Arquivos da Categoria: Resenhas – Trilhas Sonoras

Resenha: MAN OF STEEL – Hans Zimmer (Trilha Sonora)

superman-600x600Música composta por Hans Zimmer
SeloWaterTower Music
Catálogo: WTM39424
Lançamento: 11/06/2013
Cotação: ****

Quando o compositor Hans Zimmer finalmente foi anunciado como o escolhido para Homem de Aço, imediatamente o público começou a discutir a decisão. Os mais otimistas e fãs do músico alemão ficaram eufóricos e comemoraram; os mais conservadores começaram a cuspir fogo, ao afirmar que Zimmer não deveria ser o escolhido por ter um estilo radicalmente oposto ao de John Williams, o único e verdadeiro maestro do Superman no cinema. De uma forma ou de outra, todos estavam ansiosos para conferir o score que Zimmer havia composto para esse longa, responsável por re-imaginar o herói para os dias atuais, agora a cargo do diretor Zack Snyder, do roteirista David Goyer e do produtor Christopher Nolan. E qual foi o resultado?

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Resenha: AFTER EARTH – James Newton Howard (Trilha Sonora)

After_earth_CDMúsica composta por James Newton Howard
Selo
: Sony Masterworks
Catálogo
: 372547
Lançamento: 11/06/2013
Cotação: ***

A parceria entre o diretor M. Night Shyamalan e o compositor James Newton Howard gerou belas trilhas sonoras, mesmo que os filmes que as originaram não tivessem a mesma qualidade. Ainda que a aprovação da crítica aos longas fosse decrescendo a cada filme lançado, os scores de Howard para esses eram, na maioria das vezes, muito bem recebidos. Assim, havia grandes expectativas para a partitura de Depois da Terra (After Earth), ficção científica de aventura que marca o oitavo trabalho conjunto entre os dois.

Infelizmente, esse novo álbum do veterano compositor não correspondeu às expectativas. Aparentemente, Howard não estava tão inspirado quando compôs esse score, que sofre de um grave problema: sua longa duração, preenchida principalmente por faixas desinteressantes, sem muita variação musical. Aqui não vemos nenhum rompante de inovação do músico, como o tema heroico/melancólico de Corpo Fechado, o suspense “herrmaniano” de Sinais, os belos solos de violino acompanhando a orquestra de A Vila ou a escala épica de O Último Mestre do Ar, mas sim motivos genéricos e não muito inspirados.

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Resenha: STAR TREK INTO DARKNESS – Michael Giacchino (Trilha Sonora)

star-trek-into-darkness-largeMúsica composta por Michael Giacchino
Selo: Varese Sarabande Records
Catálogo: VSD-7198
Lançamento: 21/05/2013
Cotação: ****

Em 2009, para o recomeço da série Star Trek nos cinemas, o compositor Michael Giacchino, ao mesmo tempo, procurou respeitar a tradição musical da série e acrescentar a sua própria marca. As críticas foram positivas, e o score logo se tornou um dos pontos altos da carreira do compositor. Quatro anos depois, ele tem a chance de revisitar esse universo e dar prosseguimento a algumas ideias presentes no álbum anterior, ao mesmo tempo em que adiciona novas cores e texturas.

Na continuação do sci-fi, intitulada no Brasil Além da Escuridão – Star Trek, os heróis são atacados por um terrível e poderoso vilão, disposto a tudo para destruir a Federação. Trata-se, portanto, de uma história mais sombria que a de seu antecessor, e a trilha do filme procura seguir esse clima. Assim, Giacchino, nessa partitura, toma algumas liberdades e procura seguir caminhos e estilos que até então ele próprio não havia explorado antes. A música é mais grandiosa que no anterior, e possui maior dramatismo também. É como se, ao mesmo tempo, o músico tivesse se inspirado no Hans Zimmer ouvido em trilhas como Além da Linha Vermelha, O Último Samurai e Rei Arthur, bem como no estilo empregado por John Williams para a nova trilogia de Star Wars, em especial o Episódio III – mas sem perder sua própria identidade, é claro.

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Resenha: IRON MAN 3 (SCORE) – Brian Tyler (Trilha Sonora)

iron_man_3_CDMúsica composta por Brian Tyler
Selo
: Hollywood Records
Catálogo
: D001808802
Lançamento: 30/04/2013
Cotação: ****

Como os dois filmes da franquia que o antecederam, Homem de Ferro 3 traz um novo compositor para acompanhar as movimentadas aventuras de Tony Stark e seu alter-ego de armadura. Assim, Brian Tyler sucede a Ramin Djawadi e John Debney, e dá a sua contribuição musical à trajetória cinematográfica do super herói, que com este filme inaugura a “Fase 2″ dos filmes da Marvel Studios que culminará com o lançamento de Os Vingadores 2 em 2015.

Tyler, que está se notabilizando por entregar energéticos scores, realizou um trabalho estruturalmente parecido com o de Os Mercenários 2, ou seja, com um tema principal forte e dominado por faixas de ação. O Homem de Ferro sempre teve um lado “rock” a ele associado, e os demais compositores buscaram, cada um ao seu modo, mesclar esse elemento eletro-eletrônico com as sonoridades orquestrais de uma trilha sonora tradicional. E a meu ver Tyler foi o que se saiu melhor nesse aspecto, com tais elementos integrando-se mais harmoniosamente na partitura.

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Resenha: JACK THE GIANT SLAYER – John Ottman (Trilha Sonora)

jack_giant_slayer_cdMúsica composta por John Ottman
Selo: WaterTower Records
Catálogo: 8908941
Lançamento: 26/02/2013
Cotação: ****

Filmes de fantasia costumam render belas trilhas orquestrais. Alguns bons exemplos dos últimos anos são Alice no País das Maravilhas, de Danny Elfman, Branca de Neve e o Caçador, por James Newton Howard, e O Hobbit: Uma Jornada Inesperada, de autoria de Howard Shore. E não será diferente com esse Jack – O Caçador de Gigantes, o novo longa do consagrado diretor Bryan Singer, que se propõe a fazer uma releitura (regada a muita ação e efeitos especiais) do clássico conto de fadas “João e o Pé de Feijão”. Para a trilha sonora, Singer contratou seu colaborador habitual, John Ottman, e os dois decidiram que o longa precisava de uma partitura exuberante e à moda antiga. Continuar lendo

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Resenha: TRON: UPRISING – Joseph Trapanese (Trilha Sonora)

TRON_uprising_CDMúsica composta por Joseph Trapanese
Selo: Walt Disney Records
Catálogo: D001405902
Lançamento: 08/01/2013
Cotação: ****

Joseph Trapanese pode ser considerado aquele sujeito que faz um tremendo trabalho, mas não aparece muito. Isso pode ser dito porque Mr. Trapanese trabalhou em Tron: Legacy desde o rascunho até o produto final, e arranjou a nova versão orquestral da canção “Extreme Waysde Moby para The Bourne Ultimatum, o que resume suas qualificações.

A razão para que Joseph Trapanese seja o cara que quase não aparece é um pouco incerta, mas o fato é que ele realizou um grande trabalho na mixagem e edição de Tron: Legacy, e foi chamado para uma função crucial no projeto da série de televisão animada Tron: Uprising. A diferença aqui é essencialmente a fonte: música para cinema tende a ser mais proeminente, já a música para a televisão tem a propensão de ser mais sintética e de fundo. De qualquer modo, Trapanese conseguiu destacar alguns momentos “balls-to-the-walls”, como diriam os norte-americanos.

Os fãs tecnicistas perceberão que toda a base estrutural de Tron: Legacy pode ser encontrada em Tron: Uprising, o que leva a um movimento contínuo em direção ao fluxo da história, de forma que o espectador possa evoluir da experiência anterior mas com aspectos, tons e músicas familiares. De certo modo Trapanese vai mais a fundo em Uprising, as melodias são mais brutas e as harmonias acabam sendo mais intrincadas e misteriosas, alguns poderiam qualificá-las como “espertas”. E mais, ele brinca bastante de esconde-esconde e melhora consideravelmente a dinâmica, tanto que aqueles que não apreciaram muito o score anterior poderão achar que este seria o do filme, e aquele o da série de televisão. Continuar lendo

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Resenha: THE HOBBIT: AN UNEXPECTED JOURNEY – Howard Shore (Trilha Sonora)

Música composta por Howard Shore, The London Philharmonic Orchestra regida pelo compositor
Selo
: WaterTower Music
Catálogo: 39373
Lançamento: 11/12/2012
Cotação: *****

Lembro muito bem da estranheza que senti quando soube que o canadense Howard Shore fora escolhido para compor a trilha sonora original de O Senhor dos Anéis: A Sociedade do Anel. Afinal, era o tipo de filme cuja temática exigia uma exuberante partitura orquestral, algo que o compositor até então nunca criara. Três filmes e dois Oscars depois, para mim (e creio que para todos os fãs da trilogia do diretor Peter Jackson baseada nos livros de J.R.R. Tolkien), a música épica de Shore ficou tão associada à obra que fica impossível imaginarmos esses filmes sem seu magnífico acompanhamento musical (posteriormente adaptado pelo próprio compositor para concerto).

De forma contrária, quando o projeto de O Hobbit foi anunciado – inicialmente com Jackson apenas na produção e roteiro – o temor era de que outro compositor herdasse a tarefa de criar as trilhas sonoras dos então dois filmes (o projeto foi posteriormente expandido para uma nova trilogia). Mas com Jackson confirmado na direção, o cineasta e o compositor felizmente colocaram de lado o incidente King Kong, e Shore foi convocado já no início das filmagens para criar a música para a nova epopeia da Terra Média, que como o livro no qual se baseia é um prelúdio aos eventos da trilogia O Senhor dos Anéis. Assim, com o mesmo diretor e a maior parte da equipe técnica original, também a integridade musical do novo projeto parecia estar garantida.

Deixe-me explicar melhor essa questão da “integridade musical”: um novo compositor poderia assumir o posto de Shore, pegar alguns de seus temas originais e agregá-los ao próprio material, como aconteceu por exemplo na franquia Harry Potter, na qual John Williams foi sucedido por outros colegas que, em maior ou menor grau, afastaram-se de seus conceitos iniciais a ponto de a própria assinatura musical da série praticamente deixar de ser usada nos scores. Sem falar que, quando empregados, os temas de Williams muitas vezes pareceram deslocados dentro do estilo do compositor da vez. Seria lamentável se isso acontecesse nos filmes de O Hobbit, e a permanência de Shore seria a garantia da continuidade e desenvolvimento de um conceito consagrado. E, finalmente já tendo ouvido à trilha sonora original do primeiro filme que chega às telas mundiais no próximo mês de dezembro, posso respirar aliviado: musicalmente The Hobbit: An Unexpected Journey, atendeu e até mesmo superou minhas expectativas.

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Resenha: LOOPER – Nathan Johnson (Trilha Sonora)

Música composta por Nathan Johnson
Selo
: La-La Land Records
Catálogo: Download digital
Lançamento: 18/09/2012
Cotação: ****

O diretor Rian Johnson sempre foi inclinado a trazer algo realmente original às telas, deixando uma forte impressão que faz com que você vá para casa e pense no assunto por pelo menos uma excruciante semana, e é exatamente isso o que acontece com Looper – Assassinos do Futuro.

Especificamente quanto à trilha sonora, o primo do diretor, Nathan Johnson, é um compositor talentoso afeiçoado à musique concrete, ou seja, grava sons de objetos comuns como tijolos e vidros se quebrando e os faz soar musicalmente apropriados, e o resultado é surpreendente, para dizer o mínimo. Ele reuniu um grupo e foi às ruas gravar sons que, no final, seriam o núcleo do score, e a sensação dominante em seu primeiro ato é uma agitação das ruas. Mas não entenda a mal a mensagem do nosso bom rapaz, no fundo ainda existem os trabalhados violinos sintetizados que funcionam tão bem em filmes sci fi, além de texturas e percussão eletrônicas.

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Resenha: BLADE RUNNER (30TH ANNIVERSARY CELEBRATION) – Vangelis (Trilha Sonora)

Música composta por Vangelis, regravada por Edgar Rothermich
Selo
: BuySoundtrax
Catálogo: BSXCD-8917
Lançamento: 19/09/2012
Cotação: ****

À época do seu lançamento, o score de Vangelis para Blade Runner veio repleto de um romantismo místico, um senso de busca pelo Lar, tristeza, justiça pelas próprias mãos e desigualdade.

O senso de dever de Deckard é ofuscado principalmente por suas próprias dúvidas em relação aos Replicantes, questão que Vangelis teve de representar através de temas que soassem dúbios, acordes sobrepostos criando um senso de faixas “semi-polirrítmicas” e consequentemente evocando a ideia inconsciente de que algo mais estava acontecendo na tela.

Aqueles interessados nos aspectos técnicos, ainda que não que não sejam fãs de Blade Runner, tem uma oportunidade valiosa para comparar o original com o processo de engenharia reversa empregado por Edgar Rothermich neste álbum. Por outro lado, não espere algo inteiramente diferente, porque como as notas do encarte dizem, o objetivo nunca foi fazer uma trilha sonora baseada na original de Vangelis, mas regravá-la da maneira mais fiel possível.

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Resenha: JOHN CARTER – Michael Giacchino (Trilha Sonora)

Música composta por Michael Giacchino
Selo: Walt Disney Records
Catálogo: D001405102
Lançamento: 06/03/2012
Cotação: ****½

O livro “A Princesa de Marte”, escrito por Edgar Rice Burroughs (obra que certamente influenciou pessoas como George Lucas e James Cameron) passou décadas transitando por Hollywood. Sua adaptação era um sonho para diversos produtores, e gente como Ray Harryhausen, John McTiernan, Frank Miller e Robert Rodriguez já estiveram envolvidos com o projeto sem, contudo, conseguir com que ele chegasse às telas. Após décadas de tentativas frustradas eis que, finalmente, o longa foi lançado. Comandado por Andrew Stanton, diretor de Procurando Nemo e Wall-E, John Carter – Entre Dois Mundos marca a estreia do diretor em filmes live action. Para compor a trilha sonora, Stanton chamou o talentoso Michael Giacchino, e a escolha revelou-se acertadíssima. Afinal, mesmo que o filme tenha tido uma bilheteria fraca e recepções mistas da crítica, o score de Giacchino permaneceu como um dos melhores (talvez até o melhor) já compostos por ele. E, ainda que em determinados momentos John Carter lembre outras obras do compositor, como Lost, Star Trek e Super 8, felizmente é perceptível a evolução do estilo de Giacchino nesse seu novo score.

Na contramão de boa parte das trilhas atuais, Michael Giacchino compôs uma partitura quase inteiramente orquestral, á moda antiga, influenciada por nomes como Maurice Jarre, Jerry Goldsmith e, principalmente, John Williams. Afinal, assim como nos famosos scores da primeira trilogia de Star Wars ou de Caçadores da Arca Perdida, por exemplo, em John Carter nós temos um tema principal forte, em torno do qual toda a trilha gravita, além de outros temas menores, utilizados por Giacchino para representar o mundo imaginado por Burroughs. Esse tema procura fazer uma representação mais romântica do espaço, como se buscasse a época em que o autor escreveu sua obra, na qual se podia imaginar civilizações avançadas vivendo em Marte, ou Barsoom, na mitologia do filme e do livro.

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Resenha: THE AMAZING SPIDER-MAN – James Horner (Trilha Sonora)

Música composta por James Horner
Selo: Sony Classical
Catálogo: 88725438052
Lançamento: 03/07/2012
Cotação: ***½

Dez anos atrás, o primeiro filme do personagem mais famoso da Marvel, Homem-Aranha, teve uma ótima trilha composta por Danny Elfman, que raramente decepciona quando se trata de longas baseados em quadrinhos (a lendária Batman, de 1989, que o diga). Para O Espetacular Homem-Aranha, que possui a missão de reiniciar a lucrativa franquia, o compositor escolhido foi o famoso James Horner. Aqueles que acompanham a carreira do sujeito por trás dos scores de Titanic e Coração Valente perceberiam que a escolha de Horner para um longa de super-herói é, no mínimo, inusitada.

Como um veterano na indústria de cinema, e tendo já conquistado dois Oscars e outras nove indicações, o compositor já sabe que não precisa provar mais nada para ninguém e aqui se permite ser mais experimental, incluindo sintetizadores, guitarras e até vocalizações étnicas junto à orquestra. O resultado é uma trilha que lembra outros trabalhos, como Karatê Kid, Uma Mente Brilhante, Avatar, e o próprio Homem-Aranha do Danny Elfman. Aliás, os dois músicos compuseram temas semelhantes para o herói, porém com uma diferença fundamental: enquanto Elfman procurou retratar o poder e a força do personagem, Horner quis ressaltar mais seu heroísmo e seus feitos.

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Resenha: THE DARK KNIGHT RISES – Hans Zimmer (Trilha Sonora)

Música composta por Hans Zimmer
Selo: WaterTower Music
Catálogo: WTM 39313
Lançamento: 17/07/2012
Cotação: ****

Para o reinício da franquia do famoso herói Batman, o diretor Christopher Nolan escolheu o controverso Hans Zimmer para compor a trilha sonora. As partituras de Batman Begins e Batman – O Cavaleiro das Trevas provocaram polêmica, primeiramente pela decisão de Zimmer em chamar o colega James Newton Howard para ser seu “co-compositor”. Além disso, as experimentações da dupla nos scores provocaram reações divididas da crítica e do público: enquanto os mais conservadores criticaram o tom sombrio e melancólico (diferindo bastante, assim, da clássica partitura de Danny Elfman para o filme de 1989, que preferiu investir num tema marcante para o Homem-Morcego), outros abraçaram e elogiaram esse mesmo estilo.

E não será diferente com o score desse Batman – O Cavaleiro das Trevas Ressurge. Afinal, esta é uma partitura muito parecida com as duas anteriores, com a diferença de que, dessa vez, Hans Zimmer é o único compositor. Assim como nas trilhas anteriores, esse score fará uso de uma mistura de música orquestral com instrumentos e efeitos eletrônicos, além das polêmicas experimentações típicas do músico alemão. Felizmente, a trilha de O Cavaleiro das Trevas Ressurge consegue superar as de seus antecessores, sendo um trabalho mais coeso, mais forte.

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Resenha: SNOW WHITE AND THE HUNTSMAN – James Newton Howard (Trilha Sonora)

Música composta por James Newton Howard, regida por Pete Anthony
Selo: Universal Republic
Catálogo: 001693002
Lançamento: 29/05/2012
Cotação: ****

Alguns críticos e fãs de trilhas sonoras andam dizendo que James Newton Howard perdeu a inspiração, e que seus trabalhos têm sido bastante irregulares após o ótimo score de O Último Mestre do Ar. Após trilhas como a fraca Lanterna Verde e Jogos Vorazes (que é uma boa partitura, porém aquém do talento do compositor), muitos pareciam acreditar que seus scores não voltariam a ter o mesmo brilho de antes. Felizmente, a trilha de Branca de Neve e o Caçador, ainda que não possua a excelência de Dinossauro, Sinais ou A Vila, possui méritos suficientes ara mostrar que o compositor ainda pode nos surpreender positivamente.

Diferentemente de Jogos Vorazes, onde parece ter trabalhado com o pé no freio (certamente por orientação do diretor, que não queria algo muito intrusivo), aqui Howard tem a oportunidade de compor uma trilha mais grandiosa, com a utilização de orquestra e coral, além de, aqui e ali, incluir instrumentação eletrônica. Não seria exagero dizer que essa trilha é uma das melhores para blockbusters do ano, até agora.

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Resenha: STAR TREK: FIRST CONTACT – Jerry Goldsmith (Trilha Sonora Completa)

Música composta e regida por Jerry Goldsmith, música adicional de Joel Goldsmith
Selo: GNP Crescendo Records
Catálogo: GNPD 8079
Lançamento: 03/04/2012
Cotação: ****

O prematuro falecimento do compositor Joel Goldsmith, filho do lendário Jerry Goldsmith (1929-2004), recentemente enlutou o mundo das trilhas sonoras. Além de ter uma consistente carreira própria, em especial na televisão, Joel colaborou com o pai em alguns trabalhos, como a trilha eletrônica de Runaway – Fora de Controle, onde foi o programador dos sintetizadores. Aliás, é sabido que Joel foi o responsável por mostrar ao pai as possibilidades da música eletrônica, sendo que Jerry terminou por incorporar os sintetizadores como uma seção complementar da orquestra. Mas entre as parcerias entre pai e filho a mais famosa é este score de Jornada nas Estrelas: Primeiro Contato, que finalmente recebeu uma edição completa oficial (e limitada em 10.000 cópias), lançada no último mês de abril – menos de um mês antes da morte de Joel.

O filme, o melhor da Nova Geração de Jornada nas Estrelas, possui uma trama que envolve os melhores vilões da série, os Borgs, e um acontecimento histórico na mitologia da franquia: o primeiro vôo em dobra espacial de Zefram Cochrane (James Cromwell), que levou ao primeiro contato da humanidade com uma raça alienígena – os Vulcanos. Um dos acertos do diretor Jonathan Frakes foi lutar com os executivos para trazer de volta Jerry Goldsmith como compositor da trilha original, a fim de que o filme efetivamente soasse como uma grande produção cinematográfica, e não como  um mero episódio longo da série. Mesmo sobrecarregado com outro trabalho o compositor aceitou o convite, desde que seu filho Joel pudesse ajudá-lo nas composições e orquestrações.

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Resenha: PROMETHEUS – Marc Streitenfeld (Trilha Sonora)

Música composta por Marc Streitenfeld
Selo: Sony Masterworks
Catálogo: 197834
Lançamento: 05/06/2012
Cotação: ****

Normalmente não gosto de comentar uma trilha sonora antes de ouvi-la em seu respectivo filme, já que ela, em princípio, foi criada para acompanhar as imagens que vemos na tela e sua audição em separado pode gerar uma avaliação desconexa com as intenções do compositor e até mesmo do realizador. O melhor de dois mundos são aqueles scores que cumprem bem sua missão de dar o adequado suporte ao filme e, ao mesmo tempo, em álbum revelam ser uma audição atraente – algo, hoje em dia, raro de acontecer. De qualquer maneira, com o hype e a excelente campanha de marketing que antecede o lançamento de Prometheus, que marca o retorno do diretor Ridley Scott ao universo sci fi por ele introduzido no antológico Alien – O Oitavo Passageiro (1979), me vi tentado a não só ouvir, mas também a comentar a trilha sonora que será lançada em CD daqui a algumas semanas (por volta da mesma época do filme), mas que já está disponível para download no iTunes.

Como quem está lendo esta resenha deve saber, o filme de 1979 recebeu um estimado score de Jerry Goldsmith que, em virtude de diferenças criativas entre o compositor e o diretor, na montagem final foi recortado e, em determinadas sequências, até mesmo substituído por peças eruditas ou por trechos de um antigo score de Goldsmith, Freud. Como ainda não assisti a Prometheus não posso afirmar que isso não se repetiu, mas o fato é que Scott adora mexer com as partituras que os compositores lhe entregam. Em Cruzada, substituiu trechos da música original de Harry Gregson-Williams por trilhas de outros filmes (ironicamente até por uma composição de Goldsmith), e no caso presente temos o “reforço” ao score de Marc Streitenfeld de duas faixas de… Harry Gregson-Williams. Mas independentemente do que possamos ouvir (ou não) no filme, achei promissor este trabalho do alemão Streitenfeld, que de integrante da equipe de Hans Zimmer alçou carreira solo e tornou-se o colaborador habitual de Scott em seus últimos filmes.

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Resenha: THE AVENGERS – Alan Silvestri (Trilha Sonora)

Música composta e regida por Alan Silvestri,
Selo: Hollywood/Intrada
Catálogo: D001759402
Lançamento: 01/05/2012
Cotação: **½

Os Vingadores, um dos fortes candidatos a maior blockbuster de 2012, já chegou e pelo jeito atendeu (e até superou) as altas expectativas da maioria dos fãs da equipe de super-heróis da Marvel. Após seus filmes solo, o diretor e roterista Joss Whedon conseguiu reunir de forma competente e divertida Capitão América, Homem de Ferro, Thor e Hulk para enfrentar Loki e seu exército alienígena.

O acompanhamento musical da aventura ficou a cargo do tarimbado Alan Silvestri, que para Capitão América – O Primeiro Vingador, compôs uma das melhores (senão a melhor) trilhas sonoras do lote. Assim, a expectativa também era grande quanto à partitura musical que Silvestri criaria para Os Vingadores, e nesse aspecto não há, infelizmente, como ficar muito empolgado com o que ouvimos no score recém lançado em CD.

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