus instintos e vive de se arriscar em lutas de robôs gigantes. A bela e encantadora Evangeline Lilly, que me deu muita alegria ao vê-la numa produção classe A e em papel de destaque, é Bailey, uma companheira e especialista em conserto e reparação desses robôs gigantes de um futuro próximo. Charlie é um homem que costuma fazer o que lhe dá na telha, adora o risco e por isso acaba entrando de cabeça e na maioria das vezes perde tudo. Deve a Deus e ao mundo e o filme já começa com um de seus credores lhe cobrando. O que vem abalar, mas principalmente trazer algo de extraordinário para sua vida, é o filho de onze anos, Max (Dakota Goyo). O garoto sente muito pelo fato de ter sido abandonado pelo pai durante todos esses anos e de só ter que encará-lo novamente por causa da morte de sua mãe.

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Resenha: A HORA DO ESPANTO

A HORA DO ESPANTO (Fright Night, EUA, 2011)
Gênero: Terror
Duração: 97 min.
Elenco: Colin Farrell, David Tennant, Anton Yelchin, Christopher Mintz-Plasse,Toni Collette, Imogen Poots, Dave Franco, Reid Ewing, Emily Montague, Tina Borek
Trilha Sonora Original: Ramin Djawadi
Roteiro: Marti Noxon
Direção: Craig Gillespie
Cotação: **½

A HORA DO ESPANTO (FRIGHT NIGHT, 1985), de Tom Holland, é um dos filmes icônicos dos anos 1980, e mesmo não sendo uma comédia (trazendo, isso sim, alguns momentos bem humorados e desencanados), deu origem a toda uma leva de produções no gênero terrir. Foi o legítimo precursor de BUFFY, A CAÇA VAMPIROS, e não por acaso uma das roteiristas da série de Joss Whedon, Marty Noxon, escreveu este remake dirigido de forma burocrática por Craig Gillespie.

A trama permanece basicamente a mesma, exceto por algumas variações. Em um subúrbio (antes era de Los Angeles, agora é de Las Vegas) o adolescente Charlie Brewster descobre que o novo vizinho, Jerry Dandridge, é um vampiro responsável pelo sumiço de vários estudantes (antes as vítimas eram prostitutas, mas como a nova versão é da Disney…). Após denunciar Jerry à polícia e ser desacreditado, o rapaz, sua família e namorada passam a ser ameaçados pelo vampiro, e ele decide recorrer a Peter Vincent – que de ex-ator de filmes de terror (o que no original fazia bem mais sentido, até em razão da homenagem que está embutida no nome do personagem), virou nesta versão um mágico que se apresenta em Las Vegas.

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Resenha: NÃO TENHA MEDO DO ESCURO

NÃO TENHA MEDO DO ESCURO (Don’t Be Afraid of the Dark, Austrália, México, EUA, 2011)
Gênero: Terror
Duração: 100 min.
Elenco: Katie HolmesGuy PearceBailee Madison, Jack Thompson
Compositores: Marco Beltrami, Buck Sanders
Trilha Sonora OriginalGuillermo Del Toro, Matthew Robbins
Diretor: Troy Nixey
Cotação: ***½

Sempre é bom quando vemos um filme de horror sério, com elementos clássicos, capaz de prender nossa atenção e de causar alguns bons sustos e arrepios. NÃO TENHA MEDO DO ESCURO (2011), longa-metragem de estreia de Troy Nixey que tem a assinatura de Guillermo Del Toro como co-roteirista e produtor, apesar de ser o remake de um telefilme de 1973 também é um dos mais criativos filmes de casa assombrada dos últimos tempos. Não tanto pela renovação dos clichês, mas por mostrar criaturas diferentes e assustadoras.

NÃO TENHA MEDO DO ESCURO também lida bem com o universo infantil, de como a criança é incompreendida pelo adulto. Isso também não é nenhuma novidade, mas o importante é o que o filme utiliza de elementos antigos para transformar em algo novo. O uso da máquina polaroide, por exemplo, não é apenas um elemento anacrônico, mas também essencial para a história.

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Resenha: Cowboys & Aliens

COWBOYS & ALIENS (Cowboys & Aliens EUA, 2011)
Gênero: Ficção Científica
Duração: 118 min.
Elenco: Daniel Craig, Harrison Ford, Olivia Wilde, Sam Rockwell, Clancy Brown
Compositor: Harry Gregson-Williams
Roteiristas: Roberto Orci, Alex Kurtzman
Diretor: Jon Favreau
Cotação: ***

Um bom filme pelo que se propõe, COWBOYS & ALIENS (2011) consegue juntar bem as características de dois gêneros muito bem definidos e distintos do cinema norte-americano: o western e a ficção científica de extraterrestres monstruosos, tendo o mérito de unir harmonicamente os elementos desses dois gêneros. Do western, o filme traz a figura do sujeito procurado, o saloon, os bandidos do deserto e até os índios. Já do sci fi, COWBOYS & ALIENS traz naves estelares, abdução e ETs monstruosos parecidos com o de ALIEN. Aliás, parece que depois de ALIEN, muita gente procura apenas criar variações da figura do monstrengo. Continuar lendo

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Resenha: O Homem do Futuro

O HOMEM DO FUTURO (Brasil, 2011)
Gênero: Ficção Científica
Duração: 106 min.
Elenco: Wagner Moura, Alinne Moraes, Fernando Ceylão, Maria Luiza Mendonça, Gabriel Braga Nunes
Compositores: Luca Raele, Maurício Tagliari
Roteirista: Cláudio Torres
Diretor: Cláudio Torres
Cotação: ***

Talvez o mais pop dos diretores brasileiros da atualidade – em REDENTOR (2004), ele fez referência a uma história clássica do Demolidor! -, Cláudio Torres realiza o seu melhor trabalho neste O HOMEM DO FUTURO (2011), que apesar de não ser tão original, tem os seus méritos. O filme brinca com viagens no tempo de um jeito que não tem como não lembrar de DE VOLTA PARA O FUTURO, de Robert Zemeckis. Só que aqui o diretor prefere usar o amor como catalizador da ação.

Na trama, Wagner Moura é um professor de física frustrado e um cientista que atende pelo nome de Zero. Ele chefia um projeto científico bastante ousado, que por acidente acaba por se transformar numa máquina do tempo. Assim, ele vai parar em novembro de 1991, numa festa da escola, quando ele teve a chance de ficar com a mulher da sua vida (Alline Morais). Não acreditando que um nerd como ele seria capaz de namorar uma mulher linda como aquela, ele fica sem entender os motivos de ela querê-lo, mas as lembranças do passado são bem dolorosas e envolvem humilhação. O Zero maduro aproveita o retorno ao passado para consertar as coisas e modificar o seu futuro. O resultado, porém, não sai como previsto. Continuar lendo

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Motoqueiro Fantasma: Em busca de Vingança

Não se iluda com as críticas, Motoqueiro Fantasma (Ghost Rider) é uma das melhores adaptações de quadrinhos da atualidade. O longa foi um dos maiores sucessos de 2007, ficando atrás de Homem-Aranha 3. Tendo como roteirista e diretor Mark Steven Jonhson (de Demolidor – O Homem Sem Medo) e com produção de Avi Arad, o filme foi rodado na Austrália. Com ele Nicolas Cage finalmente conseguiu realizar seu sonho de participar de um filme sobre quadrinhos. Antes ele havia tentado o Superman de Tim Burton, que felizmente foi abandonado em 1996, e Namor – que não deveria ter sido abandonado.

Na trama Johny Blaze (Cage) vende sua alma para Mefistófeles – o Diabo (Peter Fonda) – com o objetivo de salvar seu pai. Mas o Diabo trapaceia, e Blaze perde o pai e sua namorada, Roxanne (a sempre linda Eva Mendes). Anos depois o filho do Diabo, Coração Negro (Wes Bentley) tenta derrubar seu pai, que utiliza como arma o Motoqueiro Fantasma, cuja atual encarnação é o próprio Johnny Blaze. Durante o confronto Blaze reencontra Roxanne, e conhece um antigo cowboy (Sam Elliot) que já fora dominado pelo Espirito da Vingança. Ele torna-se seu tutor e traz muitas revelações. Visualmente os demônios aliados de Coração Negro são toscos, mas o Motoqueiro Fantasma e sua moto são arrepiantes. Continuar lendo

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Resenha: Planeta dos Macacos – A Origem

PLANETA DOS MACACOS – A ORIGEM (Rise of The Planet of The Apes, EUA, 2011)
Duração: 106 min.
Gênero: Ficção Científica
Elenco: James Franco, Tom Felton, Freida Pinto, Andy Serkis, Brian Cox, John Lithgow, Tyler Labine, David Hewlett, Sonja Bennett, Jamie Harris, Leah Gibson,David Oyelowo
Compositor: Patrick Doyle
Roteiristas: Rick Jaffa, Amanda Silver
Diretor: Rupert Wyatt
Cotação: ****

Dificilmente alguém que tenha acompanhado a saga PLANETA DOS MACACOS a partir do antológico longa dirigido por Franklin J. Schaffner em 1968 não sentirá arrepios ao assistir este PLANETA DOS MACACOS – A ORIGEM (2011), dirigido com louvor pelo inglês Rupert Wyatt, de THE ESCAPIST (2008). O que de início salta aos olhos é que, pela primeira vez na história da franquia, os macacos foram totalmente criados em computação gráfica, pela WETA Digital de Peter Jackson. E o fato é que eles roubam a cena dos protagonistas humanos, em especial Andy Serkis, que via captura de movimentos interpreta o chimpanzé César. Serkis já foi o Gollum da trilogia O SENHOR DOS ANÉIS (e voltará a sê-lo em O HOBBIT, atualmente em filmagem na Nova Zelândia) e o KING KONG da refilmagem de 2005, e muitos já estão fazendo campanha para que ele seja indicado ao Oscar por esta nova interpretação digital. Continuar lendo

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Resenha: Lanterna Verde

LANTERNA VERDE (Green Lantern, EUA, 2011)
Gênero: Ficção Científica
Duração: 114 min.
Elenco: Ryan Reynolds, Blake Lively, Peter Sarsgaard, Mark Strong, Temuera Morrison, Jenna Craig, Tim Robbins, Angela Bassett, Jon Tenney, Taika Cohen, Jeff Wolfe
Compositor: James Newton Howard
Roteiristas: Greg Berlanti, Michael Green, Marc Guggenheim, Michael Goldenberg
Diretor: Martin Campbell
Cotação: **

Infelizmente não será com LANTERNA VERDE (2011) que a DC Comics conseguirá se equiparar ao sucesso de sua principal concorrente, a Marvel, que desde 2000 vem se saindo bem nas bilheterias com as adaptações de seus super-heróis para o cinema. Na verdade, isso também é um reflexo do que a DC vem enfrentando no mercado de quadrinhos atual: para ter que chamar a atenção de novos clientes, tomou a atitude de zerar seus números e mudar várias coisas da cronologia clássica de seus heróis, o que foi motivo de indignação para muitos fãs.

A possibilidade que LANTERNA VERDE tinha de dar certo no cinema estava nas mãos do habilidoso Martin Campbell, que já havia feito dois bons filmes de James Bond – 007 CONTRA GOLDENEYE (1995) e 007 – CASSINO ROYALE (2006) – e dois bons filmes da série Zorro – A MÁSCARA DO ZORRO (1998) e A LENDA DO ZORRO (2005). Isso, só para citar exemplos de filmes que se aproximam do universo dos super-heróis. Além do mais, Campbell mostrou competência em vários outros filmes de ação. Seu LANTERNA VERDE não é de todo ruim e é fiel ao universo do herói. Continuar lendo

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