Resenha: FILHA DO MAL


FILHA DO MAL (The Devil Inside, EUA, 2012)
Gênero: Terror
Duração: 83 min.
Elenco: Fernanda Andrade, Simon Quarterman, Evan Helmuth, Ionut Grama, Suzan Crowley, Bonnie Morgan, Brian Johnson, Preston James Hillier, D.T. Carney
Roteiro: William Brent Bell, Matthew Peterman
Trilha Sonora: Brett Detar
Direção: William Brent Bell
Cotação: ****

Que surpresa boa é este FILHA DO MAL (2012), que com apenas um milhão de dólares de orçamento desbancou produções milionárias como MISSÃO IMPOSSÍVEL – PROTOCOLO FANTASMA nos Estados Unidos. É um filme pequeno que aparentemente não tem muito a oferecer de novo ao espectador. Afinal, o uso da câmera na mão, do falso documentário para passar mais “verdade”, tem sido explorado à exaustão em Hollywood e até fora do território americano nos últimos anos. Mas o que FILHA DO MAL, então, tem para oferecer de novo dentro desse subgênero e dentro também dos filmes de exorcismo?

Na verdade, contar seria estragar um pouco a surpresa desse filme que acaba mais rápido do que a gente imagina, deixando o espectador talvez um pouco frustrado, pois a experiência de tensão na última sequência é uma das melhores de FILHA DO MAL. Melhor repetir um pouco o que quase todo mundo que tem frequentado os cinemas e visto o trailer já sabe: trata-se da história de uma jovem de 28 anos que resolve saber mais detalhes sobre o que aconteceu com sua mãe, internada há vinte anos num hospital psiquiátrico em Roma, por ter matado três pessoas durante um ritual de exorcismo. Ela era a exorcizada, a suposta possuidora de demônios.

A filha também intenciona saber se o caso é de possessão ou de loucura e, se for a segunda hipótese, se isso está em seus genes. Para isso, vai com um amigo cinegrafista a fim de preparar também um documentário. Deste modo, ela visita um curso de exorcistas na Itália, onde conhece um grupo de padres ou interessados no assunto, um deles bem cético, que a ajuda a presenciar uma verdadeira sessão de exorcismo. Contar mais seria uma crueldade.

FILHA DO MAL deve muito de seu sucesso à brasileira Fernanda Andrade, que tem no currículo a minissérie ANJOS CAÍDOS e alguns trabalhos para a televisão. Ela teve apenas uma semana para se preparar para o papel e se saiu muito bem. A edição é acertada, ora mostrando depoimentos dos personagens e dos “entrevistados” direto para a câmera, ora acompanhando a protagonista na jornada que a levará a entrar em contato com pessoas possuídas. Enfim, uma produção pequena e modesta que já está na luta pelo posto de filme de horror do ano.

Ailton Monteiro
[via ScoreTrack.net]

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