HOMEM DE FERRO 2 (Iron Man 2, EUA, 2010)
Gênero: Ficção Científica
Duração: 124 min.
Elenco: Robert Downey Jr., Don Cheadle, Gwyneth Paltrow, Sam Rockwell, Scarlett Johansson, Mickey Rourke, Samuel L. Jackson, Kate Mara
Compositor: John Debney
Roteirista: Justin Theroux
Diretor: John Favreau
Cotação: ***½
HOMEM DE FERRO 2 era das adaptações de quadrinhos mais aguardadas dos últimos tempos, já que o primeiro filme agradou a gregos e troianos e, para a continuação, foi mantida basicamente a mesma equipe. Porque, então, as várias avaliações que apontam a continuação como inferior ao longa de 2008? Bem, problemas à parte, creio que a principal diferença de lá para cá chama-se BATMAN – O CAVALEIRO DAS TREVAS. O sombrio e adulto estudo de Nolan sobre o mito do herói levou as adaptações de super-heróis a um outro nível, fazendo com que a concorrência ficasse parecendo brincadeira de criança.
Além disso, com a preocupação de fazer um filme para a família, em HOMEM DE FERRO 2 o diretor John Favreau e a Marvel deixaram de explorar muitas situações e conflitos, o que ajudou a enfraquecer o filme. Que começa muito bem, com um irreverente e sarcástico Tony Stark (Robert Downey Jr., de novo a maior razão para vermos um filme) se recusando, frente ao Congresso Norte-Americano, a entregar ao governo os segredos de sua armadura. Porém mais adiante vemos seu amigo, o tenente-coronel James Rhodes (Don Cheadle, substituindo Terrence Howard), roubar de Stark uma das armaduras, que usará como Máquina de Combate, para entregá-la ao governo. Estranhamente isso acaba não afetando em nada o relacionamento entre os dois, que continuam sendo grandes amigos.
Já o alcoolismo de Tony Stark, totalmente ignorado no primeiro filme mas que foi muito explorado nos gibis, agora é abordado porém de uma forma muito superficial. E lá no final, durante o grande confronto entre o super-herói e os robôs do vilão Danko (Mickey Rourke, em desgrenhada e marcante caracterização), ocorre enorme destruição num local apinhado de gente e é óbvio concluir que muitas pessoas morreram – porém isso fica apenas subentendido e as consequências disso são… zero. Enfim, é essa superficialidade em abordar estas e outras situações do roteiro que prejudicam o filme. Mas que ainda assim consegue ser um ótimo entretenimento e, se analisado friamente, não chega a ser tão inferior ao primeiro.
HOMEM DE FERRO 2 ainda procura continuar aprofundando pelo menos um pouco seus personagens, sejam heróis ou vilões. Pepper Potts (Gwyneth Paltrow) recebe a atenção merecida como associada e interesse romântico do herói, Rhodes é colocado em conflito quando decide se opor ao amigo, e o próprio Stark enfrenta uma situação terminal na qual acaba tendo que recorrer às lembranças paternas para salvar sua vida. Do lado dos vilões descobrimos que também por causa das lembranças paternas o russo Ivan Danko acaba se tornando o nêmesis do Homem de Ferro, e é impossível não deixar de nutrir certa simpatia por ele. Pena que o outro vilão, Justin Hammer, não tenha sido melhor explorado, já que ele é encarnado pelo sempre excelente Sam Rockwell (LUNAR).
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O filme segue levando adiante o arco que culminará no filme dos VINGADORES em 2012, e a participação de Samuel L. Jackson como o chefão da S.H.I.E.L.D., Nick Fury, limita-se ao essencial para isso. Bem melhor é a introdução da belezura Scarlett Johansson como a assessora de Stark Natalie que, posteriormente, se revelará a agente da S.H.I.E.L.D. Natasha Romanoff, a Viúva Negra. Ela protagoniza um empolgante combate ao lado do motorista de Stark, Happy (o próprio diretor Favreau, que dessa vez resolveu ser parte mais ativa à frente das câmeras).
Se evitadas comparações com o filme de Nolan e pesados os prós e contras, temos que HOMEM DE FERRO 2 é um filme-pipoca acima da média, com relativamente poucas mas empolgantes cenas de ação, tecnicamente brilhante e que faz jus ao clássico personagem da Marvel. E que, na já tradicional sequência após os créditos finais feita para deixar babando aos fãs da Marvel, deixa o gancho para o filme de THOR, que estreia ano que vem.
Jorge Saldanha
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Achei que você foi muito crítico, embora correto. Talvez não tenham explorado o lado alcoólatra dele por medo de colocar uma doença como algo positivo de alguma forma, afinal ele é um herói.
Amigos perdoam, principalmente quando você nutre a amizade pela pessoa reconhecendo os defeitos dela e vice versa. Amigos são escolhas, não obrigações.
Agora uma coisa que eu fico babando quando vejo é a interação holográfica com o computador… É um show de tecnologia!!! Quanto tempo demorará para chegar nos desktops? A interface de voz é perfeita… Se liguem Intel, Amd e fabricantes de memória, monitores e hds: Queremos um igual!!!!
Mas aquele jeitinho esquisito de pousar, faça-me o favor: mude!
Máquina de combate, se não estou enganado, era um projeto do próprio Stark nos quadrinhos. Poderiam ter mantido.
A pergunta que não quer calar: O Mickey Rourke consegue atuar sem estar mastigando um palito? Treco nojento! Consegue ser pior que os ruminadores de chiclete.
Quanto ao patrão do Ivan, poderia ser menos uma caricatura. Chega a ser embaraçoso.
Thor já na regressiva para ver…rs
Bem João, a Marvel foi pioneira em criar super-heróis atormentados por problemas humanos típicos de qualquer pessoa: para Bruce Banner seu poder de transformação no Hulk sempre foi uma maldição, uma doença a ser curada, nunca uma benção; Peter Parker era um adolescente típico, que mesmo depois de virar Homem-Aranha tinha que lidar com os bullyes do colégio, conquistar sua garota, arranjar um emprego para sustentar sua tia doente, etc.; e Tony Stark criou sua armadura principalmente para sobreviver, e seus problemas acabaram levando-o ao álcool (acho que isso é pouco explorado porque Downey Jr, quase se destruiu por causa do vício em bebidas e drogas). Tudo isso de certa forma é e está sendo levado às telas, mas é uma pena que a Marvel, que já foi tão corajosa, hoje se mostre mais conservadora. Será reflexo de sua compra pela Disney? Quanto à computação holográfica, a primeira vez que isso foi mostrado foi no Minority Report do Spielberg, e desde então quis algo parecido para mim hehe.
Ah! mas em Minority Report ainda precisava uma luva para interagir. Neste sistema do Stark é a mão livre!
A Disney pode ter tido influência, como disse, para não reforçar um lado negativo no herói. Hulk é o que todos gostaríamos de fazer em alguns dias: Ficar Verde de raiva e chutar o balde…rs. Mas veja que assim como o Banner, nós também nos controlamos.
Mas o importante é que é um filme legal, entretém a família toda, pois fomos todos ao cinema, inclusive meus AAAM, e todos saímos contentes e satisfeitos. Especialmente depois do baldão mezzo mezzo de pipoca e refrigerante…rs.
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