
[SPOILERS] Brannon Braga e René Echevarria, os actuais showrunners de “Terra Nova”, têm um extenso background na ficção científica, nomeadamente dentro do franchise “Star Trek”. E se há algo de usual na ficção científica televisiva clássica são os episódios standalone, especialmente nos primeiros anos em que as séries se estão a estabelecer.
“Space 1999”, “Space: Above and Beyond”, “Quantum Leap”, “Babylon 5”, “Farscape”, “Sliders”, “The Twilight Zone”, “The Outer Limits”, “The X-Files”, “Stargate SG-1” e, claro, “Star Trek” e todas as suas descendentes (“Star Trek: The Next Generation”, “Star Trek: Deep Space Nine”, “Star Trek: Voyager” e “Star Trek: Enterprise”) são, sem qualquer dúvida, séries de ficção científica de referência. E, pasmem-se aqueles que ainda não tiveram oportunidade de ver as ditas, estão repletas, pejadas mesmo, de episódios standalone.
Claro que todas estas séries tiveram oportunidade de estabelecer as suas histórias e, ao longo do tempo, criar arcos e linhas de argumento mais abrangentes dentro de uma ou várias temporadas, algo que as tornou mais cativantes e lhes conseguiu angariar uma enorme legião de fãs, mas a existência de episódios standalone sempre lhe foi intrínseca.
Porém, os tempos eram outros. Hoje não há paciência para episódios fechados (e eu sou uma dessas pessoas que facilmente perde o entusiasmo com fórmulas) e os públicos anseiam por episódios em que a história seja contínua entre eles e que não haja distracções com “monstros/mistérios da semana”. E, para mal dos seus próprios pecados (pois ao alienar a audiência perde espectadores e uma série de elevados custos como esta necessita de público ou está condenada ao cancelamento), é exactamente isso que “Terra Nova” está a fazer neste momento.
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