Resenha: IMORTAIS


IMORTAIS (Immortals, EUA, 2011)
Gênero: Aventura
Duração: 110 min.
Elenco: Henry Cavill, Stephen Dorff, Isabel Lucas, Freida Pinto, Luke Evans, Kellan Lutz, John Hurt, Mickey Rourke
Roteiro: Charles Parlapanides, Vlas Parlapanides
Trilha Sonora: Trevor Morris
Direção: Tarsem Singh
Cotação: ***

Depois do fracasso de TRÓIA, Hollywood ficou com um pé atrás em relação a filmes épicos. No entanto, 300, embora esteja longe de ser um grande filme, mostrou que era possível utilizar a tecnologia de computação gráfica para baratear os custos, mesmo que isso prejudicasse o realismo das produções. No caso de 300, esse artificialismo dos cenários tinha uma razão de ser. Foi uma escolha estética, a fim de emular os quadrinhos de Frank Miller o máximo possível, como em SIN CITY. Também é por opção estética que IMORTAIS (2011), com sua direção de arte carnavalesca, sua fotografia bem colorida e sua violência próxima de um videogame, se assume.

Sob a direção do indiano Tarsem Singh, de A CELA (2000), o filme reinventa a mitologia grega, sem se importar com o que os textos clássicos narram. Assim, deuses aparecem em frente aos homens e a história de Teseu e do minotauro é narrada de maneira bem diferente, mas de modo a contribuir para o desenvolvimento da trama. Em IMORTAIS, não interessa se Mickey Rourke está canastrão como o vilão Hipérion; ou se o herói, vivido pelo novo Superman, Henry Cavill, parece superpoderoso demais. Aliás, isso não é nenhum problema. É mesmo preciso que o filme mostre um herói grego próximo a um super-herói. Como, por exemplo, Aquiles e Ajax em “A Ilíada”, na descrição bem detalhada de Homero. Em IMORTAIS, vemos Teseu matando diversos homens com sua lança e sua espada em uma coreografia muito bem orquestrada.

Muito bem também está Freida Pinto, como a oráculo que se apaixona por Teseu e, ao perder a virgindade com ele, perde também o dom de visões do futuro. Aliás, Freida está cada vez mais linda. Nem parece aquela garotinha de QUEM QUER SER UM MILIONÁRIO?, no não tão distante ano de 2008. Tudo bem que antes de ser atriz ela já era modelo, mas diria que agora ela atingiu o seu auge de beleza. Quanto à violência, IMORTAIS agrada a gregos e troianos. Nem é tão sangrento, pois muito do sangue mostrado é em forma de pixels; nem é tão “censura livre”, pois o que não faltam são cabeças decepadas, pessoas queimadas vivas, línguas cortadas, entre outros atos de violência que sempre serão atrativos para o eternamente sádico coração humano.

Ailton Monteiro
[via ScoreTrack.net]

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5 comentários sobre “Resenha: IMORTAIS

  1. Acho que Imortais não passa do velho clichê de filme épico, altamente pretensioso mas sem cacife para tal. A mudança nas histórias mitológicas até que nem me ative tanto, mas o enredo em si está muito piegas, nada de novo, mais do mesmo, e o 3d não impressiona nem um pouco. Até se fosse escolher filmes de entretenimento escolheria muitos outros besteiróis a Imortais.

  2. Tô começando a ficar de saco cheio destes filmes baratos, pseudo epicos, pseudo artisticos, com fotografia bosta-sepia, grafismo de quadrinhos e atuações piores que dos filmes de gladiadores da Cinecittá…alias, estes eram melhores porque eram sinceramente ingenuos. Blearghhhh…o Mickey Rourke já devia estar aposentado e p…q..p….., o tal do novo superman não chega ao calcanhar do majestoso e shakespeareano Chris Reeve. Já tô com medo do Man of Steel !

  3. Eu assisti o filme e gostei (nota 7).
    Se alguém pensa em ir assistir o filme para teorizar o enredo, não vá! Diria que o filme tem gênero único e não deve ser analisado restritamente sob o ponto de vista da mitologia, o assunto é esse eu sei, mas na minha opinião a diversão do filme está nos efeitos, cenários, figurinos.
    Não gostei do 3D. Poderia ficar melhor. Outra coisa chata é o som do Cinemark que fica absurdamente alto.

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