Resenha: Stargate Universe 1×13 – Faith


Este foi o primeiro episódio de SGU que posso dizer que foi gostoso de assistir, a série vem acertando cada vez mais depois que retornou da pausa, ainda não é tudo o que eu espero mas este episódio conseguiu ser interessante e explorar muito bem o lado dramático que Universe sempre pretendeu ter e que estava falhando em mostrar, mesmo sem ter ação alguma.

O fato da Destiny sair do FTL sem aviso prévio não é mais motivo para alarde, mas desta vez o motivo dela fazer isso foi muito interessante porque ela esbarrou em um sistema estelar que não estava nos seus bancos de dados, mas isso nem foi o melhor, o mais legal foi descobrir que o sistema inteiro, incluindo uma estrela e o planeta paradisíaco que a orbita, foi criado por uma raça alienígena extremamente avançada! Para se ter uma idéia, o Rush não acreditava nem que o Ancients tivessem a capacidade de criar uma estrela, então uma raça tão avançada a ponto de criar estrelas e planetas inteiros seria uma inclusão ainda mais espetacular ao universo Stargate que os Ancients foram na época de SG-1! Vale especular que esta possa ter sido a primeira visão da civilização dos Furlings, mas não dá para ter certeza porque não foram mostradas as inscrições no Obelisco que eles encontraram, para podermos comparar com as inscrições que vimos em SG-1.

Mas a descoberta desta nova e potencial raça alienígena não foi o que realmente tornou este episódio legal, o que fez isso foi o tempo que uma pequena equipe passou no planeta recolhendo suprimentos para a Destiny enquanto a nave lentamente atravessava o campo gravitacional da estrela. Pela primeira vez eu pude ver a tripulação da nave realmente feliz e se divertindo, portanto não foi surpresa que várias pessoas quiseram permanecer lá quando chegou a hora de partir, ainda mais quando um riponga levantou a possibilidade mística daquele planeta ter sido colocado diante deles de propósito por uma raça extremamente avançada, e que portanto possivelmente seria muito bondosa a ponto de ser a melhor chance que eles tinham de receber ajuda e voltar para a Terra.

O surpreendente foi ver o Young aceitar esta decisão, mesmo que ele tenha obrigado o pessoal militar a voltar para a Destiny como condição para deixar o resto tentar a sorte permanecendo no planeta. Eu acredito que ele só deixou porque não queria ter que forçar todos a voltar sob a mira de uma arma e causar mais problemas de motim no futuro. Outra coisa que eu gostei bastante foi a revelação aberta de que a TJ está grávida de um filho do Young, isso explica bastante sobre os motivos pelo qual ela estava pedindo transferência na base Ícarus. Mesmo que a maioria do pessoal e o Young ainda não saibam disso, essa realidade deve transformar as coisas para a personagem e até mesmo para o resto da tripulação, principalmente porque a TJ queria tentar criar o filho longe da nave e dos perigos que ela acarreta, mas foi forçada a voltar para a Destiny.

Este episódio conseguiu ser também um dos mais realistas de toda a série, foi muito legal ver as mulheres acordando com a cara amassada e o cabelo desarrumado, ver a equipe no planeta se divertindo jogando futebol enquanto o pessoal que ficou na Destiny ficava cada vez mais desanimado com a qualidade da comida, foi ótimo ver que a falta de comida decente estava afetando não só a moral de todos como a saúde, e que a TJ estava doente e subnutrida. Foi legal ver o Eli construindo uma nova amizade com a Camile, que está ganhando cada vez mais espaço na série e talvez finalmente deixando de ser o cachorrinho da Chloe.

Além de tudo isso, o episódio ainda tirou um tempo para mostrar a tripulação da Destiny usando as semanas de viagem lenta para consertar áreas danificadas da nave e descobrindo coisas novas e potencialmente muito interessantes! É uma pena que a nave não ficou tempo suficiente nos arredores do planeta para descobrir mais sobre os alienígenas que o construíram, mesmo assim o único grande defeito do episódio foi eles terem perdido a oportunidade de se livrarem da Chloe, que queria ficar no planeta, mas acabou voltando quando a TJ e o Scott foram forçados a voltar…

Daniel Irineu

[Via Toca 42]

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10 comentários sobre “Resenha: Stargate Universe 1×13 – Faith

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  2. As descobertas da nave; a questão sobre porque e quem construiu o tal planeta; provavelmente é munição para futuros episódios. De fato o episódio foi bom, e bastante…..filosófico….Mas o trailer do proximo, aparenta cair naqueles cliches de scifi. Mente do personagem é invadida ou sondada pelos aliens, que se apresentam na forma de alguem conhecido do protagonista a fim de se comunicar…….

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  3. Concordo Paulo, o episódio atiçou a nossa imaginação. Aumentou um pouco o nível de suspense… vamos torcer que melhore ainda mais.

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  4. Um dos epísódios com maior potencial até agora na série. Muito gostoso de se assistir, ficamos o tempo inteiro esperando que os aliens aparecessem e nada, a cada cena no planeta ficava nessa espera. Quando a luz acendeu então nem se fala. O cel. Young um pouco mais humano diga-se de passagem. Um belo episódio.

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    • Sim ficou uma meia dúzia de civís, incluindo o guru místico que meio que ajudou a convencer todo mundo, mas o resto do pessoal voltou.

      O fato de terem ficado algumas pessoas pode render histórias no futuro com a raça que construiu o planeta, é uma boa ponta deixada para ser explorada…

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  5. Achei que este “riponga” encheu e não convenceu com o papinho lá de Deus e tal. De maneira geral, os atores foram fracos naquela parte do planeta, inclusive a TJ e o Young. Só o Greer pareceu estar bem no personagem.
    Mas a coisa toda dos alienígenas foi o que realmente valeu, e tem que render bem mais no futuro.

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  6. Otimo episódio principlamente a parte da gravidez da TJ e os panacas que ficarm no planeta obelisco (eu não arriscaria), mas uma coisa me incomodou o Scott, que consegue ser tão irritante como sua namorada, dizendo para TJ que a protegeria e blá blá blá… quem esse cara pensa que é o Salvador da patria? bah acorda filho!

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  7. Voltaram 3 civis (Chloe, Volker e o cético que não sei o nome) e todos os militares. O “riponga” já tinha aparecido analisando a nave “azul” no episódio que Rush é deixado num planeta por Young.

    O único motivo de Young ter colocado a condição dos militares voltarem foi porque ele não queria que TJ ficasse. O caso deles já tinha ficado aparente no inicio da série, na conversa que ele teve com a esposa (Emily) usando as pedras/o corpo de Telford.

    Gostei muito do episódio.

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