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Resenha: ALÉM DA ESCURIDÃO – STAR TREK

Star_Trek_2_ent_13ALÉM DA ESCURIDÃO – STAR TREK (Star Trek Into Darkness, EUA, 2013)
Gênero: Ficção Científica
Duração: 132 min.
Elenco: Chris Pine, Zoe Saldana, Zachary Quinto, Benedict Cumberbatch, Alice Eve, Karl Urban, Simon Pegg, Anton Yelchin, John Cho, Peter Weller, Bruce Greenwood, Heather Langenkamp, Noel Clarke
Compositor: Michael Giacchino
Roteiristas: Damon Lindelof, Roberto Orci, Alex Kurtzman
Diretor: J.J. Abrams
Cotação: *****

Depois de quatro anos de espera, temos a aguardada continuação das aventuras da tripulação da Enterprise nesta nova cronologia do universo de nossa franquia favorita, e por Khaless, esta espera realmente valeu a pena — Além da Escuridão – Star Trek se mostrou um filme maravilhoso que já cai no chão correndo, uma vez que temos a tripulação clássica em suas posições desde o início. Vou a seguir comentar minhas impressões, mas devido ao filme ter tido uma atípica pré-estréia com um mês de antecedência, graças ao fandom nacional e sua mobilização para isso, estou dividindo estes comentários em uma área sem spoilers algum e outra onde praticamente só tem spoilers. Há uma área de buffer entre ambas as partes, então caso não deseje saber nenhuma das surpresas de antemão, você pode sair do artigo de maneira segura. 

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Resenha: HOMEM DE FERRO 3

IRON MAN 3HOMEM DE FERRO 3 (Iron Man 3, EUA, 2013)
Gênero: Ficção Científica, Ação
Duração: 130 min.
ElencoRobert Downey Jr., Gwyneth Paltrow, Guy Pearce, Ben Kingsley, Paul Bettany, Rebecca Hall, Jon Favreau, Don Cheadle, James Badge Dale, Ashley Hamilton, Yvonne Zima, William Sadler, Stephanie Szostak, Stan Lee
Trilha Sonora Original: Brian Tyler
RoteiroShane Black, Drew Pearce
Direção: Shane Black
Cotação**½

E a Fase 2 da Marvel não começou com o pé direito. Infelizmente a troca de diretores em HOMEM DE FERRO 3 (2013) resultou num filme de tom híbrido, sem conseguir se equilibrar entre a comédia e o drama. As sequências que supostamente contariam com o já famoso humor peculiar de Tony Stark/Robert Downey Jr. dessa vez não funcionam. Além do mais, o filme vende um produto diferente do que apresenta. O que se imagina ao ver o trailer e os cartazes de divulgação é que o filme penderá para o drama, deixando um pouco de lado o tom leve dos dois anteriores.

E, de certa forma, fica a impressão de que o roteiro até deseja isso, mas a direção de Shane Black não consegue encontrar esse elemento no meio de tanta ação ininterrupta, a partir do momento em que a mansão de Tony Stark é bombardeada pelos seus inimigos, chefiados supostamente pelo Mandarim, vivido por Ben Kingsley. Falando em Mandarim, creio que muito fã do Homem de Ferro (e de seu arqui-inimigo) pode se sentir ofendido com o modo como o vilão é mostrado.

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Resenha: OBLIVION

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OBLIVION (Oblivion, EUA, 2013)
Gênero: Ficção Científica
Duração: 126 min.
Elenco: Tom Cruise, Morgan Freeman, Olga Kurylenko, Andrea Riseborough, Nikolaj Coster-Waldau, Melissa Leo
Trilha Sonora Original: Anthony Gonzalez, Joseph Trapanese
Roteiro: William Monahan, Karl Gajdusek, Michael Arndt
Direção: Joseph Kosinski
Cotação: **½

Não dá para negar que a carreira de Tom Cruise é uma das mais bem-sucedidas de Hollywood. Com a tendência a buscar quase sempre grandes diretores para dirigi-lo, nos anos 1990 e 2000, o ator aos poucos foi mostrando uma necessidade cada vez maior de controlar seus filmes, principalmente a partir do momento em que se tornou também produtor, com MISSÃO: IMPOSSÍVEL (1996), de Brian De Palma.

Talvez, por isso, nos últimos anos, tenha deixado de trabalhar com autores de grande calibre para poder ter ainda mais controle de suas produções, atuando em filmes de diretores pouco conhecidos, como é o caso de Joseph Kosinski, de TRON – O LEGADO (2010). O fato é que OBLIVION (2013), ainda que seja um filme que tenha o seu charme e que conte com mistérios que só aos poucos são desvendados, é um trabalho que cansa em sua duração. E 126 minutos hoje é duração até de certas comédias.

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Resenha: A HOSPEDEIRA

A HospedeiraA HOSPEDEIRA (The Host, EUA, 2013)
Gênero: Ficção Científica, Romance
Duração: 125 min.
Elenco: Saoirse Ronan, Diane Kruger, Frances Fisher, Max Irons, Jake Abel, William Hurt, Boyd Holbrook, Chandler Canterbury, Scott Lawrence, Raeden Greer, Marcus Lyle Brown
Trilha Sonora Original: Antonio Pinto,
Roteiro: Andrew Niccol
Direção:Andrew Niccol
Cotação: *

Talvez só houvesse uma maneira de salvar A HOSPEDEIRA (2013): se o diretor se afastasse cada vez mais de suas origens literárias e procurasse reescrever a trama, aproveitando apenas o seu esqueleto. Afinal, a culpa de a trama ser tão ruim e tão mal construída vem do próprio texto de Stephenie Meyer, a autora da Saga CREPÚSCULO, que aqui encontra novamente o apoio e a cumplicidade de seus leitores na apreciação da adaptação para o cinema de sua mais recente obra. Então, os mesmos gritos, palmas e outras manifestações de exaltação com aparentemente pequenas coisas podem ser testemunhados em algumas sessões.

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Resenha: A VIAGEM

263215A VIAGEM (Cloud Atlas, EUA, Alemanha, Hong Kong, Cingapura, 2012)
Gênero: Drama, Ficção Científica
Duração: 172 min.
ElencoTom Hanks, Halle Barry, Hugo Weaving, Jim Sturgess, Susan Sarandon, Hugh Grant, Ben Whishaw, Keith David, Jim Broadbent, James D’Arcy, Götz Otto, Zhu Zhu, Doona Bae, Xun Zhou, David Gyasi, Alistair Petrie, Daniele Rizzo, Brody Nicholas Lee, Mya-Lecia Naylor
Trilha Sonora Original:  Reinhold Heil, Johnny Klimek, Tom Tykwer
Roteiro:  Tom Tykwer, Andy Wachowski, Lana Wachowski
Direção: Tom Tykwer, Andy Wachowski, Lana Wachowski
Cotação**

É preciso bastante boa vontade para gostar de A VIAGEM (2012), a nova empreitada dos irmãos Wachowski, desta vez em parceria com o diretor alemão Tom Tykwer, que não é lá um cineasta tão conceituado assim para se pedir uma ajuda. O resultado é um filme confuso e raso, com seis histórias que não têm consistência juntas, do jeito que foram editadas, e também não teriam, se fossem vistas em separado. Algumas delas, porém, são melhores, como a história ambientada na década de 1970, estrelada por Halle Barry; e a ambientada na Seul do século XXII, estrelada por Doona Bae e Jim Sturgess.

Essas são duas histórias que têm uma boa ambientação, apesar dos problemas. A da década de 70 carrega um pouco do espírito da época, com uma fotografia com tons de marrom e uma narrativa mais para o gênero policial. E a do século XXII é a que mais explora o uso dos efeitos especiais, mostrando um futuro em tons azulados e que carrega um segredo terrível com relação às garotas que são clonadas. As outras histórias são um tanto ridículas ou desinteressantes. A mais ridícula é a passada no futuro pós-apocalíptico e estrelada por Tom Hanks e Halle Berry. Tem um ar de A Tempestade, de Shakespeare, mas com uma trama bem ruim. Essa é a história que tem o aspecto mais espiritual ou transcendental das seis.

Há a história estrelada por Jim Broadbent, ambientada em 2012, que vai melhorando um pouco lá pelo final, quando seu personagem vai se tornando menos chato e desinteressante, depois que ele é internado em um manicômio. Curiosamente não tem cara de história situada no presente, mas num passado próximo. Já a passada em 1936 e estrelada por Ben Wishaw começa de maneira interessante e termina de forma patética, sem entendermos direito as motivações do personagem. Nem a voice-over ajuda. A outra história, estrelada por Jim Sturgess, e situada em 1849, passada em sua maior parte dentro de um navio, em uma viagem de uma ilha do Pacífico até São Francisco, nos Estados Unidos, é também bem apagada. A única coisa boa é a presença do escravo negro fugido, que se torna amigo do rapaz e imprime um pouco mais de humanidade à trama.

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Trilogia do CAVALEIRO DAS TREVAS se encerra com o melhor filme do Batman em todos os tempos

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[SPOILERS] Batman – O Cavaleiro das Trevas Ressurge foi o melhor filme de quadrinhos de 2012, e não só isso: foi o melhor filme do Batman da história, e que ultrapassou a bilheteria do anterior. Sua trama claramente utiliza elementos das sagas dos quadrinhos A Queda do Morcego, Terremoto e Terra de Ninguém.

John Blake, o personagem de Joseph Gordon-Levitt, é uma mistura dos Robins Dick Graison (Asa Noturna) e Jason Todd (Capuz Vermelho). Algumas das reviravoltas do filme são previsiveis para quem acompanha as HQs de Batman, mas Nolan as coloca de forma impactante. A cena de Bane (Tom Hardy) quebrando Batman (Christian Bale) é de arrepiar os fãs do morcegão. A luta final entre eles tambem é divertida, embora menos impressionante.

Além do vilão Bane, O Cavaleiro das Trevas Ressurge introduz na trilogia de Nolan outro personagem icônico dos quadrinhos – Selina Kyle, a Mulher-Gato, agora vivida por Anne Hathaway. Na opinião do diretor, deveriam fazer um filme solo de “Anne Hathaway como Mulher-Gato”. Diria que o publico concorda com isso, até para esquecer do desastroso filme de 2004 protagonizado por Halle Berry. Convenhamos que a presença da linda Hathaway é bem vinda em qualquer filme, ainda mais como a sensual gatuna.

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Resenha: O HOBBIT – UMA JORNADA INESPERADA

O Hobbit - Uma Jornada InesperadaO HOBBIT – UMA JORNADA INESPERADA (The Hobbit – An Unexpected Journey, EUA, Nova Zelândia, 2012)
Gênero: Aventura, Fantasia
Duração: 169 min.
Elenco: Cate Blanchett, Saoirse Ronan, Elijah Wood, Martin Freeman, Christopher Lee, Ian McKellen, Andy Serkis, Richard Armitage, Aidan Turner, James Nesbitt, Bret McKenzie, Luke Evans, Hugo Weaving, Evangeline Lilly, Orlando Bloom, Benedict Cumberbatch, Lee Pace, Iam Holm, Graham McTavish, Mikael Persbrandt, Barry Humphries, Ken Stott, Conan Stevens, Sylvester McCoy, Jed Brophy, Jeffrey Thomas, Stephen Hunter, Renee Cataldo, JohnCallen, Peter Hambleton, William Kircher, Adam Brown, Mark Hadlow, Michael Mizrahi, RobinKerr, RyanGage, Ray Henwood
Trilha Sonora Original: Howard Shore
Roteiro:  Peter Jackson, Philippa Boyens, Guillermo Del Toro, Fran Walsh
Direção: Peter Jackson
Cotação****

Desde os primeiros segundos de projeção, os fãs da Terra Média sentir-se-ão em casa. Embalado pela habitual e magnífica trilha sonora de Howard Shore, o prólogo do filme nos leva de volta ao Condado e ao velho Bilbo (Ian Holm) e seu sobrinho Frodo (Elijah Wood), nos momentos que antecederão ao início de O SENHOR DOS ANÉIS – A SOCIEDADE DO ANEL (2001). Mas não demorará muito para que Bilbo comece a contar como, 60 anos antes (já na pele do ótimo Martin Freeman), conheceu o mago Gandalf (Ian McKellen) e iniciou a jornada que o levou ao Anel do Poder e à Montanha Solitária, onde se viu face a face com o temível dragão Smaug (mas isso você verá apenas no próximo filme, A DESOLAÇÃO DE SMAUG).

Este primeiro filme da trilogia O HOBBIT, na minha opinião, andou recebendo umas críticas descabidas, como a de ter um início excessivamente longo. Estruturalmente ele é muito similar a A SOCIEDADE DO ANEL, portanto teria que dedicar um bom espaço de tempo à apresentação dos novos personagens (especialmente a divertida trupe de anões, liderados pelo nobre Thorin Escudo de Carvalho, em grande interpretação de Richard Armitage), e ao estabelecimento da trama principal. Certamente a decisão de estender os originalmente planejados dois filmes para uma nova trilogia teve seus reflexos no ritmo da história – por exemplo, por melhores que sejam as cenas de Valfenda, onde o fã reencontrará personagens memoráveis como Elrond (Hugo Weaving), Galadriel (Cate Blanchett) e Saruman (Christopher Lee), elas claramente não são essenciais ao enredo. 

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G.I. JOE: A ORIGEM DE COBRA

G.I. Joe: The Rise of Cobra

G.I. Joe: A Origem de Cobra  é baseado nos brinquedos da Hasbro e na série animada dos anos 1980, que no Brasil receberam o nome de Comandos em Ação. A Hasbro decidiu fazer um filme baseado nos G.I. Joe devido ao sucesso de Transformers, também baseado em uma franquia de sua propriedade, em 2007.

Lançado em 2009, G.I. Joe revelou ser o melhor filme do diretor Stephen Sommers (A Múmia), e devido ao sucesso  terá uma continuação em 2013, G.I. Joe 2: Retaliação, dessa vez dirigida por Jon M. Chu. Na trama, os G.I. Joe são um exército internacional com armas de alta tecnologia, que combate ameaças globais entre elas a organização terrorista de Destro (Christopher Eccleston, de Doctor Who).

O filme gira em torno de Duke (Channing Tatum) e seu relacionamento com a vilã Baronesa (a linda Sienna Miller), e vemos em flashbacks  a origem de personagens como Snake Eyes (Ray Park, o Darth Maul de Star Wars Episódio I, que também participou de X-Men e Heroes).

Rachel Nichols (Alias, Continuum) interpreta  Scarlett, enquanto Joseph Gordon-Lewitt (A Origem, Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge) faz o vilão Cobra, que aparece inicialmente como um cientista e mais tarde assume o poder da organização. Dennis Quaid interpreta o General Hawk, e Brendan Fraser (o ator preferido do diretor) faz uma ponta.

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Resenha: FRANKENWEENIE

FRANKENWEENIE (Frankenweenie, EUA, 2012)
Gênero: Animação
Duração: 87 min.
Elenco:  Winona Ryder, Catherine O’Hara, Martin Short, Conchata Ferrell, Tom Kenny, Martin Landau, Atticus Shaffer, Charlie Tahan, Robert Capron, James Hiroyuki Liao, Christopher Lee
Trilha Sonora Original: Danny Elfman
Roteiro:  John August
Direção: Tim Burton
Cotação***

A figura do escritor que perdeu a inspiração que tinha outrora, tantas vezes mostrada no cinema, cabe muito bem para Tim Burton, um cineasta que começou a carreira mostrando muita criatividade e amor, dentro do seu estilo gótico, mas que aos poucos, principalmente a partir dos anos 2000, foi se repetindo, sem conseguir fazer um trabalho ao mesmo tempo inédito e capaz de entusiasmar os espectadores que o acompanham desde o início.

Há uma cena em FRANKENWEENIE (2012) que pode representar muito bem o que pode ter acontecido com Burton. Como quase todo mundo já deve saber: o filme é sobre um garotinho que consegue ressuscitar o seu cachorrinho que morre atropelado, usando as mesmas técnicas vistas em FRANKENSTEIN (tomemos o filme de 1931 como base, em vez dos demais).

Pois bem. Ele consegue trazer a vida de volta ao seu cão, que se mostra tão amoroso quanto era antes de morrer. Mas há um colega de classe que descobre que o cão de Victor – o nome do garoto é Victor Frankenstein – foi ressuscitado. E pede para que ele faça o mesmo para ele, de modo que ele tenha chances de vencer na feira de ciências da escola. Victor dá vida, então, a um peixinho, mas os resultados não são muito bem sucedidos. Ele pergunta o porquê ao seu professor – que é a cara do Vincent Price – e ele diz que o primeiro experimento deu certo porque ele fez com o coração, não somente com a razão.

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Resenha: LOOPER – ASSASSINOS DO FUTURO

LOOPER – ASSASSINOS DO FUTURO (Looper, EUA, 2012)
Gênero: Ficção Científica
Duração: 118 min.
Elenco:  Bruce Willis, Joseph Gordon-Levitt, Emily Blunt, Jeff Daniels, Piper Perabo, Paul Dano, Garret Dillahunt, Pierce Gagnon, Tracie Thoms, Han Soto
Trilha Sonora Original: Nathan Johnson
Roteiro:  Rian Johnson
Direção: Rian Johnson
Cotação***½

Variação do tema de O EXTERMINADOR DO FUTURO, de James Cameron, e de outros filmes envolvendo viagens no tempo, LOOPER – ASSASSINOS DO FUTURO (2012) é um competente thriller de ficção científica que, por lidar com viagens no tempo, já é motivo suficiente para darmos uma conferida. Esse tipo de tema desperta o nosso fascínio e já gerou inúmeros filmes interessantes. No caso de LOOPER, o roteiro é original e do próprio diretor, Rian Johnson, que conta agora com um filme de grande visibilidade, depois de dois trabalhos menores que saíram direto em home video aqui no Brasil: A PONTA DE UM CRIME (2005) e VIGARISTAS (2008). Em ambos, Joseph Gordon-Levitt também esteve presente. Mas é com LOOPER que o cineasta conquista espaço no primeiro time de Hollywood.

A premissa é muito boa: em 2044, a máquina do tempo não havia sido inventada ainda, mas seria em alguns anos. Como no futuro, por algum motivo, é impossível desaparecer com o corpo de uma pessoa, uma organização secreta e criminosa envia o desafeto para o ano em que se passa o filme. Há, inclusive, um local e uma hora exata específicos em que o corpo aparecerá amarrado e pronto para ser executado por um Looper, como é chamada essa pessoa que mata e dá sumiço no corpo que vem do futuro. Em troca, os Loopers ganham barras de prata, que trocam por dinheiro e podem viver uma vida confortável, num mundo cheio de mendigos nas ruas. Nota-se que é mais um filme a ver o futuro como uma distopia.

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Resenha: RESIDENT EVIL 5: RETRIBUIÇÃO

RESIDENT EVIL 5: RETRIBUIÇÃO (Resident Evil: Retribution, Alemanha / EUA, 2012)
Gênero: Ficção Científica
Duração: 97 min.
Elenco: Milla Jovovich, Sienna Guillory, Michelle Rodriguez, Aryana Engineer, Bingbing Li, Boris Kodkoe, Johann Urb, Robin Kasyanov, Kevin Durand, Ofilio Portillo, Oded Fehr, Colin Salmon, Shawn Roberts
Trilha Sonora Original: Tomandandy
Roteiro:  Paul W. S. Anderson
Direção: Paul W. S. Anderson
Cotação***

Devemos a Paul W.S. Anderson a primeira adaptação bem sucedida de um videogame para o cinema. No caso, MORTAL KOMBAT (1995). Isso abriu as portas para que ele fosse o homem ideal para dirigir RESIDENT EVIL: O HÓSPEDE MALDITO (2002), que até algum tempo atrás ficou com o título de melhor adaptação para o cinema de um game. Título esse só tirado alguns anos depois com TERROR EM SILENT HILL. As duas primeiras continuações do primeiro filme da série estrelada por Milla Jovovich não fizeram jus ao primeiro, mas o retorno do cineasta ao roteiro e direção no quarto título, RESIDENT EVIL 4: RECOMEÇO (2010), deu novo fôlego à cinessérie.

Isso se deveu muito à utilização da tecnologia 3D, a mesma utilizada por James Cameron em AVATAR, acabando por tornar o quarto filme uma experiência sensorial muito agradável e cheia de efeitos, monstros assustadores e algumas surpresas. E um dos méritos do quarto filme foi não entrar em detalhes sobre a história envolvendo a Umbrella Corporation, a empresa que desenvolveu um vírus que transformou as pessoas em zumbis. Na verdade, a trama é bem mais complexa do que isso, mas é possível se divertir com esses filmes sem saber muito a respeito. Afinal, o que interessa mesmo são as cenas de ação e horror, além, claro, das belas atrizes em cena.

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Resenha: BATMAN – O CAVALEIRO DAS TREVAS RESSURGE

BATMAN – O CAVALEIRO DAS TREVAS RESSURGE (The Dark Knight Rises, EUA, Reino Unido, 2012)
Gênero: Ação, Ficção Científica
Duração: 165 min.
ElencoChristian Bale, Gary Oldman, Morgan Freeman, Michael Caine, Anne Hathaway, Joseph Gordon-Levitt, Liam Neeson, Tom Hardy, Cilliam Murphy, Marion Cotillard, Maggie Gyllenhaal
Trilha SonoraHans Zimmer
RoteiroChristopher Nolan, Jonathan Nolan
Direção: Christopher Nolan
Cotação****

O cinema é uma caixinha de surpresas e justamente como aconteceu no ano passado, quando a adaptação de quadrinhos de super-heróis de 2011 que eu mais esnobava acabou sendo a melhor do ano (X-MEN – PRIMEIRA CLASSE), eis que o fato se repete com BATMAN – O CAVALEIRO DAS TREVAS RESSURGE (2012), justamente de um cineasta de quem não sou nada fã. Embora reconheça suas ótimas ideias, geralmente Nolan me decepciona com a maneira como materializa essas ideias nas telas.

Todo mundo diz: não há um grande vilão como o Coringa de Heath Ledger no filme. Mas seria mesmo difícil haver. Aquilo foi algo único, uma interpretação quase possessa de um personagem quase demoníaco no corpo de um ator. Portanto, é mais do que satisfatória a opção por um supervilão como Bane, interpretado por um bombado Tom Hardy. Sem falar que a ênfase no tema do terrorismo exacerbado ao longo de todo o filme é muito representativa da sociedade em que vivemos. Principalmente na paranoica sociedade norte-americana.

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Resenha: CHERNOBYL

CHERNOBYL (The Chernobyl Diaries, EUA, 2013)
Gênero: Terror, Ficção Científica
Duração: 90 min.
Elenco: Jesse McCartney,Jonathan Sadowski, Nathan Phillips, Olivia Dudley, Ingrid Bolsø Berdal, Devin Kelley, Dimitri Diatchenko
Trilha Sonora: Diego Stocco
Roteiro: Oren Peli, Carey Van Dyke, Shane Van Dyke
Direção: Bradley Parker
Cotação: *

Costumo ser mais generoso quando falo de filmes de horror, por ter um especial carinho pelo gênero. Mas tem certos filmes que são indefensáveis. É o caso deste CHERNOBYL (2012), mais uma produção de Oren Peli, um sujeito que ficou rico da noite para o dia desde que a sua baratíssima produção ATIVIDADE PARANORMAL (2009) faturou milhões nas bilheterias em todo o mundo, e ainda teve três continuações (o próximo está por vir) e uma espécie de remake passado no Japão. Claro que a ajudinha do Spielberg foi providencial.

E por mais que eu goste muito de ATIVIDADE PARANORMAL 3 (2011), não dá para sair repetindo a fórmula por aí e ser bem sucedido sempre. Tudo bem que CHERNOBYL não é bem um filme estilo found footage, mas o uso da câmera na mão está lá do mesmo jeito. E de uma maneira usada para descomplicar, já que não é preciso se preocupar com quem está segurando a câmera. Assim, sai de cena o elemento metalinguístico e entra um terror bem ordinário.

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Resenha: O ESPETACULAR HOMEM-ARANHA

O ESPETACULAR HOMEM-ARANHA (The Amazing Spider Man, EUA, 2012)
Gênero: Ficção Científica
Duração: 137 min.
ElencoAndrew Garfield, Emma Stone, Rhys Ifans, Martin Sheen, Sally Field, C. Thomas Howell, Embeth Davidtz, Chris Zylka, Denis Leary, Campbell Scott, Irrfan Khan, Kelsey Chow, Stan Lee
Trilha SonoraJames Horner
Roteiro: Alvin Sargent, James Vanderbilt, Steve Kloves
Direção: Marc Webb
Cotação***½

A tarefa de Marc Webb não foi fácil: recontar a história de um dos heróis mais queridos dos quadrinhos, já sabendo que seu filme seria comparado inevitavelmente com as versões de Sam Raimi, que tiveram boa aceitação, principalmente de público. Se a tarefa fosse pular a origem do herói aracnídeo, talvez não fosse tão complicada, mas há mesmo a intenção por parte dos produtores de “esquecer” o que foi feito por Raimi e sua equipe e fazer o chamado reboot, termo tão em voga nos dias de hoje.

E assim nasce O ESPETACULAR HOMEM-ARANHA (2012), uma obra honesta e que procura ser mais fiel do que o filme de Raimi aos quadrinhos criados por Stan Lee e Steve Ditko cerca de 50 anos atrás. E falando na idade do Aranha, não deixa de ser interessante o quanto o herói ainda permanece sendo o mais popular da Marvel. Talvez por causa de sua proximidade com uma pessoa normal. Como muita gente, Peter Parker foi um adolescente vítima de bullying na escola; sofre para conseguir dinheiro para pagar as contas e equilibrar sua vida profissional e afetiva; cuidar de sua querida Tia May; e – esse é o principal diferencial – ainda enfrentar uma galeria de supervilões tão rica quanto a do Batman.

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Resenha: PROMETHEUS

PROMETHEUS (Prometheus, EUA, 2012)
Gênero: Ficção Científica
Duração: 126 min.
ElencoCharlize Theron, Michael Fassbender, Noomi Rapace, Patrick Wilson, Idris Elba, Guy Pearce, Rafe Spall, Logan Marshall-Green, Kate Dickie, Sean Harris, Emun Elliott, Vladimir “Furdo” Furdik
Trilha Sonora: Marc Streitenfeld
RoteiroJon Spaihts, Damon Lindelof
DireçãoRidley Scott
Cotação****

E o retorno de Ridley Scott ao gênero que o consagrou e mais especificamente ao filme que trouxe seu nome ao panteão dos cineastas mais talentosos de Hollywood – no caso, ALIEN – O 8º PASSAGEIRO (1979) – foi um sucesso. Pelo menos do ponto de vista artístico, pois a produção não está indo tão bem assim nas bilheterias, como esperado, para desespero da Fox. Talvez seja o caso de filme que se tornará cultuado com o tempo, como foi o caso de BLADE RUNNER – O CAÇADOR DE ANDRÓIDES (1982). O que é uma pena, pois se trata de uma produção a ser vista no cinema. De preferência numa sala 3D de qualidade, pois o filme foi produzido em 3D, com equipamento de última geração.

PROMETHEUS (2012) começa remetendo a 2001 – UMA ODISSEIA NO ESPAÇO, de Stanley Kubrick, inclusive com os personagens hibernando dentro de câmeras criogênicas, mas aos poucos o universo de ALIEN vai tomando conta da história e dos corpos de alguns personagens. E falando em personagens, foi muito feliz a escolha do elenco de PROMETHEUS. A sueca Noomi Rapace está vivendo seu momento de glória no cinema mundial, depois de ter sido descoberta em OS HOMENS QUE NÃO AMAVAM AS MULHERES, a versão sueca. No próximo ano, inclusive, já poderemos vê-la no tão aguardado novo filme de Brian De Palma, PASSION. Mas voltando a PROMETHEUS e a seu elenco, o filme ainda conta com Michael Fassbender (como o androide David) e Charlize Theron (como a representante do patrocinador da jornada).

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Resenha: BATTLESHIP – A BATALHA DOS MARES (Filme em Destaque)

BATTLESHIP – A BATALHA DOS MARES (Battleship, EUA, 2012)
Gênero: Ficção Científica
Duração: 131 min.
Elenco: Taylor Kitsch, Brooklyn Decker, Alexander Skarsgaard, Rihanna, Asano Tadanobu, Liam Neeson, John Pense, Reila Aphrodite, Peter MacNicol, Jesse Plemons, Tadanobu Asano, Beau Brasseaux
Trilha Sonora: Steve Jablonsky
Roteiro: Erich Hoeber, Jon Hoeber
Direção: Peter Berg
Cotação: *

A expectativa em torno de BATTLESHIP – A BATALHA DOS MARES (2012) já era baixa. E o filme ainda consegue mostrar que tudo pode piorar quando a intenção dos executivos de Hollywood é só empurrar mais uma produção barulhenta e sem alma para um público pouco exigente. Ou que eles acreditam ser pouco exigente. Com um gordo orçamento de 200 milhões de dólares, o filme de Peter Berg tem apostado nas referências a TRANSFORMERS para atrair a audiência. E, por incrível que pareça, BATTLESHIP consegue ser pior do que os dois primeiros filmes dos carros-robôs gigantes.

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